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Saúde Federal  

“Queremos melhorias constantes no atendimento, nas cirurgias”, afirma diretor do HFSE

05/11/2018

O diretor-geral do Hospital Federal dos Servidores do Estado, Alexandre Amaral, fala sobre os planos de sua gestão à frente da unidade


Diretor-geral do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) há cerca de dois anos, o neurocirugião Alexandre de Castro do Amaral (foto) conversou com a reportagem do Sindsprev/RJ logo após a homenagem pelos 71 anos do hospital — uma das maiores e mais importantes unidades de saúde do país —, realizada dia 25/10, com apoio do Sindsprev/RJ. Texto: André Pelliccione. Foto: Fernando França.

Sindsprev/RJ - Qual a sua impressão sobre o evento que comemorou os 71 anos do HFSE?

Alexandre Amaral – antes de qualquer coisa, eu tive a imensa satisfação de ver como os servidores foram merecidamente homenageados. Isto porque, com frequência, nós ouvimos afirmações injustas de que os servidores ‘não fazem nada’. Mas nós podemos comprovar, com dados, que os servidores trabalham muito e entregam um atendimento de qualidade à população. Nós fizemos aqui no hospital uma pesquisa de satisfação sobre o atendimento ambulatorial e o dos pacientes internados. O resultado apontou mais de 90% de satisfação com as cirurgias, com o atendimento ambulatorial e com as instalações, mesmo num hospital com mais de 70 anos de idade e com dificuldades existentes para a realização de alguns serviços.

Sindsprev/RJ – quais são os números desses atendimentos?

Alexandre Amaral - eu fiz uma análise para o Portal da Transparência que mostra que tivemos mais de 11 mil cirurgias realizadas em 2017 e mais de 11 mil atendimentos a nível ambulatorial, além de 1 milhão de exames laboratoriais. Tudo isto no HFSE. Ou seja, são os servidores entregando um bem público, que é o serviço de saúde, com qualidade. São os servidores atendendo a população com qualidade.

Sindsprev-RJ – Durante a comemoração e mesmo em outras ocasiões, sentimos uma certa sinergia entre as equipes de profissionais do HFSE e a direção-geral da unidade. Como explica isto?

Alexandre Amaral – estou há dois anos na direção-geral do hospital, mas sou servidor do hospital há 20 anos. Aqui foi minha primeira opção já como residente. Após aceitar o desafio de ser diretor-geral, uma das minhas primeiras ideias foi chamar os servidores aqui do próprio hospital para compor a gestão comigo. São pessoas que já têm noção do que é ser um servidor desta unidade. Pessoas que sabem das dificuldades de atendimento aos pacientes lá na ponta. As mesmas dificuldades que conheci de perto. Então foi por isso que chamei essas pessoas. Havia uma ideia de contratos temporários, o que leva os hospitais a perderem o que chamamos de memória. Mas no nosso caso, como temos concursados ocupando cargos na atual gestão, temos por isso capacidade de fazer com que essas pessoas perpetuem a memória da gestão. Assim nós fazemos com que os meus sucessores possam futuramente se utilizar dos meus erros e acertos para agregar valores à gestão do hospital. E são valores grandiosíssimos. Isto me permite ter uma visão mais global do hospital e implementar uma gestão dentro da realidade que me é imposta.

Sindsprev/RJ – o Sr. então defende a saúde como política de estado, de longo prazo, envolvendo os servidores ?

Alexandre Amaral – isto mesmo. Não podemos pensar apenas na nossa gestão, mas em políticas de longo prazo que envolvam diretamente os servidores e o conjunto do hospital, além dos pacientes, independente do tempo que eu venha a ficar aqui. Tudo isto é para que possamos atingir as metas a que nos propomos. Queremos melhorias constantes no atendimento, nas cirurgias, com qualidade. É trabalhar em cima de algo estrutural, e não meramente conjuntural.

Sindsprev/RJ – o Sr. falou da filosofia da sua gestão. Que medidas da sua gestão o Sr. destacaria?

Alexandre Amaral – foi o fato de que, no início, eu não tinha ainda nenhuma medida objetiva sobre os dados relativos ao hospital. Mas no primeiro ano eu consegui levantar o número de cirurgias, consegui saber como aproveitamos a nossa força de trabalho em relação ao orçamento disponível e ao serviço final que entregamos à população, por exemplo. Hoje já estamos conseguindo dar métrica a isto, mensurando, e o grande resultado está começando a aparecer. Já mensuramos dados estruturais da nossa unidade para tomar medidas objetivas, todas com base em evidências. Os dados não existiam antes, mas agora passamos a quantificá-los, o que é muito bom.

Sindsprev/RJ – o HSE é tido como um hospital de longa histórica na medicina e na saúde pública do Brasil. Qual o significado dessa história?

Alexandre Amaral – a história do HFSE é grandiosa. Ele foi o hospital dos presidentes e o que tinha a maior tecnologia, inovando de forma pioneira. Foi o primeiro hospital a segmentar a medicina, a institucionalizar a residência médica, o treinamento, a pesquisa. Curiosamente, hoje o HSE assume outra característica. E que, com as dificuldades do atendimento em saúde no estado e nos municípios fluminenses, há uma procura maior de pacientes pelo nosso hospital, que aparece como uma espécie de ilha de salvação para essas pessoas. São pacientes vindos de lugares longínquos. Esta sobrecarga nos impacta enormemente, pois ficamos sem entender qual o nível da demanda não espontânea que chega até aqui.

Sindsprev/RJ – qual o atual número de servidores do HSE?

Alexandre Amaral – temos cerca de 2.300 servidores, aproximadamente. O último concurso foi em 2010 e a nossa força de trabalho é antiga. Temos um número imenso de servidores em abono-permanência, o que mostra como os servidores deste hospital são dedicados a esta unidade, uma vez que já podem se aposentar a qualquer momento. Se eles se aposentarem, podemos ter uma perda de 30% do quadro, instantaneamente. O pior é que são pessoas altamente qualificadas e responsáveis não só pelo atendimento, mas também pela produção de assistência e educação em saúde. É uma situação realmente preocupante, muito grave. Nossa meta é que esses servidores continuem aqui e achamos que eles têm essa vontade.

Sindsprev/RJ – o Dr. Fábio Morínigo lançou um livro sobre o HSE. O que as instituições oficiais poderiam fazer para estimular iniciativas como esta?

Alexandre Amaral – como gestor, fiz o meu dever. Escrevi o prefácio do livro dele. O Dr. Fábio, que já é aposentado, homenageia a instituição HFSE quando escreve um livro sobre o hospital. Mas acho que no âmbito do Ministério da Saúde poderíamos ter alguma forma de estímulo a essas iniciativas. Ao escrever seu belo livro, o Dr. Fábio está dando uma segunda etapa de trabalho que só nos enriquece, sobretudo num momento em que as pessoas pouco se dedicam à leitura de obras e à cultura em geral. É muito bom saber que, nesse mundo digital, há espaço para um livro como o dele.

Sindsprev/RJ – como está a situação do ponto biométrico no Hospital dos Servidores?

Alexandre Amaral – nós cumprimos todas as determinações do Ministério da Saúde e do Tribunal de Contas da União [TCU], mas realmente ainda existem várias inconsistências nas máquinas e temos lutado com as dificuldades inerentes a esses aparelhos. Importante ressaltar que as determinações independem dos gestores dos hospitais.






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