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Saúde Federal  

Protesto no HFB denuncia privatização através do Sírio e Libanês

30/05/2017


Caminhada fez 'enterro' de Ricardo Barros e do Sírio e Libanês
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Para impedir a “visita” de representantes do Hospital Sírio e Libanês ao Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), servidores e pacientes participaram de manifestação convocada pelo Sindsprev/RJ, na porta da unidade, nesta terça-feira (30/5), por volta das 9 horas. O ato foi também contra a decisão da direção do hospital de fechar a Emergência. Visitas como esta estão sendo programadas para as demais unidades federais. Nova manifestação no HFB foi marcada para o próximo dia 5/6.

O grupo privado foi contratado pelo Ministério da Saúde a fim de elaborar um diagnóstico de toda a rede federal do Rio de Janeiro, com o objetivo de privatizá-la. O diretor do Sindsprev/RJ Sidney Castro lembrou que a iniciativa já havia sido anunciada pelo ministro Ricardo Barros em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no último dia 17, na qual criticou o “mau funcionamento” dos hospitais federais, acrescentando que um “ente privado” seria contratado para gerir a rede.

“Ao fazer isto, o ministro assume a sua incompetência como gestor, ele que é engenheiro e nada entende de saúde. O problema dos hospitais é a não realização de concurso público para a admissão de servidores em substituição aos que se aposentam ou falecem, tendo como consequência a presença insuficiente de pessoal para atender à população e a falta de investimento em equipamentos e insumos. Privatizar a gestão não resolve o problema e abre brechas, como já acontece com as organizações sociais e fundações no estado e no município do Rio, para as mais variadas formas de desvio de recursos públicos”, afirmou Sidney.

O dirigente do Sindsprev/RJ acrescentou que cabe aos servidores e usuários resistir a esta negociata. Protestou, ainda, contra o fechamento da emergência. “É mais uma prova, ao mesmo tempo, do descaso deste governo para com a vida da população e uma óbvia tentativa de justificar a privatização do HFB”, disse.

Política de governo

Segundo Luiz Henrique dos Santos, também diretor do Sindsprev/RJ, a contratação do Sírio e Libanês como gestor terceirizado faz parte da política do governo Temer de retirar direitos do trabalhador e privatizar o serviço público e gratuito prestado à população, para beneficiar grupos privados. “Um governo mergulhado na lama da corrupção não tem legitimidade para continuar no poder. Mas eles seguem em frente atacando a saúde, com esta tentativa de entregar bilhões do setor para as mãos do Sírio e Libanês”, frisou.

Vários pacientes, inclusive o presidente da Associação de Renais Crônicos e Transplantados, Roque Silva, lembraram que, assim como toda a rede federal, o HFB vem passando por um processo contínuo de esvaziamento. “Se não nos unirmos para resistir a este processo que vem seguido da privatização, daqui a pouco estaremos sendo cobrados por este serviço de alta complexidade, que hoje é de excelência, público e gratuito”, disse durante o ato.

Enterro do ministro

Às 11h20, os manifestantes fizeram uma caminhada, com o enterro simbólico do ministro Ricardo Barros e do Sírio e Libanês. “Vamos sepultar os dois que querem acabar com os direitos dos pacientes e servidores”, afirmou Nereu Lopes, conselheiro estadual de saúde e dirigente do Sindsprev/RJ. O diretor do Sindicato dos Médicos, Francisco Xavier de Oliveira, chamou Ricardo Barros de “sinistro da Saúde”. “Ele está acabando com a saúde e pertence a um governo podre, envolvido em corrupção. Não tem autoridade moral nem preparo para estar no cargo, que dirá para impor este projeto de privatização da saúde”, afirmou.



Protesto no HFB

A privatização, determinada pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, atingiria todas as unidadades da rede. O ato foi também contra o fechamento da Emergência.
- Foto: Mayara Alves



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