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Saúde Federal  

Em ato no Nerj, servidores comemoram saída de Barros, o pior ministro da saúde

02/03/2018


Servidores no 'Bota-Fora' do ministro Ricardo Barros, acusado de promover um sucateamento sem precedentes das unidades federais de saúde
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Com faixas, cartazes, carro de som e até um bolo, servidores das saúdes federal, estadual e municipal do Rio e de São Paulo comemoraram, na tarde desta sexta-feira (2/3), a saída do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que deverá se desincompatibilizar para concorrer a um cargo nas eleições deste ano. A ‘comemoração’ foi, na verdade, um ato de protesto contra a gestão Barros, considerada uma das piores na história do Ministério. A manifestação foi realizada em frente ao prédio da rua México 128, no Centro, onde funciona o núcleo regional do Ministério da Saúde (Nerj).

“Estamos aqui para comemorar a saída de Barros, que mostrou ser totalmente inimigo do SUS e da saúde pública, o pior ministro que a saúde já teve. Mas também estamos aqui pra organizar a luta em defesa do SUS, que é uma política fundamental de assistência à população pobre e de combate à desigualdade”, afirmou Lúcia Pádua, da Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais de Saúde.

Dirigente do Sindsprev/RJ, o servidor Sidney Castro lembrou os ataques movidos pela gestão Barros à saúde pública. “Barros aumentou o caos e o sucateamento em níveis sem precedentes, deixando as unidades federais sem material e sem condições de trabalho e atendimento à população. Foi o ministro que promoveu os planos de saúde privados. Pra piorar, abriu a emergência do Hospital de Bonsucesso de forma irresponsável, sem o pessoal necessário ao atendimento. Barros já vai tarde. Fora Barros, Fora Temer”, disse.

Servidores de SP também dizem ‘Fora Barros’

Representando um grupo de 35 servidores paulistas que vieram ao Rio especialmente para participar do ato, Regina Lima, dirigente do Sinsprev-SP e da Fenasps, frisou a importância de defender a saúde pública. “Sabemos que a saúde está precária em todo o país, mas aqui no Rio vocês ainda têm uma rede pública federal e isto tem que ser preservado. Precisamos resistir e evitar o que aconteceu em São Paulo, onde grande parte da rede já foi privatizada”, afirmou, sob aplausos.

Um morador da Favela Tavares Bastos, no Catete, fez uma rápida apresentação de rap em nome do coletivo de moradores ‘Família Zero-Bala’, com letras de críticas à violência policial e ao sucateamento dos serviços públicos. A apresentação foi bastante aplaudida pelos servidores.

“Ricardo Barros faz parte de uma política de governo e veio pra destruir a saúde. Isto  mostra que o Estado mata não só com bala, mas também mata quando sucateia a saúde da população. Além de Barros e de Temer, há outros culpados pela situação, como o ex-secretário Sergio Côrtes e o ex-governador Sergio Cabral, condenado por corrupção. Estamos aqui porque precisamos reagir a isto. Fizeram uma intervenção nas favelas do Rio e o estado de sítio pode ser estendido a toda a cidade”, afirmou Sebastião José de Souza (Tão), dirigente do Sindsprev/RJ.

‘É preciso ir além do Fora Barros’, diz servidora

“A realidade é que hoje o Sistema de Regulação [Sireg] não funciona e a população percebe que essa política de saúde não atende às demandas do povo. Estamos aqui para mostrar essa insatisfação e pra dizer Fora Barros”, completou Luiz Henrique Santos, também dirigente do Sindsprev/RJ.

Servidora do Inca, Tatiani Araújo frisou que é preciso ir além do Fora Barros. “O atual ministro pratica uma política do governo Temer. Não é apenas o Barros que tem de sair, mas todos os que sucateiam a saúde pública. Vamos colocar todas essas pessoas pra fora”, disse.

Representando a CSP Conlutas e o Fórum de Saúde do Rio, a servidora Cintia Teixeira lembrou a luta de resistência às políticas de Barros e Temer. “O ministro já vai tarde e sabe que, aqui no Rio, resistimos aos desmandos do governo. Resistimos ao sucateamento e à destruição da rede federal. Por isso não vamos aceitar nenhum serviço de saúde a menos. Continuamos na luta”.

“O maior crime cometido pelos atuais governantes foi tirar a esperança da população. Temos o dever de ensinar à população que o SUS é necessário. Que, sem profissionais bem-remunerados e sem condições de trabalho, não teremos um SUS de verdade”, concluiu Mauro Cataldi, da Associação dos Servidores do Hospital Federal de Ipanema.

O ato foi encerrado com o corte do bolo preparado especialmente para o ‘Bota-Fora’ do ministro.

A manifestação foi organizada pelo Sindsprev/RJ, com apoio da CSP Conlutas, do Fórum de Saúde do Rio, da Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais, do Sinsprev-SP e da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), que armou uma pequena tenda no local.


Servidores reafirmaram luta em defesa do SUS (Foto: Niko)






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