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Saúde Federal  

Na segunda (12/11), ato de desagravo a servidores perseguidos no Hospital de Bonsucesso

01/11/2018


Servidores aplaudem Tatiana Martins Alves e repudiam a direção-geral do Hospital de Bonsucesso, durante manifestação realizada dia 30/10, na entrada principal da unidade

Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ

Servidores e pacientes do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) fazem, na próxima segunda-feira (12/11), nova manifestação de repúdio à direção-geral da unidade e em solidariedade a Tatiana Martins Alves e Anderson Santos Ferreira. Lotados no Núcleo Interno de Regulação (NIR), os dois servidores foram colocados à disposição no dia 24/10, sem qualquer justificativa por parte da direção-geral do hospital. A manifestação do dia 12/11 será realizada na entrada principal do Hospital de Bonsucesso, a partir das 10h. Além do Sindsprev/RJ, estarão presentes representantes da Fenasps (federação nacional), CSP (Central Sindical e Popular) Conlutas, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Sindicato dos Psicólogos do Rio e Sindicato dos Enfermeiros do Rio.

Servidores de outras unidades da saúde federal também confirmaram presença. O entendimento é de que o ataque a Tatiana e Anderson atinge toda a categoria. É um ataque ao direito de organização de todos os trabalhadores da saúde federal. Compareça você também.

Além de Tatiana e Anderson, outros servidores estão sendo remanejados pela direção-geral do HFB, sem qualquer justificativa. Trabalhadores do hospital também denunciam casos de assédio moral e ameaças.

Ato do dia 30/10 repudiou autoritarismo da direção do HFB

Na última terça-feira 30, em frente à entrada principal do HFB, servidores e pacientes da unidade fizeram mais um ato de desagravo a Tatiana e Anderson. Eles também exigiram que a diretora-geral do hospital, Luana Camargo da Silva, revogue o ato administrativo que colocou Tatiana e Anderson à disposição.

“Estamos aqui para dialogar, mas foi truculenta a reação do Caio [Caio Ferreira Pereira, assessor da direção-geral do HFB que mostrou-se intransigente na reunião do dia 29/10, com os sindicatos]. Ele disse que não voltaria atrás, que não retornaria a Tatiana e o Anderson ao setor de trabalho deles e depois abandonou a reunião, demonstrando total desrespeito aos representantes dos trabalhadores. Nosso ato hoje aqui é uma resposta a essa truculência e à ditadura representada pela gestão da Luana Camargo, que se escondeu e não participou daquela reunião, numa atitude lamentável. Nosso caminho é a luta porque só a luta muda a vida”, afirmou Rolando Medeiros, da direção do Sindsprev/RJ.

Assessor da direção do hospital tenta intimidar servidores

Durante a manifestação, o assessor de comunicação da direção-geral do HFB, Franz Valla, tentou intimidar os servidores, alegando que ‘não poderiam fazer o ato na entrada principal, por ser tratar de um hospital’, no que foi prontamente repelido e denunciado pelos trabalhadores. Cerca de 10 minutos após este primeiro incidente, contudo, Franz retornou e foi surpreendido filmando a manifestação. Após ser identificado, foi duramente criticado e chamado de alcaguete pelos servidores, que gritaram ‘Fora Franz’ em alto e bom som.

“Vamos dar um basta ao autoritarismo da atual gestão. Avise à direção, Franz, que o hospital não pertence a ela e que estamos aqui protestando para que vocês da direção vão embora. Vocês estão destruindo este hospital, que está desabastecido. Aqui faltam profissionais e principalmente respeito com servidores e pacientes. Fora Caio e fora Luana. Não aceitamos que os servidores sejam responsabilizados pela crise do hospital. Somos comprometidos com esta unidade, com os usuários e uns com os outros”, afirmou Tatiana Martins Alves, dirigindo-se a Franz, que continuava filmando toda a ação.

"Isto não pode mais continuar", afirma médico em apoio a Tatiana e Anderson

“Eu nunca vi o que está acontecendo aqui agora. Já enfrentamos até a ditadura, mas nunca uma crise tão grave como esta, onde é grande a falta de medicamentos e de materiais. Estamos aqui para dizer o quanto é absurdo o que tá acontecendo com a Tatiana e o Anderson. Isto não pode mais continuar“, completou o médico cardiologista Mauro Santos, há 47 anos lotado no hospital.

Falando na qualidade de presidente da CTB, Paulo Farias também repudiou a perseguição aos dois servidores. “Trazemos a nossa solidariedade à luta dos trabalhadores do Hospital de Bonsucesso, que é a luta de Tatiana e Anderson. Nós trabalhadores não somos os responsáveis pela crise. Por isso é tão importante a solidariedade de todos aos servidores que estão sendo perseguidos”, disse.

Servidora do Hospital Federal de Ipanema, Dalvanir de Lima criticou a gestão do HFB. “É deprimente encontrarmos esta situação que a direção não quer resolver. Não é possível que os servidores sejam tratados dessa maneira. Queremos trabalhar. Não ficamos com câmeras na cara das pessoas. Eu não fico filmando colegas para dedurá-los [referindo-se a Franz Valas, que continuava filmando a manifestação, a mando da direção do hospital]. Se a população ainda recebe atendimento é porque os servidores mantêm os hospitais da rede. Não somos culpados pelo fracasso dessa gestão aqui em Bonsucesso”.

Pacientes manifestam apoio a servidores do hospital

Paciente da cardiologia desde 2012, Creusa da Silva, de 50 anos, defendeu os servidores e o Hospital de Bonsucesso. “Quero dizer que sempre fui bem atendida e tratada aqui. O pior é ver que a Rede Globo e a TV Record ficam malhando o hospital e os servidores, o que é injusto”, disse, em referência a reportagens veiculadas dia 24/10, tentando responsabilizar os servidores pela crise de desabastecimento do hospital.

Ao ver que Franz Valla continuava filmando todo o ato dos servidores, Rolando Medeiros pegou novamente o microfone para interpelá-lo: “é lamentável que você, Franz, continue realizando esse papel de alcaguete a serviço da direção-geral deste hospital, entregando seus próprios colegas. O que você está fazendo é um trabalho sujo”, disse. Em seguida, os servidores ensaiaram uma vaia a Franz, que então resolveu deixar o local.

“Estou abismado com a situação. É um completo absurdo que uma direção, em vez de mobilizar os servidores pela melhoria dos serviços à população, dedique seu tempo, esforços e os nossos recursos para espezinhar este ou aquele servidor que porventura se levante contra qualquer irregularidade. Mas nós servidores temos que confrontar toda irregularidade que encontrarmos. Este é o nosso dever”, resumiu o servidor Fábio Alves.

Durante toda a manifestação, pacientes reclamaram, no carro de som, da falta de materiais e de insumos que atinge o hospital, elogiando contudo os servidores pela dedicação no atendimento.







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