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Saúde Federal  

CapeSaúde: Sindicatos e Fenasps cobram suspensão imediata do reajuste de 22%

06/02/2018

 

 

 

 

 

Reunião da direção da CapeSesp com representantes de Fenasps e sindicatos, quando servidores cobraram suspensão imediata do reajuste de 22%
Foto: Mayara Alves

 

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Reunidos na manhã desta terça-feira (6/2) com o diretor-presidente da Capesesp, João Paulo dos Reis Neto, representantes do Sindsprev/RJ, do Sintrasef, do coletivo ‘SUCAM em Movimento’ e da Fenasps (Federação Nacional) pediram o cancelamento imediato do reajuste de 22% aplicado pela Fundação sobre o plano CapeSaúde. Em resposta, Reis Neto disse ser impossível o cancelamento, alegando que o índice (cerca de 10 vezes superior à inflação acumulada pelo INPC) foi aplicado como parte do processo de saneamento financeiro da Capesesp, supervisionado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).  Segundo ele, a Capesesp opera atualmente com a estimativa de patrimônio líquido negativo de R$ 17 milhões e uma despesa mensal de R$ 40 milhões. O gestor informou ainda que, se o saneamento financeiro for concluído este ano, com aprovação da ANS, o reajuste para 2019 será de 15%.

‘Índice é absurdo’, diz servidor

Dirigente do Sindsprev/RJ, o servidor Sidney Castro reafirmou a luta contra o reajuste. “Este índice absurdo de 22% vai provocar um número ainda maior de desligamentos de segurados da CapeSaúde. É inviável. Se for preciso, recorreremos à Justiça”, disse, com a concordância de Marchon Vieira, do Sintrasef: “do jeito que está, não dá mais pra ficar. Como fica a situação dos desligados? Como é possível pagar esse custo se o governo, por meio da Emenda 95, proibiu reajustes do funcionalismo por 20 anos?”.

“O percentual é abusivo. Queremos que o Ministério da Saúde, como um dos maiores patrocinadores, banque ao menos 50% do plano, como já acontece nas empresas estatais”, completou Lúcia Pádua, da Federação Nacional (Fenasps), após lembrar que os repasses dos patrocinadores não foram reajustados.

Per capita dos desligados

Além do cancelamento do reajuste de 22%, os servidores cobraram explicações sobre o fato de  o per capita do plano continuar constando dos contracheques de segurados que já se desligaram há anos da CapeSaúde; a devolução dos recursos gastos com a realização de exames periódicos; o resultado de auditoria da ANS na CapeSaúde; o reajuste da tabela de reembolso; e a melhoria do atendimento.

Sobre o per capita dos segurados que já se desligaram do plano, João Paulo dos Reis Neto disse que tem informado os RHs das patrocinadoras sobre todos os desligamentos e que o problema deve ser solucionado junto a essas patrocinadoras. No entanto, comprometeu-se a promover uma checagem cadastral, para identificar eventuais problemas. Ainda sobre este item, os sindicatos propuseram que os recursos do per capita dos servidores desligados sejam utilizados para abater as dívidas desses segurados com a CapeSaúde e que sejam desconsiderados os prazos de carência para segurados que queiram retornar ao plano. Reis Neto não se comprometeu com a proposta de usar recursos do per capita para pagamento de dívidas, mas aceitou estudar a possibilidade de desconsiderar a carência dos que quiserem retornar à CapeSaúde, o que será objeto de nova campanha.

Melhoria do atendimento

Quanto aos exames periódicos, João Paulo dos Reis Neto disse que sua realização não é atribuição da CapeSaúde. No que se refere à auditoria da ANS sobre a CapeSaúde, pediu aos sindicatos que solicitassem ao Conselho Deliberativo da entidade os resultados da referida auditoria.

Em relação à tabela de reembolso, hoje em R$ 65,00, o diretor-presidente da CapeSaúde admitiu que o valor precisa ser reajustado, mas não apresentou propostas concretas.

No que se refere à melhoria do atendimento, Reis Neto admitiu os problemas de acessibilidade, sobretudo aos mais idosos. Nesse sentido, considerou a possibilidade de buscar parceria com os sindicatos para utilização das sedes regionais das entidades como pontos de apoio e de também implementar o atendimento itinerante.

De acordo com Reis Neto, ultimamente cerca de mil segurados têm se desligado da CapeSaúde. Desses, 20% são pessoas com mais de 80 anos de idade. Em todo o país, a CapeSaúde possui 72 mil segurados, sendo 10 no Estado do Rio.

Uma próxima reunião entre João Paulo dos Reis Neto e os sindicatos será realizada na primeira quinzena de março, para dar continuidade às discussões.

“Queremos que os segurados desligados retornem ao plano. É questão de honra para todos nós. Também queremos a suspensão do reajuste e lutaremos por isso”, concluiu Almir Dias de Souza, da Vigilância em Saúde (Funasa).

Durante a audiência dos sindicatos com o diretor-presidente da CapeSesp, servidores do Ministério da Saúde fizeram ato público para protestar contra o abusivo aumento de 22%.

Servidores protestam contra aumento da Capesesp, no Centro
Foto: Mayara Alves






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