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Saúde Federal  

Hospital de Bonsucesso: assembleia lotada aprova boicote ao ponto eletrônico

10/03/2017

Servidores do HFB aprovam boicote ao ponto. Decisão vem sendo tomada em outras unidades
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Em uma assembleia que lotou o auditório do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), com algumas pessoas participando em pé, os servidores da unidade aprovaram, nesta sexta-feira (10/3), o boicote ao ponto biométrico e ao recadastramento determinado pelo Ministério da Saúde por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi tomada em função de as máquinas instaladas pela direção do hospital não assegurarem os direitos dos servidores, entre outros, por não respeitarem as 30 horas e não emitirem recibo comprovando o comparecimento e a jornada efetivamente cumprida.

O diretor do Sindsprev/RJ Sidney Castro lembrou que a mesma posição vem sendo aprovada nas demais unidades. E que, para que esta luta dê certo, tem que contar com a adesão de todos os servidores. “A garantia de que vamos conquistar o que queremos vai depender, fundamentalmente, da unidade e da participação de todos cumprindo a decisão da assembleia, aqui e em outras unidades”, afirmou.

'Temos que ter assegurados os nossos direitos', diz servidor

O diretor do Sindicato no Hospital dos Servidores, Luiz Henrique Santos, frisou que, do jeito que estão, as máquinas não garantem que as 30 horas serão respeitadas nem emitem, como manda a lei, papel comprovando o comparecimento. “Não estamos nos furtando a ter um controle de ponto, o que aliás já temos, o de papel, que, enquanto houver o boicote, vamos usar, mas temos que ter assegurados os nossos direitos, o que não acontece”, disse.

Luiz Henrique acrescentou que a assembleia do Hospital Federal dos Servidores que discutirá o boicote será na próxima segunda-feira, no pátio da unidade, às 10h30. “A orientação do Sindsprev/RJ é de que todas as unidades federais aprovem não recadastrar e não usar o ponto biométrico enquanto não forem sanados todos os sérios problemas apontados pelo Sindicato, inclusive, no último dia 6, em reunião com o diretor do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (DGH/RJ), Jair Vinícius Ramos da Veiga”, afirmou.

Reunião no DGH

Antes de a assembleia aprovar suas deliberações, Sidney fez um relato sobre a reunião do Sindsprev/RJ com Veiga. Nela foram tratados, além do ponto biométrico, garantia das 30 horas semanais, pagamento do APH, municipalização dos hospitais federais e duplo-vínculo.

Veiga disse que o TCU deu 90 dias ao Ministério da Saúde para que corrija as escalas de serviço e 30 dias para os diretores de hospitais promoverem o cadastramento dos servidores, lançando as escalas no Sistema de Registro de Frequência (Sisref). Acrescentou que a jornada utilizada nas máquinas será a das 30 horas, como manda a Portaria nº 260, do Ministério da Saúde.

Os dirigentes do Sindsprev/RJ lembraram, no entanto, que as 30 horas não vêm sendo respeitadas nas unidades. Sidney Castro explicou que a grande verdade é que as direções dos hospitais estão cobrando 40h semanais, e não 30h. “Mesmo que sejam cobradas apenas 30h, temos outros questionamentos ao ponto eletrônico, como o fato de que as máquinas não emitem comprovantes para o servidor e a inadequação geral dessa forma de controle de ponto às atividades realizadas num hospital. Por isso que as nossas assembleias aprovam o boicote ao ponto eletrônico, começando pela recusa ao cadastramento”, afirmou. Veiga negou a municipalização dos hospitais federais.

Corpo clínico

Diretor do Sindicato e da Federação Nacional, Fenasps, Pedro Jorge Gomes disse que o problema do ponto biométrico vem sendo acompanhado de perto pela entidade,  e que o assunto será debatido na próxima reunião com o Ministério da Saúde, marcada para o próximo dia 23/3, em Brasília

Antes mesmo da aprovação do boicote, o médico Francisco Fialho informou que o corpo clínico já havia tomado a mesma decisão. “Avaliamos que, do jeito como estão as máquinas, elas produzem insegurança jurídica, já que não há certeza da jornada e não é emitido recibo, como manda a lei. Não vamos colocar em risco os nossos direitos”, explicou.






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