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Saúde Federal  

Passeata da saúde contra reforma da previdência para a Avenida Brasil

05/12/2017

 

 

 

 

 

Servidores da saúde e previdência ocupam a Av. Brasil, em passeata contra a reforma previdenciária e o sucateamento de hospitais públicos
Foto: Fernando França

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Uma passeata unificada da saúde federal, estadual e de servidores do município do Rio de Janeiro paralisou por meia hora, nesta terça-feira (5/12), uma das pistas da Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso. A interrupção do trânsito de uma das principais vias da cidade fez parte do Dia Nacional de Mobilizações Contra a Reforma da Previdência. Foi realizado, ainda, um ato na Pedro Lessa, às 14 horas, como preparação para a passeata de todos os trabalhadores, da Candelária à Cinelândia, a partir das 17h.

Antes, a partir das 9h20, em frente ao Hospital Federal de Bonsucesso, foi feito um ato público. Os manifestantes saíram de lá em passeata às 10h30, dando um recado ao governo Temer em coro: “Hoje é dia de vir pra rua, é dia de lutar, a Previdência você não vai reformar!”. Abrindo a manifestação vinha uma grande faixa do Sindsprev/RJ, seguida de várias outras, inclusive dos servidores da Fiocruz que estavam em greve, apesar da decisão das centrais sindicais (exceto a CSP-Conlutas e Intersindical) de suspender a paralisação nacional que aconteceria nesta mesma terça.

Defesa do SUS

O protesto tinha outra reivindicação principal, além do arquivamento da reforma previdenciária: a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que vem sendo atacado pelos governos Temer, Pezão e Crivella. Várias foram as palavras de ordem que lembravam o tema, ao cruzar as Avenidas Roma, Paris e Londres, antes de chegar à Av. Brasil: “O SUS é nosso, ninguém tira da gente, direito garantido não se compra e não se vende”, “A nossa luta é todo o dia, nossa saúde não é mercadoria” e “Não vai ter arrego, você mexe na saúde e nós tiramos seu sossego!”.

Às 11h13, quando a passeata chegou à Avenida Brasil, o diretor do Sindsprev/RJ Luiz Henrique Santos frisou que o projeto de ataque à saúde é o mesmo nas três esferas. Ele lembrou que, na rede federal, Temer e o ministro Ricardo Barros vêm ampliando o esvaziamento e o desmonte das unidades para justificar a entrega a grupos privados. “Já o Pé Grande entregou os hospitais do estado a organizações sociais, gerando um caos total em prejuízo da população. E Crivella manteve as clínicas da saúde nas mãos das organizações sociais, cortou R$ 300 milhões do setor, fechou clínicas e vem atrasando os salários”, frisou. Justamente por esses motivos, além das faixas e cartazes, os manifestantes carregavam um caixão que enterrava simbolicamente Temer, Pezão e Crivella.

Críticas às centrais sindicais

Representantes da CSP-Conlutas e da Intersindical criticaram a decisão das demais centrais, entre elas a CUT, CTB, UGT, CSB e Força Sindical de suspenderem o Dia Nacional de Paralisação, sob o argumento de que o governo Temer não iria mais votar nesta quarta-feira (6/11) a reforma previdenciária porque não tinha os 308 votos necessários. “Foi um erro. Não houve votação porque o governo parou para mapear. Não tinha votos para esta quarta. Era hora de ir para cima, não apenas manter, como ampliar a pressão. Mas não adianta chorar sobre o leite derramado. Hoje será um dia de protestos em todo o país, acumulando para um novo dia de paralisação. As centrais devem voltar a se reunir ainda esta semana para decidir o que fazer a seguir”, disse Cintia Teixeira, da CSP-Conlutas, na passeata. Na última segunda-feira 4, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse já ter os votos necessários para aprovar a reforma no próximo dia 13/12.

Saúdes federal e municipal

O também diretor do Sindsprev/RJ Sidney Castro falou, no retorno da passeata ao Hospital de Bonsucesso, às 11h34, da importância da unidade para derrotar a reforma. “Essa luta é não apenas de toda a saúde, mas de todos os trabalhadores. A reforma da Previdência tira inúmeros direitos dos que estão hoje no mercado de trabalho e os das futuras gerações, de nossos filhos e netos. Por isso está sendo importante este protesto de hoje”, disse.

A maior parte dos participantes do ato e da passeata eram de hospitais da saúde federal, como os do próprio Hospital de Bonsucesso, do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Hospital dos Servidores e do de Ipanema, além dos trabalhadores das clínicas municipais da saúde e do INSS. Diversas entidades sindicais estiveram representadas, entre elas o Sindsprev/RJ, a Fenasps, a Frente em Defesa dos Institutos e Hospitais Federais do Rio de Janeiro, o Fórum em Defesa do SUS, a CSP-Conlutas, o Sindicato dos Médicos e o dos Enfermeiros, a CUT, a CTB, a Associação de Servidores da Fiocruz (Asfoc), o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e conselhos de classe e de saúde.






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