Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 22/06/6201 21/06/2017 14/06/2017 12/06/2017 07/06/2017
Galeria de Fotos  

Ato ALERJ

Ato ocorreu apesar de a base governista ter adiado para semana que vem a votação da venda da Cedae e do ‘pacote’ contra os serviços públicos. Saúde estadual e Sindsprev-RJ participaram.
- Foto: Fernando de França

Movimento contra ‘pacote’ e privatização da Cedae protesta e chama população às ruas

14/02/2017

Manifestante durante o ato realizado na terça (14), na Alerj
Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Não teve tanta gente quanto na semana anterior. Mas foi o suficiente para interditar por algumas horas a avenida 1º de Março, uma das principais do Centro do Rio, e atrair a atenção de boa parte da cidade para a luta contra a privatização da Cedae e os demais projetos do pacote de ‘ajuste fiscal’ que os governos estadual e federal tentam aprovar.

O ato desta terça-feira (14) foi mantido pelo Movimento Unificado dos Servidores Estaduais (Muspe) apesar da retirada de pauta do projeto que abre caminho para a privatização da companhia estatal de água e esgoto. Centenas de pessoas, provavelmente mais de mil, participaram da manifestação. Muitos jornalistas acompanharam o protesto. Servidores da saúde estadual estiveram mais uma vez presentes aos protesto.

A venda da Cedae é um dos requisitos impostos pelo governo federal para alongar o prazo para o pagamento da dívida do estado com a União. Há ainda, entre outros, o aumento na alíquota previdenciária, com redução no valor líquido das remunerações dos servidores, e a suspensão de reajustes e de concursos públicos.

O governo pretendia colocar a matéria em votação nesta terça. Mas acabou recuando e adiando isso para a semana que vem, talvez já na segunda-feira (20) – data para qual está convocada nova manifestação.

Não há justificativas oficiais para o adiamento da votação. A greve informal e parcial da Polícia Militar é apontada como um dos elementos possíveis para isso – curiosamente, não era possível localizar um único policial militar na entrada da Alerj nesta terça, toda a ‘segurança’ da entrada do Palácio de Tiradentes estava sob a guarda da Força de Segurança Nacional, tropa subordinada ao governo federal. Não tem sido assim nos outros atos.

O Muspe divulgou nota na qual afirma que o adiamento reflete principalmente a dificuldade que o governador Luiz Fernando Pezão está tendo em assegurar maioria sem sustos para votar o projeto.  Na visão dos representantes sindicais dos servidores, ele não teria essa segurança nesse momento.

Outro possível aspecto levantado para a retirada de pauta está relacionado à tentativa do governo do estado de conseguir o aval do Supremo Tribunal Federal para que os recursos federais sejam antecipados e a Cedae seja dada como garantia por meio de decreto, sem necessidade de que isso passe antes pelo crivo dos deputados. A tentativa, porém, fracassou, já que o ministro Luiz Fux negou o pedido e condicionou a validade do ‘acordo’ à votação na Assembleia Legislativa.

Seja como for, o governador teria como acionar a sua base parlamentar para que o projeto fosse a voto ainda essa semana, nas próximas sessões, mas preferiu não fazer isso. Ponto para o movimento contra o ‘pacote’ e em defesa dos serviços públicos, que vem conseguindo ‘segurar’ as votações há pelo menos quatro meses. Mas nada que indique, porém, um recuo mais duradouro por parte do governo. “Temos a tarefa de sair daqui e conversar com nossos vizinhos, nossos familiares, nossos amigos, com todo mundo para estar aqui nos próximos atos, porque o que querem aprovar aqui vai ser ruim para toda a população”, conclamou, do carro de som, um dos integrantes da coordenação do ato, que terminou com uma passeata até a Candelária.

 





Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec