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Saúde Federal  

‘Emergência de Bonsucesso pode fechar', alertam servidores

22/05/2017

Servidores do corpo clínico do HFB alertaram para a precariedade da emergência, durante assembleia
Foto: colaboração

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Em assembleia realizada nesta segunda-feira 22, com presença de representantes da Comissão de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina (Cremerj-RJ), os servidores do corpo clínico do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) denunciaram a total incapacidade de funcionamento da emergência da unidade. Segundo os servidores e o próprio Cremerj, a emergência pode paralisar suas atividades a qualquer momento, devido à falta de 19 médicos e enfermeiros, o que vem inviabilizando o pleno atendimento de pacientes.

A atual emergência do Hospital de Bonsucesso funciona desde 2011 num contâiner de lata, improvisado como instalações precária e totalmente inadequada para esse tipo de uso, sobretudo pela falta de espaço. “Até hoje a situação da emergência não foi efetivamente solucionada e os sucessivos governos continuaram empurrando o problema com a barriga. Não providenciaram a contratação de novos profissionais via concursos e não aceleraram as obras de construção da nova emergência, que se arrastam desde 2011. O resultado é que hoje chegamos a esta situação insustentável. Além de faltar pessoal, a emergência está sempre superlotada”, criticou o diretor do Sindsprev/RJ Osvaldo Sergio Mendes.

Já não é a primeira vez que o corpo clínico do HFB alerta para os problemas causados pela emergência improvisada. Em 2012, também numa concorrida assembleia com presença de Cremerj e até do Sindicato dos Médicos do Rio (Sinmed-RJ), os servidores chegaram a suspender o funcionamento da emergência, tamanha a precariedade, atendendo somente os pacientes de maior gravidade. Na época, uma vistoria do Cremerj constatou que na emergência estavam internados 56 pacientes, quando a capacidade é de 35. Também naquela mesma época (outubro de 2012), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) entraram com ação civil pública para pedir que a Justiça Federal determinasse a transferência de pacientes do HFB para outras unidades, dada a situação precária da ‘emergência de lata’, como passou a ser chamado o local por pacientes e servidores do Hospital.

Iniciadas em 2011, as obras de construção da nova emergência até hoje não foram concluídas. Em 2016, o Ministério da Saúde prometeu concluir a obra em outubro. Depois, adiou a provável inauguração para janeiro deste ano, o que também não ocorreu. “Quando vão inaugurar a nova emergência? Daqui a 100 anos? E os pacientes que hoje estão sendo prejudicados? Como ficam?”, pergunta Osvaldo.

A nova emergência, segundo informação divulgada pela imprensa comercial, terá 2.600 m², ala de pacientes graves, sala de trauma, enfermaria de adultos e pediatria, além de 38 leitos, 30% a mais do que a atual emergência. A obra estaria orçada em 13,5 milhões de reais.






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