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Saúde Federal  

Desabamento de teto no HFSE pode ter relação com obras do Porto Maravilha

24/08/2017

Local do desabamento, no Hospital Federal dos Servidores do Estado
fotos: Fernando França

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

O desabamento do teto da Câmara Mortuária do Hospital Federal dos Servidores do Estado pode ter relação direta com as avarias provocadas nos prédios da unidade pelas obras do Porto Maravilha, promovidas pela prefeitura do Rio por meio da concessionária privada Porto Novo e interrompidas soba  alegação de falta de recursos.

O acidente, ocorrido por volta das 23 horas da quarta-feira (23), levou à interdição da área anexa ao prédio principal onde funcionavam, além do necrotério, a Dermatologia, a Patologia e o balcão de atendimento do Ambulatório. A interdição partiu da Defesa Civil da Prefeitura e teve o apoio da administração da unidade. “É uma medida preventiva que tomamos para dar segurança a todos no hospital”, explicou o diretor administrativo do HFSE, que responsabilizou as obras do Porto Maravilha pelo ocorrido. O setor de manutenção e engenharia do hospital avaliará a estrutura do prédio e deverá elaborar parecer sobre a segurança e posterior liberação ou não da área.

Provisoriamente, o necrotério está funcionando em outro prédio em sala que estava desocupada e teria recebido refrigeração. Havia um corpo na Câmara Mortuária no momento do desabamento. A Patologia também foi transferida, e encontra-se no Laboratório. A Dermatologia será instalada em salas do Ambulatório, segundo a administração.

Com a interdição, não há acesso para pacientes ao Ambulatório pela área interna do hospital. Com isso, pessoas internadas que tenham que fazer exames ali estão sendo conduzidos de ambulância, pelas vias que circundam a unidade, próximo à Praça Mauá, até a entrada da av. Venezuela, com acesso direto ao Ambulatório.   

A reportagem apurou que uma funcionária que trabalha no necrotério estava no local na hora do acidente e teve que ser socorrida pela Brigada de Incêndio. Ela foi resgatada pela janela, já que a passagem pela porta ficou obstruída. A funcionária não teria se ferido, mas se sentiu mal diante do desabamento e da impossibilidade momentânea de deixar a sala. A câmara de refrigeração não foi atingida.

Ministério Público

A coordenação do Ministério da Saúde do Rio divulgou nota na qual observa que o que ocorreu foi o desabamento do forro do teto da varanda do necrotério, mas a nota é imprecisa e acaba por minimizar o ocorrido. Imagens do local mostram pedaços de concreto e tijolos entre os escombros – o que desmente a ideia de que apenas o forro do teto desabou. “Poderíamos ter alguém ferido aqui, devido a um problema que já denunciamos há anos”, disse o servidor Luiz Henrique, diretor do Sindsprev-RJ.

O dirigente sindical faz questão de ressaltar que as providências emergenciais após o acidente foram tomadas pela direção do hospital, mas critica a burocracia e a falta de ações efetivas do Ministério da Saúde em busca de uma solução para as áreas afetadas do HFSE por conta da obra do Porto Maravilha.

Inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal concluiu que, embora a falta de conservação possa ter contribuído, as rachaduras nos imóveis do Hospital dos Servidores são decorrentes principalmente das obras realizadas pelo consórcio privado contratado pela Prefeitura na região, notadamente à época das explosões para a construção de dois tuneis. Ação civil pública movida pela União pela reparação dos danos ainda está em tramitação na Justiça.

Apesar da constatação dos problemas, porém, até hoje nada de efetivo se fez em termos de reparo das áreas afetadas. “Isso é grave e não pode cair no esquecimento”, disse Luiz Henrique. “Hoje todo mundo aqui se sente inseguro”, afirmou.



Desabamento no nrecrotério do HFSE

Sindicato já havia alertado para risco das rachaduras e insegurança, mas Ministério da Saúde não efetuou reparos; inquérito do Ministério Público concluiu que rachaduras e avarias na estrutura do prédio decorrem principalmente das obras realizadas pela concessionária privada. Não houve feridos no acidente no necrotério.
- Foto: Fernando de França



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