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Abraço no Hospital da Lagoa

Todos os que discursaram foram unânimes em frisar que o projeto de Temer e do ministro da saúde, o engenheiro Ricardo Barros, vem desmantelando a rede federal, com o objetivo de criar uma situação caótica para entregá-la a grupos privados
- Foto: Fernando de França

Ato no H. da Lagoa repudia projeto de Temer e Barros de inviabilizar hospitais federais, para depois privatizar

12/09/2017


Após o ato na porta do hospital, servidores e pacientes dão abraço simbólico à unidade
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Pacientes e servidores do Hospital da Lagoa fizeram na manhã desta terça-feira (12/9), um protesto em frente à unidade. A manifestação, que terminou com um abraço simbólico ao hospital, reuniu pacientes e servidores e foi convocado pelas entidades e partidos que integram a Frente em Defesa dos Institutos e Hospitais Federais, entre eles o Sindsprev/RJ. Todos os que discursaram foram unânimes em frisar que o projeto de Temer e do ministro da saúde, o engenheiro Ricardo Barros, para o setor, que vem desmantelando a rede federal, tem como objetivo criar a uma situação caótica para entregá-la a grupos privados, travestidos de organizações sociais e fundações.

Também estavam presentes servidores do hospital de Ipanema, a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), dirigentes de entidades sindicais, além do Sindsprev/RJ, do Sindicato dos Enfermeiros, Sindicato dos Servidores da Saúde Federal, da CTB, da CSP-Conlutas e do Conselho Regional de Medicina. O diretor do Sindsprev/RJ, Sebastião de Souza, lembrou que o desmonte vem sendo imposto aos hospitais e institutos federais por um governo mergulhado na lama da corrupção e que pretende, como próximo passo, que seria a privatização, conseguir propinas para as suas campanhas eleitorais. Para o dirigente, somente a luta que una servidores e pacientes vai conseguir barrar este processo.

A presidente da Associação de Funcionários do Hospital de Ipanema, Joana D’Arc, frisou a importância da unidade dos servidores das unidades federais. Na sua avaliação, a proposta do governo de fazer de cada um, uma unidade especializada (ortopedia, oncologia etc), é um golpe que visa encobrir o verdadeiro objetivo que é afastar os usuários das demais especialidades para facilitar a entrega a empresas privadas. “Por isto é fundamental não nos deixarmos iludir. A intenção é causar confusão para facilitar a privatização, o que requer dos servidores de todos os hospitais que estão sob ataque a mobilização conjunta com os pacientes de forma urgente”, defendeu.

Joana adiantou que, neste sentido, pacientes e servidores darão um abraço simbólico ao Hospital de Ipanema no próximo dia 19, às 10 horas. E que os administrativos, na luta pela extensão das 30 horas e outras reivindicações, farão um encontro nesta quarta-fera (13/9).

O desmonte

Cintia Teixeira, da CSP-Conlutas e do Fórum de Saúde, lembrou que o desmonte consiste no corte cada vez maior de verbas, na não realização de concurso e não renovação dos profissionais temporários, na redução ou suspensão da compra de equipamentos, medicamentos e dos mais diversos tipos de materiais, gerando, como impacto, a falta de condições de trabalho e de atendimento à população. “É um dos mais duros ataques ao Sistema Único de Saúde (SUS), um sistema público e gratuito que é direito da população previsto constitucionalmente. Mas o governo Temer não quer saber. Defende os interesses dos grupos privados, como o Sírio-Libanês, interessados em meter a mão no filé mignon da saúde que é a rede federal. Mas é possível impedir, com a nossa luta e união com os pacientes”, defendeu.

A deputada Rejane, lembrou que o desmonte e privatização do SUS faz parte de um projeto maior do governo Temer de esvaziamento e privatização dos serviços públicos prestados à população, como os da saúde e educação e das estatais, e de retirada de direitos históricos, previstos na lei da terceirização irrestrita, na lei que instituiu novas regras trabalhistas e na reforma previdenciária. “A população tem que se mobilizar contra este governo e o seu projeto urgentemente”, afirmou.

A ex-diretora do Sindsprev/RJ, Lúcia Pádua, defendeu a criação do que chamou de uma “onda branca” em defesa do SUS, em referência ao jaleco, com a realização de atos em todas as unidades, como já aconteceu no Hospital de Bonsucesso, Andaraí, Servidores e Lagoa. “Este ano de hoje retoma a mobilização na Lagoa que também é pela extensão das 30 horas e pelo fim do ponto biométrico que já comprovou que não funciona, sendo apenas um empecilho ao trabalho dos profissionais”, disse.

Calendário de mobilizações

Está previsto um calendário de lutas contra as privatizações: dia 14/9, Dia Nacional de Luta Conta a Privatização e as Reformas, com ato às 7 horas no Edifício Sede da Petrobras e às 17 horas, ato unificado na Candelária; 18/9, Audiência Pública, às 9 horas, em defesa do SUS, na Alerj; dia 19/9, às 10 horas, ato no Hospital de Ipanema.





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