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Saúde Federal  

'Novas contratações para hospitais federais são vitória da mobilização', afirma Sindsprev/RJ

26/03/2018

Representantes do Sindsprev/RJ e de conselhos profissionais em reunião com o DGH do Ministério da Saúde, no mês de janeiro, quando o sindicato cobrou a imediata contratação de profissionais para os hospitais e institutos federais
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

No último dia 23/3, o Ministério do Planejamento anunciou que vai editar Portaria autorizando a contratação temporária de 3.592 profissionais de saúde para atuarem nos hospitais e institutos federais do Rio. A edição da Portaria, que deverá ser publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) nos próximos dias, foi recebida como vitória por sindicatos, associações e conselhos profissionais da área da saúde, incluindo o Sindsprev/RJ, que há bastante tempo lutam pela realização do certame. A edição da Portaria contraria posição anterior do DGH (Nerj), que no dia 12/3 afirmara ‘não haver previsão' sobre a realização de novo certame nas unidades federais de saúde, o que foi então denunciado imediatamente pelo Sindsprev/RJ.

“A Portaria só vai sair agora porque entidades como o Sindsprev/RJ nunca desistiram de denunciar o sucateamento dos hospitais federais e de exigir a imediata contratação dos profissionais necessários para garantia do atendimento à população, como fizemos em inúmeros atos, assembleias e mobilizações”, avaliou Sebastião José de Souza (Tão), dirigente do Sindsprev/RJ.

DGH havia prometido certame desde janeiro

Em janeiro deste ano, durante reunião com o Sindsprev/RJ e demais entidades representativas dos servidores da saúde federal, o então titular do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Ministério da Saúde, Alessandro Magno Coutinho, afirmou que estava cumprindo decisão da Justiça determinando a recontratação dos profissionais temporários demitidos após 1º de novembro de 2017. Segundo ele, o DGH já havia encaminhado aos RHs das unidades um pedido de levantamento dos profissionais demitidos após aquela data, com o objetivo de cumprir a liminar expedida pelo juiz Firly Nascimento Filho, da 5ª Vara Federal do Rio, em ação civil pública movida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e Comissão Externa da Câmara dos Deputados. Na época, o Sindsprev/RJ reiterou a urgência das contratações.

O problema foi que, em fevereiro e março, o Ministério pouco fez para cumprir a promessa, agravando a já crônica falta de profissionais nas unidades federais de saúde, culminando com o fato de, no dia 12/3, não ter dado qualquer previsão sobre o certame.

“Seguimos na luta pela recomposição da força de trabalho”, afirma dirigente

“É muito bom que o Planejamento tenha finalmente anunciado o novo certame para contratação dos profissionais. A situação é realmente desesperadora, como mostra o caso da emergência do Hospital de Bonsucesso, recém-inaugurada sem o número de profissionais necessário ao seu funcionamento. Seguimos na luta pela  recomposição da força de trabalho através de concurso público porque sómente assim vamos de fato evitar a privatização e o sucateamento das unidades federais”, afirmou Sidney Castro, também dirigente do Sindsprev/RJ.

Devido à falta de profissionais, a emergência do HFB restringiu o atendimento.

Além do Sindsprev/RJ, participaram da luta pelo certame a Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais, o Cremerj, Sindicato dos Médicos, conselhos e sindicatos da área de enfermagem.

Comissão Parlamentar constata sucateamento em Bonsucesso e no Andaraí

Em visita aos hospitais federais de Bonsucesso e do Andaraí, realizada na última segunda (26), a Comissão Parlamentar Externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar a crise da saúde federal no Estado do Rio constatou uma piora da situação das duas unidades. Problemas como plantões de emergência sem médicos, fechamento de setores como cardiologia e pneumologia, além da redução de leitos em CTIs, foram constatados. O resultado tem sido a suspensão de cirurgias e a redução na capacidade de atendimento ambulatorial, comprovando a prática de uma política deliberada de esvaziamento dos hospitais e institutos federais de saúde por parte do governo Temer (PMDB). 






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