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Saúde Federal  

Hospital de Bonsucesso: nesta segunda (29), novo ato de desagravo a Tatiana e Anderson

26/10/2018

A servidora Tatiana Martins Alves, afastada de seu local de trabalho pela direção-geral, junto com o servidor Anderson Santos Ferreira, fala durante o ato de desagravo realizado na última sexta (26/10)
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Os trabalhadores do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) fazem nesta segunda-feira (29/10) novo ato de desagravo e apoio aos servidores Tatiana Martins Alves e Anderson Santos Ferreira, do Núcleo Interno de Regulação (NIR), que na última quarta (24) foram arbitrariamente colocados à disposição pela direção-geral da unidade. O ato será a partir das 10h, na Praça da Liberdade (dentro do HFB), no mesmo instante em que estará sendo realizada audiência da diretora-geral do HFB, Luana Camargo da Silva, com representantes do Sindsprev/RJ, da Fenasps (federação nacional), do Sindicato dos Enfermeiros do Rio (Sindenf-RJ), do Sindicato dos Psicólogos e do Corpo Administrativo.

A audiência com Luana foi agendada na sexta (26), após muita insistência dos sindicatos e dos servidores do Hospital de Bonsucesso. Embora estivesse no HFB, Luana recusou-se a conversar com os servidores na sexta (26), jogando para segunda (29) a prometida reunião.

Ato de desagravo apoia Tatiana e Anderson

Também na sexta-feira 26, servidores e pacientes do HFB fizeram o primeiro ato público de desagravo a Tatiana e Anderson, na Praça da Liberdade, com participação de representantes sindicais.

“Hoje vemos que a gestão do Hospital de Bonsucesso é péssima e que existe uma coação sobre os servidores. Pessoas como Tatiana estão à frente de lutas importantes para todos nós. Ela é uma liderança do hospital, mas foi retirada do setor de trabalho como retaliação. Ela e o Anderson não podem ser punidos. Estamos aqui para exigir que a direção-geral volte atrás em sua posição”, afirmou Terezinha Valas – vice-presidente do Sindicato dos Psicólogos.

“Alguém aí sabe o real motivo que levou a direção-geral deste hospital a afastar Tatiana e Anderson? O motivo só pode ser assédio moral. Temos que dar uma resposta à direção-geral. Isto não pode mais continuar e por isso estamos aqui, fazendo este ato”, explicou Osvaldo Sergio Mendes, da direção do Sindsprev/RJ.

Cardiologista lotado há 47 anos no hospital, o médico Mauro Santos também manifestou solidariedade aos servidores. “Nunca passamos por uma direção que tenha causado tantos problemas para os servidores e pacientes do hospital. Em setembro nos reunimos na Defensoria Pública da União [DPU], quando fizemos um acordo que previa uma trégua para dar à direção-geral do hospital o tempo necessário para que ela tomasse medidas contra o desabastecimento. Na época a direção-geral se comprometeu a não retaliar nenhum servidor, o que infelizmente não aconteceu. A direção rompeu este acordo e a partir de agora acabou a trégua. Não podemos permitir que Tatiana e Anderson sejam arbitrariamente retirados de seu local de trabalho”, disse.

‘Tá faltando humanidade’, diz paciente

“Gostaria de pedir respeito por parte da diretora-geral. Tá faltando humanidade. Aqui se mexe com vidas e vidas não se recuperam. Quero agradecer muito aos servidores, ao pessoal do transplante. Este hospital aqui não é qualquer coisa. A diretora tem que respeitar esses servidores que cuidam de nós, pacientes”, completou Joana da Silva Marques.

Representando a Fenasps (Federação Nacional), Lúcia Pádua criticou duramente o afastamento de Tatiana e Anderson. “Estamos aqui pra lutar contra mais uma atitude covarde e arbitrária da direção-geral, de tirar a companheira Tatiana e o companheiro Anderson do setor de trabalho, sem nenhuma explicação. Isso nós não podemos deixar passar. Tatiana vem cumprindo papel importantíssimo na luta contra o sucateamento do hospital e está sendo perseguida por isso. Se conseguirem concretizar a perseguição a Tatiana e Anderson, amanhã outros lutadores serão vítimas dessa política de criminalização. Lutar não é crime. Crime é deixar os hospitais desabastecidos, como acontece no hospital. Acabou a trégua”.

Falando em nome do corpo de enfermagem e do Coletivo de Mulheres do hospital, Vivian de Sá Ferreira manifestou seu apoio. “A Tatiana nos representa e vamos continuar esta luta até o final. Hoje acontece com ela, amanhã será comigo e com outros. Por isso que eles dois, Tatiana e Anderson, não estão sozinhos”.

“Querem calar a voz de uma representante legítima dos servidores deste hospital, que é uma liderança que inclusive já foi ameaçada, uma companheira que está na frente de luta. Isto é um desrespeito. Ainda estamos num regime democrático, mas tomamos conhecimento de que está sendo feito levantamento policial solicitado por essa gestão. É tudo pra intimidar os trabalhadores. Não podemos nos calar. Por isso já entramos em contato com o Ministério da Saúde, em Brasília, porque a direção-geral do HFB não quer diálogo. Para nós acabou a trégua. Tem que reverter essa medida imoral e ilegal. Toda solidariedade aos que lutam”, frisou Rolando Medeiros, da direção do Sindsprev/RJ.

'Eu não quero sair do Hospital', diz Tatiana

Uma das últimas a falar no ato de desagravo, Tatiana Martins reafirmou que não aceitará a medida arbitrária que a atingiu junto com Anderson. “Nós trabalhadores estamos unidos como nunca. Eu não quero sair do hospital. É o hospital no qual eu gosto de trabalhar, mesmo sabendo que o nosso setor é extremamente desrespeitado pelas gestões. A emergência está lotada e a culpa não é dos trabalhadores. Para a direção, a solução para a superlotação da emergência é tirar os pacientes do corredor,  mas o problema existe porque não temos RH suficiente e porque o hospital não foi abastecido. Este é o verdadeiro problema. A solução não é fazer maquiagem. Precisamos permanecer juntos e unidos. Agradeço a presença de todos”, concluiu, sob aplausos gerais.

Servidora do Hospital Federal de Ipanema, Dalvanir de Lima trouxe sua solidariedade a Tatiana e Anderson. “O que acontece em Bonsucesso está acontecendo em todos os hospitais. As administrações discriminam os servidores e jogam a população contra eles. Todos os hospitais estão precários, sem material, sem medicação e com excesso de pacientes. Para piorar, o governo contingenciou R$ 4 bilhões do orçamento e a consequência é isto que estamos vendo. Os hospitais federais não são pra brincadeira. Se a gestões não os querem, que entreguem os cargos e saiam. O que não pode é vermos servidores serem retirados de seus locais de trabalho, arbitrariamente. Os servidores de Ipanema estão com Tatiana e Anderson”, destacou.

Durante a manifestação, servidores e o Sindsprev/RJ criticaram duramente reportagem veiculada pelo Bom Dia Rio na última quarta-feira (24/10), que tentou responsabilizar os trabalhadores do hospital pelos problemas de funcionamento da unidade. A reportagem do Bom Dia Rio disse ter baseado suas afirmações em documento da direção-geral do HFB, sem precisar que documento seria este.


Servidores do Corpo Administrativo, Sindsprev/RJ, Sindicato dos Psicólogos, Sindicato dos Enfermeiros e Fenasps tentam agendar reunião com a diretora-geral do Hospital de Bonsucesso, Luana Camargo, que só concordou em recebê-los na segunda-feira 29, para tratar da medida que atingiu Tatiana e Anderson
(Foto: Mayara Alves)






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