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Saúde Federal  

Servidores fincam cruzes em Brasília e exigem atenção para contaminados da Vigilância em Saúde (ex-Funasa)

17/09/2018


Servidores na marcha a Brasília pelo fim da contaminação
dos trabalhadores da Vigilância em Saúde
 
Foto: Mayara Alvez
 


Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho


"Essas são as vítimas da intoxicação no Ministério da Saúde". Já eram quase 19 horas da noite do dia 13 de setembro, quinta-feira, quando um vendedor de rua, empurrando o seu carrinho, fez o comentário. Ele passava ao lado do jardim próximo ao Ministério da Saúde, na Esplanada dos Ministérios, e se manifestou ao ver um repórter-fotográfico fazendo fotos das cruzes de madeira ali deixadas, ainda pela manhã, pelo protesto que reuniu algumas centenas de servidores da Vigilância em Saúde de várias partes do país..


Impactante, a imagem que os servidores fincaram na terra para denunciar o trágico e inadmissível destino de algumas centenas de trabalhadores que combatem endemias como a dengue, a zika e a chikungunya continuava chamando a atenção de quem passava por ali horas após o término do ato.


Cerca de 400 servidores participaram da manifestação, entre eles 66 trabalhadores do Ministério da Saúde no Rio (ex-Funasa) que integravam a delegação do Sindsprev-RJ. Uma comissão foi recebida por representantes do ministério, que ouviram as reivindicações dos servidores e receberam um documento que cobra medidas com relação ao problema.


Dois dirigentes do Sindsprev-RJ integravam a comissão: Pedro Jorge Gomes de Lima, o Pedrinho, representando a Fenasps (Federação Nacional dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social), e  Enilton Felipe, pelo sindicato. Representantes da Condsef (Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal) e de sindicatos de outros estados também participaram da reunião.


Os servidores querem que o Ministério da Saúde assegure o acompanhamento médico dos contaminados, os exames periódicos para detectar o início de possíveis contaminações e os equipamentos de proteção no trabalho. "Levamos várias reivindicações, entre elas a garantia de exames de saúde periódicos e equipamentos de proteção individual no trabalho. Pedimos auxílio do [Ministério da Saúde], já que estamos nos municípios, que não estão fazendo a sua parte, cobramos que o ministério interfira nisso", relata Enilton sobre a reunião.


Denúncia e cobrança

 

Na avaliação do servidor Pedro Jorge, foi acertada a ida da caravana do Sindsprev-RJ a Brasília, para participar da manifestação. "As pessoas estão morrendo e temos que fazer alguma coisa. Não viemos aqui cobrar nenhum tipo de verba, mas que as pessoas tenham os exames periódicos para saber se estão contaminadas e em que nível de contaminação, cobramos melhores condições de trabalho e que o ministério atue em torno do projeto [referente ao assunto] que está parado na Câmara", observa Pedrinho.


Na reunião com representantes do ministério, os servidores insistiram na necessidade de que o governo assegure os exames periódicos, que hoje em geral são feitos por iniciativa dos trabalhadores e usando os planos de saúde particulares de cada um. "Dissemos que o Ministério da Saúde precisa dar assistência ao servidor doente. Ficaram de nos dar uma resposta após as eleições e marcar uma nova reunião de negociação. Não tendo uma resposta, a gente vai retornar e intensificar as atividades dos estados e a nível nacional", disse Enilton.


Segundo Pedrinho, os levantamentos das entidades mostram que, apenas no Estado do Rio de Janeiro, de 2017 para cá já foram 126 mortes de trabalhadores com fortes indícios de que a causa foi a intoxicação. A ida a Brasília e a manifestação, com cruzes simbolizando as perdas de vidas humanas, algumas com os nomes de vítimas, foi um grito de alerta e de denúncia para uma tragédia silenciosa que, afirmam os servidores, o governo federal e as prefeituras têm responsabilidade.

 


Foto: Mayara Alvez  

 


Foto: Mayara Alvez  






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