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Saúde Federal  

Ministério da Saúde diz que ‘não haverá desconto’, mas luta contra o ponto eletrônico continua

20/12/2017

Servidores da saúde federal durante ato unificado no Into, dia 5/12, contra a reforma da previdência, o sucateamento de hospitais e o ponto eletrônico
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em reunião da Mesa Nacional de Saúde Federal com Sindsprev/RJ, Fenasps e outras entidades, no último dia 30/11 em Brasília, questionado pelos sindicalistas, o coordenador-geral de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde, Pablo Gomes, frisou mais uma vez que nenhum servidor sofrerá desconto salarial enquanto todos os problemas de funcionamento do ponto biométrico não forem resolvidos. Ele disse também que não autorizou qualquer desconto, a não ser em casos de falta não justificada.

A reunião tratou exclusivamente dos problemas no funcionamento do Sistema de Registro Eletrônico de Frequência (Siref) nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Respondendo aos dirigentes sindicais, Gomes disse que não autorizou pressões de gestores ou chefes contra servidores, com ameaças de desconto em função do ponto. Acrescentou, no entanto, que o ponto biométrico é uma exigência do Ministério do Planejamento, e que o Ministério da Saúde seguirá resolvendo as chamadas inconsistências. Para atingir esse objetivo, foram formados dois Grupos de Trabalho (GTs).

Os dirigentes das entidades reivindicaram monitorar esses GTs, juntamente com representantes das unidades, eleitos em assembleia. Seriam três da base, mais um de entidade sindical por unidade. Gomes propôs uma próxima reunião, no Rio de Janeiro, antes do Carnaval, com todos os participantes da Mesa e os gestores dos hospitais do Rio de Janeiro para discutir o assunto. Um dos pontos mais importantes seria a organização da Mesa Estadual do Ministério da Saúde, responsável por resolver os problemas locais. E uma Mesa específica do Inca.

Condições de atendimento

O diretor do Sindsprev/RJ Luiz Henrique Santos, que participou da Mesa Nacional, questiona a maneira como o ponto eletrônico foi implantado. “Os equipamentos não funcionam, não emitem recibo comprobatório da presença, os servidores têm que ficar horas procurando uma máquina boa e, mesmo assim, quando encontram, o equipamento não registra a presença, entre outros problemas”, afirmou. Toda esta situação tem prejudicado os servidores, produzindo um estresse a mais, danos à saúde e ao desempenho do seu trabalho. “O governo deveria se preocupar em garantir melhores condições de atendimento, através da realização de concurso público, investimentos em equipamentos e compra de medicamentos e outros insumos que estão em falta”, afirmou.

A servidora do Hospital Geral de Bonsucesso Tatiana Alves fez um relato dos problemas relativos ao ponto biométrico na unidade, desde a dificuldade de ingresso ou de encontrar um aparelho funcionando, o que exige o deslocamento entre sete ou oito prédios para conseguir encontrar um equipamento que faça a leitura correta do registro, além da falta de um servidor que ajude a resolver esses problemas. Ela aproveitou para fazer um relato sobre as precárias condições de trabalho, o sucateamento e a falta de material. Registrou também os problemas gerados pelo ponto em relação às APHs. O ministério apresentou um relatório dando conta das iniciativas no sentido de minimizar os problemas.

Siref não tem solução

Entre muitos outros problemas, as máquinas não funcionam (ou funcionam mas não registram a presença do servidor) ou então registram na matrícula de outro; a rede fica fora do ar; a máquina informa que a presença foi registrada, mas a operação não aparece no Siref; a máquina não fornece comprovante e a maioria das máquinas estão quebradas. E mesmo as que funcionam não recebem a devida manutenção.

A situação do Siref está gerando uma pressão emocional gigantesca sobre quase todos os servidores da saúde federal, o que foi classificado pelo diretor do Sindsprev/RJ Sidney Castro como ‘assédio moral coletivo’. Em particular no Hospital Federal de Bonsucesso, muitos estão ficando doentes sem saber se vão ser descontados ou deixar de receber o salário ou o APH.

Em assembleia com a presença de representantes do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH/RJ), em setembro, Sidney deu um recado em nome dos servidores: “Já dissemos a vocês (do DGH) e ao ministro da saúde por inúmeras vezes: o ponto biométrico não funciona nem vai funcionar. Vocês têm que parar de tentar nos provar o contrário e dizer ao ministro que pare de insistir em querer consertar um sistema que não funciona. Já fizemos várias assembleias em que esse problema foi discutido, há anos. Vamos fazer várias outras para dizer o mesmo. E essa realidade mostra que o ministério da saúde não está preocupado em fazer funcionar, até porque ele sabe que não vai funcionar”, afirmou, sendo aplaudido pelos presentes.






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