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Assembleia Saúde do Estado

Audiência com Luiz Antônio Teixeira Júnior (foto) foi realizada após ocupação promovida por servidores na rua México 128.
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- Foto: Fernando de França

Servidores da saúde do estado ocupam secretaria e arrancam negociação

06/03/2017

Durante a ocupação secretário (no centro, de camisa azul) se compromete a negociar 
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em greve, com salários atrasados e sob ameaça de transferência em massa do Hospital Eduardo Rabelo e Carlos Chagas para o Hospital de Anchieta, os servidores da saúde estadual ocuparam, na manhã desta segunda-feira, a secretaria de saúde, na Rua México, 128, 5º andar. E atingiram o primeiro objetivo que era fazer com que o secretário da área, Luiz Antônio Teixeira Júnior, se comprometesse a receber representantes das diversas unidades hospitalares, da vigilância sanitária e do Núcleo Central para uma negociação, o que acontecerá também nesta segunda, às 15 horas, no auditório do 10º andar.

“Com a pressão do ato público, pela manhã, e depois com a ocupação da secretaria conseguimos um avanço fazendo com que Teixeira Júnior nos recebesse e marcasse a audiência. Agora, temos que manter a pressão para garantir a revogação das transferências de 80 servidores do Eduardo Rabelo e oito do Carlos Chagas para o Hospital Anchieta”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ, Clara Fonseca. A negociação com Teixeira será no auditório do quinto andar. Outro ponto a ser negociado é a revogação do corte de ponto durante a greve além do pagamento dos aposentados e pensionistas com salários atrasados deste novembro. O deputado Paulo Ramos (PSOL-RJ) se comprometeu a marcar uma audiência pública na Alerj para tratar do assunto, para a qual o secretário será convocado.

Fora Pezão

Durante o ato - que contou com a presença, entre outros,  de Paulo Ramos e de dirigentes do Sindsprev/RJ, Conlutas, Associação de Servidores da Vigilância Sanitária, do Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe), da Associação do Proderj e do Sindicato dos Servidores do Ministério Público – todos defenderam o fortalecimento da luta contra a transferências, cuja tendência é atingir outras áreas. E também, a participação da saúde na luta unificada contra o pacote de Temer e Pezão que está para ser votado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Uma parte do pacote já foi votado autorizando a privatização da Cedae.

Outro ponto comum entre os presentes ao protesto foi a defesa da ampliação da campanha Fora Pezão pelo fato do governador ter quebrado o estado do Rio juntamente com Sérgio Cabral Filho com isenções fiscais ilegais e um amplo esquema de desvio de recursos e recebimento de propinas. O deputado Paulo Ramos defendeu a participação dos servidores do estado na campanha Fora Temer, pelos ataques aos direitos previdenciários, trabalhistas e pela imposição do novo pacote de maldades ao Rio de Janeiro, com aumento definitivo da contribuição previdenciária de 11% para 14% e de mais 8% durante dois anos.

André Ferraz, da Associação dos Servidores da Vigilância Sanitária do Estado (Asservisa), lembrou que os servidores do Eduardo Rabelo e do Carlos Chagas não podem servir para tapar o buraco deixado pela saída da organização social do Hospital de Anchieta. “Os servidores não podem ser tratados desta maneira desrespeitosa. Não bastasse o não pagamento de salários, faltam insumos nas unidades. Foram expulsos do Rocha Faria indo para o Eduardo Rabelo e agora o governo quer transferi-los da Zona Oeste para a Zona Portuária, onde fica o Hospital Anchieta, levando-os para longe do seu local de trabalho e de suas residências, sem qualquer critério técnico. E isso não vamos admitir”, afirmou André.

Denise Nascimento e Carlos Moreno, do Comando de Greve da Saúde Estadual, afirmaram que as organizações sociais são parte do esquema do governo do estado de sistemático desvio de dinheiro público. “Levaram milhões para administrar os hospitais e agora pulam fora”, disse Moreno. Os dois ratificaram a necessidade de lutar pelo cancelamento das transferências.

Luta contra reforma

Cintia Texeira, representando a central sindical CSP-Conlutas, conclamou todos a participarem dos protestos do Dia Internacional da Mulher, na quarta-feira, 8 de março, que no Brasil terá como tema o combate à reforma da Previdência. “Como desdobramento, no dia 9, as centrais sindicais estarão reunidas organizando o dia 15 que será um dia de paralisação e de manifestações contra a reforma da Previdência que atingirá a todos inclusive os servidores do estado do Rio de Janeiro que estão ameaçados de ver aumentada a sua contribuição para o Rio Previdência”, afirmou durante o ato público.





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