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Saúde Federal  

Desmonte dos hospitais federais: genocídio silencioso e cruel

17/08/2017

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

 

O governo Temer, através do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ampliou o processo de desmonte da rede de hospitais e institutos federais (são seis hospitais e três institutos), unidades de alta complexidade ainda públicas e gratuitas. Problemas tendem a se agravar como o crescente corte de recursos, o déficit significativo de pessoal, a falta de todo o tipo de material, a manutenção de equipamentos e  a conservação da estrutura física.

O último concurso público para a saúde federal foi realizado em 2005, portanto, há 12 anos. Para minimizar a situação, os governos anteriores fizeram centenas de contratações temporárias que Barros já anunciou que não renovará. Com isto, um número significativo de profissionais está deixando as unidades, inviabilizando o funcionamento de setores inteiros, impedindo que a população seja atendida.

Para o diretor do Sindsprev/RJ, Sidney Castro, o agravamento deste quadro é intencional e tem como objetivo facilitar a privatização de toda a rede federal, reduzindo a resistência da população à mudança. O dirigente citou o exemplo do Hospital Federal de Bonsucesso, onde a falta de pessoal, pela não realização de concurso e pela não renovação dos contratos temporários, está causando o funcionamento extremamente precário, chegando à quase paralisia, de setores inteiros, como a Emergência, a Oncologia e o Transplante de Rim. O Transplante de Fígado já havia sido fechado. Cita um caso que demonstra o absurdo da situação: o novo prédio da Emergência está para terminar de ser construído, mas não terá como funcionar diante da falta de profissionais.

Precariedade aumenta

O problema do déficit de servidores pelos mesmos motivos se repete no Hospital dos Servidores. O diretor do Sindsprev/RJ, Luiz Henrique Santos, aponta este como o principal problema para o funcionamento da Enfermaria, do CTI e da UTI. “Quando não se faz concurso nem renova os contratos temporários e ao mesmo tempo põe uma empresa privada como o Hospital Sírio-Libanês para fazer uma radiografia da rede federal, fica explícita a intenção de privatizar”, argumenta.

No Hospital de Ipanema, segundo Joana D’Arc Pereira Machado, da Associação de Funcionários, estão sendo fechadas clínicas essenciais, além da cirurgia vascular. A unidade já tem quatro salas cirúrgicas fechadas. O governo quer fazer deste um hospital especializado em ortopedia, deixando sem atendimento milhares de pacientes. Falta pessoal, medicamento e vários outros materiais como seringas e agulhas. No Hospital da Lagoa fecharam a hemodinâmica (que trata a obstrução de vasos sanguíneos). Para Verônica Fragoso, servidora da unidade, o que vem acontecendo é um genocídio silencioso e cruel, que se agravará com a decisão do prefeito Marcelo Crivella de fechar as Clínicas da Saúde.

A falta de pessoal se repete no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into). Segundo Alessandra Camargo, profissional de saúde da unidade, estima-se que neste semestre serão menos 700 profissionais (médicos e enfermagem) em toda a rede. Ela lembra que há um subfinanciamento do SUS e um fomento do setor privado: 8% do Produto Interno Bruto (PIB) são destinados à saúde, porém, 55% destes gastos vão para o setor privado, que atende a 25% da população. Muito destes recursos são proveniente de aplicação de recursos públicos diretos, isenções fiscais e outros tipos de subsídio. “A situação deve ser agravar com a PEC 55, que congelou os gastos públicos por 20 anos, o que aprofundará o subfinanciamento ao SUS, a privatização, o desabastecimento do SUS e a negação do direito universal à saúde”, afirmou.






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