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Manisfetação no INC

A manifestação foi também contra o desmonte da rede federal de hospitais no Rio de Janeiro e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
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- Foto: Mayara Alves

Ato repudia mudança sistemática de diretores do INC, usada como moeda de troca por Temer

30/08/2017


Protesto foi em frente ao INC, em Laranjeiras. No mesmo dia, em Brasília, diretores do Sindsprev/RJ participavam de audiência pública na Câmara dos Deputados, com a presença de Ricardo Barros
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Um grande ato reuniu pacientes e servidores do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em Laranjeiras, na manhã desta quarta-feira (30/8). A manifestação foi em repúdio ao troca-troca sistemático de diretores da unidade, usado como moeda de troca política pelo governo Temer. A instituição é referência nacional em cardiologia, tanto no atendimento a pessoas de todo o país, quanto na pesquisa de ponta, inclusive com células-tronco, e na formação de profissionais em cardiologia. A manifestação foi também contra o desmonte da rede federal de hospitais no Rio de Janeiro e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Havia faixas no ato e outras eram mostradas aos motoristas quando o sinal fechava.

Estavam previstas outras manifestações durante todo o dia, além da do INC: às 13 horas: ato na Alerj – em defesa da saúde Estadual, contra o veto de Pezão ao PCCS; às 14 horas: ato em frente ao Arquivo Nacional, na Praça da República, que está sob ameaça de fechamento: em defesa dos serviços públicos; e, às 16 horas: concentração para o ato unificado na Candelária, cujo início está previsto para após as 17h.

“Em um ano e meio foram quatro diretores. Estas mudanças por indicação de parlamentares da base parlamentar do governo em troca de votos acaba gerando uma grande instabilidade na gestão e em toda a instituição”, explicou durante o ato a servidora Denise Sanches. “Este troca-troca pode trazer prejuízos à linha de cuidado dos nossos pacientes e piora no tratamento”, explicou. Denise anunciou ao microfone durante o ato que diretores do Sindsprev/RJ e outras entidades sindicais estavam, naquele momento, participando de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença do ministro da saúde, Ricardo Barros, na qual estaria sendo tratada a questão do INC e do desmonte a que vem sendo submetida toda a rede federal de saúde.

Em documento, os servidores reivindicam do ministro da Saúde, engenheiro Ricardo Barros (PP), que suspenda as mudanças na direção do hospital e abra um canal de diálogo, para garantir uma direção que permita aos pacientes o devido cuidado e atenção que merecem. O presidente do Conselho Regional de Medicina, Nelson Nahon, defendeu a saída de Barros. Disse que o uso do Instituto de Cardiologia como moeda de troca mostra a imoralidade do governo Temer e seu descaso com a vida das pessoas. Puxou a palavra de ordem Fora Temer, mas defendeu que Barros deveria sair antes mesmo de Temer, por representar os interesses dos planos de saúde e vir desmontando a rede federal no Rio de Janeiro, para depois entregá-la a grupos privados.

Referência

O médico Bernardo Tura, pesquisador do Núcleo de Bioestatística e Bioinformática do INC, setor de ponta, inclusive em tecnologia com células tronco, classificou o uso político do hospital como gerador de instabilidade e risco para os pacientes. “Este fato é extremamente grave. Não fazemos portas, lidamos com pacientes, seres humanos que se não forem atendidos prontamente podem sofrer prejuízos sérios à saúde”, afirmou.

Lembrou que há outros vários problemas, como o déficit de pessoal, não apenas no INC como em toda a rede federal, em função da não realização de concursos. O último foi de 2005. Outro problema que vem sendo contornado com dificuldade é o corte no orçamento da instituição. Seriam necessários R$ 150 milhões, mas o governo só tende a liberar, mesmo assim, dependendo da aprovação do Congresso Nacional, R$ 105 milhões.





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