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Saúde Federal  

Servidores ocupam o Into contra sucateamento e indicações políticas

25/07/2018

Servidores participam de ato em frente ao Into, pouco antes de ocuparem o andar da direção do hospital
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Os servidores do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) fizeram nesta quarta-feira (25/7), uma série de protestos. Exigiram o fim do sucateamento dos hospitais federais, das indicações políticas dos diretores destas unidades e cobraram a implantação de um plano de carreira específico para os profissionais da rede federal e não um carreirão para todos do Executivo, como quer o governo Temer (MDB).

O diretor do Sindsprev/RJ e da Federação Nacional (Fenasps), Pedro de Lima, lembrou que estas indicações acabam redundando em esquemas de desvio de recursos, como o que afastou recentemente do cargo de diretor do Into André Loyelo investigado pela Operação Ressonância, um desdobramento da Operação Fatura Exposta. Integrante da Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais, Lúcia Pádua, defendeu a adoção da eleição dos diretores dos hospitais federais, como forma de impedir as indicações políticas e o desvio de recursos públicos da saúde.

Operação Ressonância

O ex-diretor do Into, André Loyelo, foi afastado do cargo recentemente e preso pela Polícia Federal, como parte da Operação Ressonância, um desdobramento da Operação Fatura Exposta. Como parte desta operação já foram presos o ex-secretário de Saúde, Sérgio Cortes e os empresários do setor Miguel Iskin e Gustavo Estellita. O esquema teria sido responsável pelo desvio de R$ 300 milhões em verbas públicas. Também teria se beneficiado o ex-governador Sérgio Cabral Filho, que seria o chefe do grupo.

A operação investiga 37 empresas, inclusive multinacionais, pelos crimes de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Entre os presos, estão o ex-gestor do DGH (Ministério da Saúde) Jair Vinícius Ramos Veiga e o empresário Miguel Iskin, que retornou à cadeia, depois de ser solto em fevereiro por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

André Loyelo tornou-se diretor-geral através da indicação do deputado federal Francisco Floriano (DEM-RJ), já durante o governo de Michel Temer (MDB). Além de sua prisão temporária, outros quatro dirigentes do instituto foram presos de forma preventiva na operação: Jair Vinnicius Ramos da Veiga, o Coronel Veiga, Luis Carlos Moreno de Andrade, João Batista da Luz Júnior e Rafael dos Santos Magalhães. O ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, também solto em fevereiro pelo STF, teve uma revista em sua casa e foi intimado a depor.

Campanha conjunta

Lúcia afirmou, durante os protestos, que a indicação política de diretores abre brecha para que aconteça o mesmo que no Into nos demais hospitais federais. A diretora da Fenasps, Ana Lago, lembrou que o projeto de Temer é desmantelar estas unidades, em prejuízo dos profissionais de saúde e da população, para depois entregá-las ao setor privado. “Só uma luta conjunta dos funcionários da rede federal será capaz de barrar este projeto que pretende acabar com o Sistema Único de Saúde (SUS), público, gratuito e de qualidade”, argumentou.

Ato e ocupação

Os protestos no Into aconteceram de manhã. Por volta das 9 horas, os servidores fizeram uma assembleia em que discutiram o que fazer diante da situação do hospital que está acéfalo desde o afastamento do diretor, preso pela PF. Falta todo o tipo de insumo, desde medicamentos até os mais sofisticados, como próteses, impossibilitando a realização de cirurgias.

Cerca de 10 horas, fizeram um ato público, seguido de um abraço à unidade. A diretora do Sindsprev/RJ, Clara Fonseca, destacou que o ataque dos governos às redes públicas de saúde é global, um projeto que visa a privatização do SUS. No seu entender é preciso uma luta conjunta dos funcionários das três esferas (municipal, estadual e federal) para barrar este projeto. Às 11 horas, decidiram ocupar o 9º andar, onde fica a diretoria do Into, uma ocupação simbólica que durou cerca de meia hora.

Nela foi lido e aprovado manifesto em defesa do Into e de toda a saúde federal e em repúdio às indicações políticas e a corrupção. O documento será enviado ao Ministério da Saúde. Participaram da atividade, ainda, servidores do Hospital Federal de Bonsucesso e do Instituto Nacional de Cardiologia, além de dirigente do Sindsprev/RJ, Sintrasef/RJ, Fenasps, Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais. Tatiana, funcionária do HFB, disse, na atividade, que estava havendo perseguição política na unidade, com servidores sendo investigados pela direção, sob a falsa acusação de desvio de medicamentos, entre outros ela mesma, Lúcia Pádua e o médico Júlio Noronha.

Assembleia no Into

Os servidores do Into farão nova assembleia. Será na próxima terça-feira, às 10 horas, no auditório, para definir os desdobtamentos desta luta.


Foto: Mayara Alves


Foto: Mayara Alves






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