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Saúde Federal  

Greve unificada é saída apontada por servidores contra pacote de Pezão

29/11/2016

Servidores cercam novamente a Alerj e avisam Picciani: ou devolve o pacote de maldades, ou entramos em greve
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Ou põe fim ao pacote de medidas de Pezão contra os direitos dos servidores e da população do estado ou a categoria vai parar por tempo indeterminado. A solução foi novamente apontada pelos dirigentes dos sindicatos que integram o Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe), durante a manifestação desta terça-feira (29/11), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O recado seria dado pessoalmente ao presidente da Alerj, Jorge Picciani, em nova rodada de negociação prevista para as 14 horas. A data indicativa é o dia 4 de dezembro. A pressão da forte mobilização da categoria tem feito os partidos da base governista, principalmente o PMDB, partido de Luiz Fernando Pezão e de Picciani, recuarem em alguns pontos do pacote, mas mantiveram a maioria dos itens nocivos aos servidores e à população. E mais: não há garantias de normalização do pagamento dos salários atrasados há meses, ou mesmo do 13º, aposentadorias e pensões. Há muito servidor da ativa e aposentado passando fome, sem ter dinheiro para comida e medicamento. O salário de outubro foi dividido em sete parcelas.

“Há uma revolta da categoria que avalia ser uma canhalhice pagar pelas safadezas que os governos Cabral e Pezão fizeram com o dinheiro público. Não aceitamos que aumentem de 11% para 14% a nossa contribuição previdenciária, nem acabem com o aluguel social das populações despejadas pelo estado, nem cortem recursos para os hospitais e para a educação e aumentem o ICMS, muito menos que acabem com o triênio. Vamos dizer isto ao Picciani, novamente, e exigir a devolução do pacote todo ao Pezão”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ Mariá Casa Nova, durante o ato.

O Muspe defende, como alternativa para solucionar a crise, a revisão de todas as insenções fiscais, a maioria concedida fraudulentamente sem a aprovação da Alerj; a cobrança da dívida ativa do estado junto a empresas; punição e cobrança dos responsáveis pela perda dos recursos do RioPrevidência; fim da farra das terceirizações, através de organizações sociais e fundações, e realização de concurso público como forma de fortalecer o RioPrevidência, já que os terceirizados não contribuem para a instituição, mas os estatutários cocursados, sim. Além de instação de CPIs para investigar a fraude no RioPrevidência e isenções fiscais, principais causas da quebra do estado.

Impasse com deputados e confronto em frente à Alerj

Até as 14 horas ainda não havia sido resolvido o impasse criado por Picciani, que só aceitava fazer a negociação com o Muspe, com representantes de apenas oito entidades sindicias. O Muspe tem 42 entidades que sempre participaram das negociações. “Ou entram todos ou não entra ninguém”, repetiam os oradores do alto do carro de som.

Por volta das 14h30, no entanto, Picciani promoveu reunião com o colégio de líderes (lideranças dos partidos na Alerj), ao fim da qual ficou estabalecido que o pacote de austeridade do governo será votado entre os dias 6 e 15 de dezembro, com uma sessão extraordinária no dia 12. Os deputados presentes à reunião negaram uma das principais reivindicações do Muspe, de retirada integral do pacote de arrocho.

Enquanto isso, do lado de fora da Alerj, servidores se defrontaram com o forte aparado de segurança que desde cedo cercou a Assembleia Legislativa com soldados do Batalhão de Choque da PM e da Força Nacional. Quando servidores tentaram derrubar parte das grades que cercavam a Alerj, houve princípio de confronto e os PMs responderam com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

Fora Pezão

A exigência do afastamento de Pezão do governo do estado foi novamente cobrada pelas lideranças dos servidores. Segundo eles, Cabral e Pezão quebram o Rio de Janeiro, não podendo, por isto, o atual governador continuar no cargo, mas ser investigado e preso pelos desvios de recursos públicos, por suspeitao de ter praticado com Cabral e após sua gestão.

Paes manda guarda com bomba

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) decidiu usar o Grupamento de Operações Especiais da Guarda Municipal (GOE) no reforço à repressão ao ato. Por volta do meio-dia, integrantes da corporação chegaram, por detrás do protesto, postando-se nas ruas São José e Assembleia, carregando embornais com bombas de gás lacrimogêneo e disparadores.

Homenagem às vítimas do acidente na Colômbia

Logo no início da manifestação, os servidores do estado fizeram um minuto de silêncio pela morte de 21 jornalistas, dos atletas e do corpo técnico da equipe de futebol do Clube Chapecoence, de Santa Catarina, e da tripulação, na queda de um avião na Colômbia, próximo à cidade de Mendellin. O time e os jornalistas voltavam da Copa Sul Americana. Morreram mais de 70 pessoas.






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