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Ato Perícia Médica do Estado

Servidores vivemvdrama coletivo, sem dinheiro sequer para comprar comida e remédios, tendo sido registrados casos de suicídio. Pezão e Cabral (já preso) são os responsáveis pela situação
Servidores fazem ato na marra, mesmo tendo que enfrentar a presença ostensiva da segurança, portões fechados e ser filmados - Foto: Fernando de França

Servidores da saúde estadual protestam na Perícia pelo pagamento dos salários

20/07/2017


Servidores fazem ato na marra, mesmo tendo que enfrentar a presença ostensiva da segurança, portões fechados e ser filmados

Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Num ato em frente à Perícia Médica, próximo à Praça Tiradentes,  servidores do estado de diversos hospitais protestaram contra os salários atrasados. A categoria está passando por um drama coletivo, sem dinheiro sequer para comprar comida e remédios, com aluguel atrasado, já tendo sido registrados casos de suicídio. Os da ativa ainda não receberam o 13º e o salário desde maio e os aposentados e pensionistas, além do 13º, estão sem receber desde março. Mais tarde participariam de ato do Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe), em frente ao Tribunal de Justiça.

A diretora do Sindsprev/RJ Rosimeri Paiva (Rose) lembrou que esta situação foi criada pela irresponsabilidade e o esquema fraudulento de Pezão e, antes dele, de Sérgio Cabral Filho, que se encontra preso. Acrescentou que a Perícia Médica valida os atestados e licenças dadas por médicos do sistema público ou privado e que o número de atendimentos a servidores com problemas psiquiátricos aumentou muito este ano tendo como causas do drama dos atrasos salariais e do trabalho em locais de alto risco.

Truculência

Participaram do ato funcionários do Hospital Eduardo Rabelo, Azevedo Lima, Adão Pereira Nunes, Iaserj, Perícia Médica, Carlos Chagas e da Vigilância Sanitária. Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes denunciaram a situação de penúria da categoria. Logo que os servidores chegaram para participar do protesto, por ordem do superintendente da Perícia Médica, o bombeiro aposentado Carlos Eduardo Merenlender, foram fechados o portão principal que dá acesso ao pátio interno, bem como as portas de entrada do prédio, sendo colocados ali seguranças para impedir a entrada dos servidores.

A diretora do Sindsprev/RJ Clara Fonseca condenou a iniciativa, classificando-a como truculenta. “Estamos vivendo numa democracia ou numa ditadura? A Perícia é um espaço público e nós somos servidores estatutários, não podendo ser dada ordem de barrar a nossa livre circulação no prédio da unidade”, afirmou a dirigente. Para ela, aquelas medidas se caracterizavam como abuso de poder do superindentente “que é cargo comissionado, está recebendo um gordo salário em dia, enquanto estamos com pagamentos atrasados há meses”, frisou.

Merenlender não se encontrava na Perícia. Possivelmente, dava ordens a seus assessores por telefone. Segundo informações, se encontrava em um outro trabalho, em Caxias.

Os manifestantes mantiveram-se no pátio por meia hora e depois foram participar do protesto do lado de fora do pátio. Durante todo este tempo foram filmados por pessoas supostamente a mando da assessoria de Merenlender, numa atitude nitidamente intimidatória. A servidora do Azevedo Lima Lúcia Gomes de Lima condenou as decisões do superintendente. “Não somos marginais, estamos reivindicando nosso salário e temos que ser respeitados”, afirmou. Para Clara, o gestor é um carrasco, faz os servidores da Perícia viverem como escravos sem correntes.

Merenlender chega só às 11 horas

Provavelmente avisado do protesto, Merenlender chegou, aproximadamente às 11 horas, num 4X4, uma Tucson Hyundai, prata, placa de Niterói, um verdadeiro escárnio com os servidores com salários arrochados e atrasados. Houve uma pequena confusão, pois o protesto impedia a passagem do veículo. O portão de ferro foi aberto e suspensa a cancela, permitindo o acesso do superintendente, que não se encontrava no seu local de trabalho.

Após estacionar, Merenlender foi cercado pelos servidores. Disse que aquela ali “era uma casa de todos”. Acrescentou que o portão que dá acesso ao pátio e as portas do prédio foram fechados porque “greve na saúde é uma coisa nova e as pessoas podem não ter sabido como lidar com a situação”. Negou que a ordem de filmar os manifestantes tivesse partido dele.  Disse que o salário dele “também estava atrasado”. É bom lembrar que Merenlender ocupa um cargo de confiança, comissionado, indicado pelo governador. Segundo Clara Fonseca, ele recebe pela administração direta, não havendo atraso, assim como a remuneração do governador e dos secretários. Merenlender negou que estivesse cometendo alguma irregularidade ao trabalhar em outro local, quando deveria estar na Perícia Médica.

“O servidor tem direito ao duplo-vínculo”, defendeu-se. A reportagem do Sindsprev/RJ lembrou a Merenlender que a lei não permite a coincidência de horário dos dois vínculos, como parece que está acontecendo no caso dele. Merenlender, contudo, disse que 'defendia um trabalho conjunto com os servidores'. “Estamos no mesmo barco”, afirmou o Superintendente.

Merenlender disse ainda que, por solidariedade, estava distribuindo cesta básica para o servidor da Perícia. Clara Fonseca respondeu que isto está sendo feito para obrigar o servidor a dar um jeito de chegar ao trabalho em troca da cesta. E que ao fazer isto está indo contra a determinação do secretário de saúde de que as unidades reduzam a carga horária, enquanto os salários estiverem atrasados. “Merenlender está descumprindo a ordem e forçando os servidores da Perícia a trabalhar em troca de cestas básicas, sem direito a redução de jornada. Escravos sem correntes”, denunciou.


Merelender, ao centro, é cercado e questionado por servidores após chegar à Perícia Médica
Foto: Fernando França





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