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Saúde Federal  

Hospital de Bonsucesso: 'nova emergência' é de mentira

28/02/2018


Protesto em frente ao Hospital de Bonsucesso questiona fictícia inauguração da emergência da unidade

Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Com faixas e cartazes, servidores e pacientes do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) denunciaram, na manhã desta quarta-feira 28, a forma precária como foi reaberta a emergência da unidade, após seis anos de obras que, segundo levantamento da Defensoria Pública da União (DPU), custaram R$ 21 milhões. A denúncia foi feita durante ato unificado, em frente à entrada principal do HFB, organizado pelo Sindsprev/RJ.

Com capacidade para 64 leitos, a nova emergência vai substituir a antiga ‘emergência de lata’, que funcionou, de 2012 a 2018, de forma improvisada, em três containers com capacidade total de 30 leitos. Também segundo a DPU, o aluguel dos referidos containers, nesses seis anos, custou cerca de R$ 26 milhões.
 
“Sempre lutamos pela reabertura desta emergência, mas com condições adequadas, e não faltando pessoal, como acontece hoje. Foi uma inauguração de mentira porque, na prática, faltam médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal administrativo. Não adianta nada o diretor-geral do Hospital, Gilson Max, dizer que todos os pacientes serão atendidos quando, na verdade, sabemos que isto não será possível nas atuais condições. É enganar a população”, criticou Sidney Castro, da direção do Sindsprev/RJ. Segundo ele, o problema vai se agravar se o Ministério da Saúde não tomar logo uma providência. “Até agora o Ministério ainda não promoveu novo certame para fazer as contratações temporárias nos hospitais e institutos federais, conforme prometido ao final de 2017. Assim não dá. Não fazem concurso público e não contratam pessoal necessário, estrangulando as unidades federais. Vamos exigir que o DGH [Departamento de Gestão Hospitalar] cumpra o prometido”, frisou.

DPU vai representar contra ministro da saúde

Do ato participaram ainda sindicatos, conselhos profissionais da área da saúde e a Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais, além do representante da DPU no Rio, Daniel Macedo, que também criticou a falta de pessoal necessário para a nova emergência. “É a segunda maior emergência do Estado do Rio de Janeiro, mas não tem o componente principal: médicos e enfermeiros. É como se o Ministério da Saúde tivesse comprado 70 ônibus e mantido sete motoristas", afirmou Macedo.

O dia 28 de fevereiro de 2018 foi definido como prazo máximo para inauguração da emergência a partir de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado pela direção do HFB e pela Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, durante audiência na 11ª Vara da Justiça Federal, em outubro de 2017. É na 11ª Vara que desde 2012 tramita ação civil pública pedindo a reforma e a reabertura do setor. Segundo Daniel Macedo, por permitirem a inauguração da emergência sem o quantitativo de pessoal necessário, os ministros da saúde, Ricardo Barros, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, serão objeto de uma representação por improbidade administrativa. Os dois ministros também poderão, segundo Macedo, ser multados em até R$ 1 mil por dia, do próprio salário.

“O que está acontecendo no Hospital Federal de Bonsucesso é mais uma peça de ficção. O governo pode dizer na imprensa o que quiser. Pode dizer que inaugurou a emergência da unidade, mas os próprios pacientes sabem que isto é mentira. Para nós, a emergência só será inaugurada de verdade quando houver os profissionais necessários”, criticou Osvaldo Sergio Mendes, também dirigente do Sindsprev/RJ.

“Foi realmente muito positivo o ato no Hospital. Esperamos que a Defensoria represente contra os gestores, pois a emergência não pode funcionar sem o pessoal necessário. Exigimos que o Ministério da Saúde tome as providências necessárias”, concluiu Lúcia Pádua, da Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais do Rio.






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