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Saúde Federal  

Nesta sexta (2), servidores comemoram saída de Barros do Ministério da Saúde

01/03/2018


Arte: Virgínia Aôr

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Não vai deixar nenhuma saudade a gestão de Ricardo Barros – engenheiro civil e deputado federal pelo partido mais investigado por corrupção no país, o Partido Progressista (PP) – à frente do ministério da Saúde. É para dizer 'Barros, você já vai tarde' que servidores dos hospitais da rede federal farão o “Bota-Fora Barros”, um protesto nesta sexta-feira (2/3), a partir das 14 horas, em frente ao prédio da Rua México, 128, onde funciona o Núcleo do Ministério da Saúde, o Nerj, no Rio de Janeiro. A manifestação faz parte do calendário de lutas aprovado em assembleia geral da categoria no dia 22 de fevereiro, no Sindsprev/RJ, do qual constou, também, o ato do último dia 28, no Hospital Federal de Bonsucesso.

“Queremos deixar patente o nosso alívio com a saída deste senhor que aprofundou o desmantelamento dos hospitais públicos federais, colocando em risco, com esta política, a população com o único objetivo de preparar a privatização destas importantes unidades, para colocá-las nas mãos dos grandes grupos privados da área da saúde, como o Sírio-Libanês”, afirmou o diretor do Sindsprev/RJ, Sidney Castro. Para o dirigente, Barros, que é formado em engenharia civil, não tem a competência técnica para administrar um setor tão importante quanto este que cuida de vidas humanas.

Barros sairá da pasta da saúde para se desincompatibilizar e poder concorrer a reeleição como deputado federal. Pela lei, tem que sair até 7 de abril.

“Barros representa os interesses do setor privado, por isto mesmo, o objetivo de sua estada no ministério da saúde do governo Temer não poderia ser outro senão o estabelecimento proposital do caos na rede federal. É como colocar a raposa no galinheiro. Ele foi escolhido a dedo por Temer para cumprir esta tarefa suja”, afirmou o sindicalista. Lembrou que não foi por equívoco que o ministro que sai provocou esta situação. “Ricardo Barros é o ministro perfeito para colocar em prática, na saúde, o projeto do governo Temer, de ataque e desmonte do setor público, de desmantelamento e venda das estatais, autarquias e unidades hospitalares e de terceirização do INSS, abrindo com isto espaço para o setor privado lucrar ainda mais em prejuízo da população, que fica cada vez mais abandonada”, argumentou.

Alvo é o SUS

Era objetivo da gestão Ricardo Barros, ampliar os ataques, caminhando a passos largos para acabar de vez com uma das maiores conquistas do movimento social assegurado na Constituição Federal de 1988: o Sistema Único de Saúde (SUS). Não foi à toa que anunciou, logo na posse, a criação de “planos de saúde populares” com menos serviços que os já existentes, ao mesmo tempo em que ampliava as terceirizações através das organizações sociais, não realizava concurso público, nem renovava os contratos temporários e investia cada vez menos na compra de equipamentos e insumos para as unidades federais. Desta forma, o SUS público e universal deixaria aos poucos de existir. O desmonte das unidades federais era a preparação para a privatização mais ampla, o golpe fatal. Mas a luta dos servidores do setor no Rio de Janeiro não permitiu que este projeto se completasse.

Corrupção

Ricardo Barros vem de um partido, o PP (Partido Progressista), que tem como um de seus principais ícones, o deputado Paulo Maluf, preso recentemente por corrupção. O PP tem a quarta maior bancada na Câmara dos Deputados. Lidera em número de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 46 deputados em exercício, pelo menos 27 respondem a ações penais ou inquéritos, inclusive o ex-prefeito paulistano. Nessa situação estão, entre outros, o ex-líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); e o líder da bancada, Arthur de Lira (PP-AL), já denunciado ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro.

Pouco preocupado com o povo brasileiro, Barros foi relator do Orçamento de 2016 na Câmara e chegou a propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família. Ficou “decepcionado” por seu projeto não ter sido aprovado. O engenheiro civil e ex-tesoureiro de seu partido foi eleito deputado federal cinco vezes, ocupou a pasta da Indústria e Comércio do Paraná, e foi prefeito de Maringá, em 1990.

Como prefeito, foi condenado pela 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do estado pela juíza Astrid Maranhão de Carvalho Ruthes, por fraude na venda de coletores e compactadores de lixo que não serviam mais para a prefeitura e seriam vendidos. Para avaliar o preço de venda dos equipamentos, o então prefeito criou uma comissão. Só que um dos três integrantes acabou sendo o comprador. Ou seja: o bem público foi vendido por um preço escolhido pelo comprador. A  juíza Astrid Maranhão classificou a operação comandada pelo já deputado como um “ardil” e ainda o obrigou o a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 1 milhão.






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