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Saúde Federal  

Saúde e segurança do estado comemoram um ano de cadeia de Cabral

17/11/2017

Após comemorar por mais de uma hora o aniversário de um ano da prisão de Cabral, manifestantes cortam o bolo 
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Com direito a bolo, fogos de artifício e banda de música, servidores da saúde, policiais, bombeiros e rodoviários festejaram o aniversário de um ano de prisão do ex-governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), em frente à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. A manifestação foi organizada por Sindsprev/RJ, Associação SOS Bombeiros, Associação de Policiais Militares e Oposição Rodoviária.

Cabral foi condenado, no total, a 72 anos e quatro meses de reclusão, sendo duas sentenças aplicadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, e uma por Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele ainda pode ser punido em mais 12 processos nos quais é réu. “Estamos felizes por ver Cabral na cadeia porque ele roubou e quebrou o estado do Rio de Janeiro, prejudicando a nós servidores e a toda a população, que deixou de ser assistida como deveria nos hospitais, nas escolas, que inviabilizou a segurança pública”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ e servidora da saúde do estado, Rosimeri Paiva (Rose).

E acrescentou: “Estamos aqui para lembrar que Cabral disse que mulher negra é uma fábrica de marginais. Mas marginal é ele porque, por ter roubado tanto, está na cadeia, de onde esperamos que não saia mais”. Sidney Castro, também diretor do Sindicato, lembrou que muitos outros membros do que chamou de “a quadrilha de Cabral” ainda precisam ser presos. O dirigente defendeu, ainda, a condução do ex-governador para um presídio federal, por entender que o juiz Marcelo Brêtas, responsável pelo processo de Cabral, teve a família ameaçada veladamente pelo réu.

Ato na Alerj

Todos os que falaram no carro de som durante o protesto criticaram a possibilidade de a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar, ainda hoje, a libertação de aliados políticos de Cabral, presos na Operação Cadeia Velha da Policia Federal: Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo. A prisão foi determinada pela Justiça Federal, mas como o Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do senador Aécio Neves (PSDB), decidiu que o afastamento e a prisão de parlamentar investigado depende de autorização do Legislativo, o PMDB tentava fazer o mesmo prevalecer para os deputados fluminenses presos.

A Operação Cadeia Velha é um  desdobramento da Operação Ponto Final, braço da Lava-Jato no Rio que apurou os desvios e o pagamento de propina envolvendo o setor de transportes no RJ, incluindo o presidente da Fetranspor, Jacób Barata, também preso. Os que se sucederam no microfone convocaram os que estavam na comemoração a seguir depois para a frente da Alerj, onde estava acontecendo uma manifestação pela não libertação dos deputados presos na Operação Cadeia Velha.

Fifa e COI

O servidor aposentado e ex-diretor do Sindsprev/RJ Wanderley Crispim lembrou que também os cartolas da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional (COI) deveriam ser presos, já que estão diretamente envolvidos no mesmo escândalo de Sérgio Cabral Filho por desvio de recursos públicos e suborno para a escolha do Brasil como sede da Copa e das Olimpíadas. “Temos que lembrar que se Sérgio Cabral Filho e seu grupo quebraram o estado do Rio de Janeiro, foi com a ajuda dos cartolas da Fifa e do COI”, afirmou, em frente à cadeia de Benfica.

Lenços brancos

Durante a comemoração, servidores da saúde e dirigentes do Sindsprev/RJ usaram guardanapos brancos na cabeça. O objetivo foi lembrar a “Farra dos Guardanapos”, o  registro fotográfico de um encontro entre secretários estaduais de Cabral, entre eles o então secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, e Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções, num restaurante de Paris, em que todo o grupo aparece dançando com guardanapos de pano branco amarrados na cabeça, num restaurante. Era um exemplo da relação promíscua entre o então governador e a Delta e a comemoração antecipada da escolha do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016.






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