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Ato Hospital Carlos Chagas

Sindicato convoca para dia 5 assembleia em que serão relatados os casos denunciados. Na ocasião os servidores do hospital discutirão a deflagração de greve por tempo indeterminado.
- Foto: Fernando de França

Sindsprev/RJ cobra fim do assédio e das transferências no Carlos Chagas

31/03/2017

Servidores recebem informes de Rose e Julianelli logo após a negociação com o gestor do Carlos Chagas

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em reunião nesta quinta-feira (30/3), pela manhã, a diretora do Sindsprev/RJ, Rosimeri Paiva (Rose) e o deputado doutor Julianelli (Rede-RJ), reuniram-se com o diretor do Hospital Carlos Chagas, João Fernandes, para cobrar o fim do assédio moral e das transferências arbitrárias de servidores para outras unidades, que estariam acontecendo, segundo inúmeras denúncias. O gestor negou o assédio, que seria feito através de ameaças de punição e de transferências e de outras formas de tratamento desrespeitoso.

Em relação às transferências, tentou justificá-las afirmando que se deveram ao fato dos servidores atingidos “não terem o perfil” desejado. Rose lembrou que a prática vai contra orientação do secretário estadual de Saúde, Antônio Teixeira, de que as transferências só fossem efetivadas com a concordância dos servidores e discutidas individualmente de modo a não prejudicá-los.

A dirigente e o deputado Julianeli propuseram a realização de uma grande assembleia na qual os próprios funcionários fariam as denúncias ao diretor, já que ele nega o fato. O deputado, que estará presente à assembleia (marcada para 5 de abril, às 10 horas, em local a ser definido), disse a Fernandes que a Comissão de Saúde convocará o secretário estadual de saúde, Antônio Teixeira, e o próprio diretor, para uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A pauta será a normalização do pagamento de salários, os casos de assédio moral, de transferências e a reivindicação de redução da carga horária enquanto o pagamento não for regularizado, opção que conta com a simpatia do secretário de Saúde.

Greve

Logo após a reunião, Rose e Julianelli, fizeram um relato aos servidores do encontro com Fernandes. E dos desdobramentos que inclui a discussão, na mesma assembleia do dia 5, sobre a adesão dos servidores do Carlos Chagas à greve que acontece desde janeiro nos hospitais Ary Parreiras, Azevedo Lima e Eduardo Rabelo.

Rose defendeu que na assembleia seja tomada uma decisão à altura do desrespeito que o governo Pezão e alguns gestores submetem os servidores. “Chega. Estamos sem salário há três meses. Trabalhamos sem condições de atender a população com dignidade. Faltam medicamentos, equipamentos de exame, e ainda somos submetidos a assédio e transferências. É revoltante. Os empregados da fundação e da organização social que trabalham aqui (no Carlos Chagas) recebem em dia. Se há dinheiro, por que nós não recebemos? Temos que dar uma resposta forte e conjunta a toda esta situação”, afirmou a dirigente.

Imprensa e dirigentes barrados

Pouco antes da reunião, Fernandes recusou-se a receber diretores do Sindsprev/RJ, alegando ter combinado receber somente Rose; e ordenou que o jornalista do Sindsprev/RJ se retirasse. “Combinei apenas com você (disse, dirigindo-se a Rose). Não existe nenhuma possibilidade de receber mais alguém”, afirmou. Só depois de muita negociação, se convenceu de que deveria receber também o deputado e sua assessoria. Mas proibiu que fossem tiradas fotos dele.

Já indignados com a situação por que passam e ao saberem do que se passava na antessala do diretor, os funcionários do Carlos Chagas se concentraram no hall de entrada do hospital. E ali permaneceram até que a negociação terminasse seguindo para fora da unidade onde receberam os informes da reunião.





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