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Saúde Federal  

Saúde Federal arrecada alimentos para ajudar servidores do RJ em greve

17/12/2019


 

 

Alimentos não perecíveis arrecadados por servidores do Hospital Federal de Bonsucesso em benefício dos trabalhadores da saúde do Rio que estão em greve por salários

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Lançada na última quarta-feira (11/12) pelos servidores da saúde federal e apoiada pelo Sindsprev/RJ, continua a campanha de solidariedade aos trabalhadores da saúde municipal do Rio, que estão em greve pelo pagamento de três meses de salários atrasados. Nesta terça (17), os servidores do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) encaminharam 18 cestas-básicas aos trabalhadores do Hospital Pedro II. Além do HFB, pontos de coleta de doações de alimentos não perecíveis foram montados em todas as unidades federais de saúde. As doações também poderão ser feitas diretamente na sede do Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98 – térreo), nesta quinta-feira 19, a partir das 9h; por meio da Regional Niterói do Sindsprev/RJ, no Clube de Regatas Gragoatá (Praia de Gragoatá, 69); ou por meio da Regional Norte João Amazonas do Sindsprev/RJ, que fica na rua Maria Lopes, 100 - Madureira. A Regional Norte, primeira a idealizar a campanha na base do Sindsprev/RJ, já distribuiu 180 cestas-básicas aos servidores da saúde municipal do Rio.

“Continuaremos organizando o recebimento das doações em apoio à luta dos companheiros da saúde municipal do Rio, que estão passando por grandes dificuldades. A culpa da situação é do prefeito Crivella, que nunca se preocupou em oferecer uma saúde pública e gratuita de qualidade para a população carioca. Esse mesmo prefeito também desrespeita os servidores”, afirmou Sidney Castro, da direção do Sindsprev/RJ.

Justiça determinou arresto de contas da Prefeitura

No último dia 11/12, o desembargador Cesar Marques Carvalho, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), determinou o bloqueio de todas as contas da administração direta da Prefeitura do Rio. O objetivo do arresto foi assegurar o pagamento de salários atrasados dos servidores da saúde terceirizados. Apesar do arresto, contudo, os recursos encontrados nos cofres da Prefeitura foram insuficientes para pagar os salários em atraso dos servidores.

A situação dos hospitais da saúde municipal é de extremo abandono. Além de salário em dia, faltam todos os insumos básicos, como medicamentos, esparadrapo, fios de sutura, analgésicos e material para os mais variados exames. Segundo denúncias dos próprios servidores, equipamentos estão quebrados e falta manutenção das instalações físicas das unidades. No Hospital Souza Aguiar, por exemplo, 7 leitos da unidade coronariana foram fechados. No Albert Schweitzer, maior emergência da zona oeste, aconteceu o mesmo com 25 leitos de CTI. Para piorar, no último ano a gestão Crivella acabou com 200 equipes de saúde da família, provocando a demissão de 2.500 profissionais vinculados às organizações sociais (OS). As O.S. são ONGs que administram os principais hospitais da rede, como Pedro II, Rocha Faria e Albert Schweitzer. Na prática, são uma forma disfarçada de privatização.

Contingenciamento e menos recursos para a saúde

Nos quase três anos da gestão Crivella, do orçamento total previsto para a pasta, cerca de R$ 2,2 bilhões deixaram de ser aplicados em atendimentos, obras e compras, segundo levantamento feito pelo Sistema de Acompanhamento da Câmara Municipal (Fincon). Do orçamento de R$ 5,2 bilhões previsto para este ano (2019), cerca de R$ 1,04 bilhão ainda não foram executados, configurando uma situação de contingenciamento, o que é ainda mais grave se considerar que a Prefeitura tem uma dívida de R$ 268,7 milhões junto a fornecedores da saúde, valor que não leva em conta os restos a pagar de anos anteriores, que totalizam R$ 350 milhões.

Em comparação com 2018, o orçamento da saúde para 2019 sofreu um corte de R$ 400 milhões.






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