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Saúde Federal  

Ato comemora um ano de coleta de assinaturas em defesa do HFB

07/05/2018


Durante atividade, o Sindsprev/RJ e a Amorvit serviram bolo a usuários e servidores do HFB
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Com a participação de usuários, servidores e representantes de entidades sindicais e conselhos de saúde, foi realizado neste dia 7 de maio, pela manhã, ato público para marcar a passagem de um ano desde que começou a ser feita coleta de assinaturas de documento em defesa do Hospital Federal de Bonsucesso e pela reabertura da Emergência da unidade. A atividade, organizada pelo Sindsprev/RJ e pela Associação de Renais Crônicos e Transplantados (Amorvit), teve a participação de dirigentes das duas entidades, da central sindical CTB, da Federação Nacional dos Médicos e de conselhos estadual, municipal e distritais de saúde.

Durante o ato foi servido bolo com a inscrição “Um ano de lutas contra o fechamento da Emergência e a falta de condições de atendimento aos usuários do HFB”. Por conta de intensas mobilizações por seis anos, conseguiu-se impedir o fechamento da Emergência provisória e forçar o ministério da Saúde a inaugurar uma nova, em 28 de fevereiro último, porém, sem a realização de concurso, com isso, faltando o quantitativo necessário de servidores para fazer funcionar a unidade. Faixas do Sindsprev/RJ destacaram o projeto do governo Temer de agir desta forma para desmantelar não só o HFB mas toda a rede federal de saúde para depois privatizar.

O diretor do Sindsprev/RJ, Osvaldo Mendes, disse considerar como elemento fundamental da mobilização, a decisão do Sindsprev/RJ e da Amorvit, de coletar assinaturas em defesa do HFB e contra o fechamento da Emergência. “Este trabalho vem sendo feito há um ano, todas as segundas-feiras, de 8 horas ao meio-dia. Além de servir como elemento de mobilização, outra função da coleta é obter o apoio popular ao abaixo-assinado com estas duas reivindicações, que será levado ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público Estadual e ao Ministério da Saúde, quando atingirmos nossa meta de 1,4 milhão subscrições”, afirmou o dirigente.

Roque

Foi feita, ainda, homenagem ao ex-presidente da Amorvit, Roque Pereira da Silva, 57 anos, que faleceu no dia 18 de abril último vítima de complicações de saúde decorrentes de um acidente vascular cerebral. A secretária-geral e o diretor da entidade, Elaine Nascimento e Luiz Silva, destacaram a necessidade de manter vivo o legado de Roque em defesa do HFB, da manutenção do setor de transplantes e do direito a um atendimento público, gratuito e de qualidade. “Roque se foi, mas o seu exemplo e a sua luta têm que continuar”, afirmou Elaine.

Temer aprofunda crise no HFB

Durante o ato os participantes lembraram que com a nomeação do deputado Ricardo Barros (PP), para o ministério da Saúde, pelo golpista Michel Temer, foi ampliado o cerco aos hospitais federais do Rio de Janeiro, aumentando a crise já vivida pelo setor, em particular, do HFB. Em carta do Sindsprev/RJ distribuída à população durante o protesto, foi destacado que o hospital, uma das mais importantes unidades públicas de saúde de todo o país, passou a enfrentar uma das piores crises de sua história.

“Isto ficou ainda mais evidente no último dia 28 de fevereiro, quando, após seis anos de obras, a emergência da unidade foi inaugurada sem a quantidade de profissionais necessária para o seu pleno funcionamento”, destaca o documento. Acrescenta que além de sofrer com o crescente esvaziamento, o HFB vem sendo cada vez mais usado como moeda de troca nas negociações políticas entre o governo Temer (PMDB) e aliados ou apadrinhados. 

O presidente da Federação dos Médicos, Jorge Darzi, lembrou que o Hospital de Bonsucesso é uma das unidades de maior respeitabilidade no país e de importância vital para a população do estado do Rio. Mas lembrou que vem enfrentando a política criminosa do governo Temer de esvaziamento e desmonte. “O governo não faz concurso, tanto que a Emergência foi inaugurada sem os profissionais suficientes para atender aos pacientes. Falta também pessoal para atender à demanda no restante dos setores da unidade, além de medicamentos e manutenção de equipamentos”, lembrou.

Demagogia de Crivella

A diretora da Regional Norte do Sindsprev/RJ e da CTB, Maria Celina, denunciou, durante o ato, o risco a que passaram a ser submetidos pacientes graves, com doenças como câncer do Hospital da Piedade, em função do mutirão para operações menos urgentes, como vasectomia, organizado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella. “Pacientes graves, que aguardavam cirurgia na fila do Sisreg há dois, três anos, tiveram a operação desmarcada.em cima da hora porque a Prefeitura determinou prioridade para o mutirão, com risco iminente para a sua vida”, afirmou.

Celina adiantou estar tentando marcar uma reunião com o secretário de saúde, Marco Antônio de Mattos, para encontrar uma solução para o problema. “A Prefeitura está fazendo propaganda com estas pequenas cirurgias, mas colocando em risco a vida de pacientes graves”, frisou Celina.






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