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Saúde Federal  

Assembleia do HFB desautoriza proposta encaminhada ao Ministério da Saúde

28/11/2018

Assembleia do HFB restabelece proposta aprovada em assembleia do dia 24
Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Em assembleia que lotou o auditório do Hospital Federal de Bonsucesso, nesta quarta-feira (28/11), foi mantida, de forma quase unânime, com apenas uma abstenção e nenhum voto contrário, a decisão da assembleia do dia 24 de outubro, também no HFB, que previa encaminhar ao Ministério da Saúde proposta alternativa ao ponto biométrico, com a assinatura do ponto de papel, que seria digitalizado e enviado ao Sistema de Registro Eletrônico de Frequência (Siref), frente às inúmeras inconsistências do biométrico. A decisão desautoriza a proposta encaminhada por dirigentes de entidades sindicais, no dia 18 de novembro, ao Ministério, em Brasília, sem consulta às bases da categoria, prevendo a substituição do ponto biométrico por um plano de avaliação de desempenho como aferidor de frequência.

A servidora eleita no dia 24 de outubro para apresentar ao Ministério a proposta da assembleia, Tatiana Alves, defendeu com firmeza, em Brasília, a posição contrária ao sistema de avaliação de desempenho. Relatou na assembleia ter sido, por isto, muito pressionada pelos dirigentes presentes, alguns de maneira desrespeitosa, e de ter sofrido, posteriormente, ameaças de várias pessoas pelo whatsapp. Frisou que a proposta não poderia ter sido encaminhada sem o devido debate e aprovação nas assembleias de base, e que a mesma contrariava a decisão da assembleia do HFB que decidira pela frequência através do ponto de papel digitalizado.

Assunto será debatido em plenária

Ao final da negociação em Brasília, foi encaminhado documento ao MS, assinado pelos dirigentes das entidades sindicais presentes – à exceção da Federação Nacional (Fenasps) e de Tatiana Alves – com a proposta do sistema de avaliação de desempenho. Como este encaminhamento foi contestado e desautorizado pela assembleia do HFB, será debatido em uma plenária geral dos servidores da saúde federal, a ser realizada no dia 19 de dezembro, no auditório do Sindsprev/RJ. A Fenasps também deverá promover plenária em que o tema será discutido.

Corda no pescoço

Todos os servidores do HFB que falaram na assembleia desta quarta-feira criticaram o método de levar a Brasília uma proposta sem passar por uma ampla discussão com a categoria. Disseram que o sistema de avaliação de desempenho é completamente impróprio para aferir presença. E fizeram questão de alertar que a avaliação pode ser usada pelo governo para demitir servidores. “É como colocar o pescoço numa corda e pedir para o governo puxar”, sintetizou Terezinha Vivas, diretora do Sindicato dos Psicólogos e chefe do departamento de Saúde do Trabalhador do HFB.

Na mesma linha, o chefe da unidade materno-infantil do hospital, o médico Moisés Herchman, classificou qualquer sistema de gestão por metas como uma temeridade. “Vamos com muita serenidade, até porque será preciso muita unidade para as muitas lutas que vamos precisar fazer a partir da posse do futuro governo, reafirmar nossa posição contrária a metas e por uma solução de aferição de frequência alternativa ao biométrico”, defendeu.

O servidor Gerson Corrêa, do Hospital Federal dos Servidores, comparou o sistema com metas, como um cheque em branco para os gestores. “Meta é instrumento para a demissão. Temos que dizer não”, sintetizou. A enfermeira Midori Kono, leu nota em que o Sindicato dos Enfermeiros, um dos que assinou o documento encaminhado ao Ministério da Saúde, anuncia ter voltado atrás. Diante das inconsistências não resolvidos do biométrico, o sindicato defende o retorno ao registro manual por assinatura de folha de ponto, até que todas as inconsistências sejam resolvidas.

Ameaças

Lúcia Pádua, dirigente da Fenasps, criticou a proposta e o método usado pelos diretores das entidades e disse estar recebendo ameaças via whatsapp por sua postura de crítica. Acrescentou que o mesmo vem acontecendo contra a servidora Tatiana. Relatou já ter solicitado à diretoria do Sindsprev/RJ estudo de medidas judiciais cabíveis para impedir que esta prática continue, e que sejam punidos os responsáveis.

O diretor do Sindsprev/RJ, Rolando Medeiros, defendeu o voto contrário ao sistema de metas e a reafirmação do que foi aprovado na assembleia do dia 24 de outubro. Criticou com veemência a atitude que classificou de covarde dos que pressionaram Tatiana em Brasília e dos que fazem ameaças à servidora. Disse que se estivesse em Brasília faria o mesmo que a servidora que se negou a assinar o documento, apesar da pressão.

“E não foi só ela, não. A Fenasps estava presente e também não assinou. E sabem por quê? Porque o assunto não havia sido discutido pela base”, afirmou. Assinaram o documento o diretor do Sindsprev/RJ, Sidney Castro; do Sintrasef/RJ, Edna Theodoro e do Sintsaferj, Christiane Gerardo. O tema dividiu a diretoria do Sindsprev/RJ. Para Sidney, “a assembleia foi importante, na medida em que precisávamos resolver esta questão entre nós. Era preciso cumprir esta etapa para nos entendermos e fortalecer a unidade entre nós, até porque vamos ter que estar todos juntos para enfrentar o próximo governo”, avaliou.



Assembleia no Hospital Federal de Bonsucesso

Proposta previa a substituição do ponto biométrico por um plano de avaliação de desempenho como aferidor de frequência. A decisão foi tomada de forma quase unânime, com apenas uma abstenção.
- Foto: Fernando de França



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