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Saúde Estadual  

Saúde estadual aprova continuidade da greve para forçar governo a negociar

21/09/2016

Assembleia da Saúde Estadual desta quarta-feira (21/9), que aprovou a continuidade da greve por tempo indterminado
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Em assembléia realizada na tarde desta quarta-feira (21/9), no auditório do Sindsprev/RJ, os servidores da saúde estadual aprovaram a continuidade da greve por tempo indeterminado. O objetivo é forçar o governo do Estado a reabrir as negociações sobre a pauta da categoria e cumprir a promessa de pagar o auxílio-transporte. Nesta quinta-feira, às 10h, acontecerá uma reunião do secretário estadual de saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior, com representantes do Sindsprev/RJ e dos servidores, quando se espera que o governo responda aos questionamentos da categoria.  Na próxima quarta-feira (28/9), a partir das 13h, no auditório do Sindsprev/RJ (rua Joaquim Silva, 98, térreo), os servidores da saúde estadual fazem assembleia para avaliar a reunião com o secretário de saúde e definir os próximos passos da mobilização. No dia seguinte (22/9), a partir das 10h, os servidores do Hospital Estadual Eduardo Rabello fazem ato público em frente à unidade.

A assembléia desta quarta também aprovou a participação dos servidores nos dois atos unificados que acontecem nesta quinta-feira (22/9), como parte do Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações dos Servidores Públicos: o primeiro ato, a partir das 10h, em frente ao Hospital Estadual Getúlio Vargas (HGV); e o segundo, a partir das 17h, na Candelária.

Outras importantes deliberações foram: a elaboração, pelo Sindsprev/RJ, de um jornal específico da saúde estadual; e a produção de um manifesto em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que completou 26 anos no último dia 19/9. Um calendário de atos nas unidades será elaborado pelo Comando de Greve da Saúde Estadual e divulgado para toda a categoria.

Chamado à mobilização

Iniciada com apresentação de informes das mobilizações nas unidades em greve — como Hospital Azevedo Lima, Hospital Eduardo Rabello e Instituto Ary Parreiras —, a assembléia foi marcada por apelos à necessidade de se aumentar a participação dos servidores. “A greve está firme no Hospital Azevedo Lima, mas precisamos reforçar a paralisação. Lutamos por nossas reivindicações há muitos anos, como é o caso do PCCS, e por isso estamos na greve”, afirmou o servidor Carlos Moreno, do Núcleo do Azevedo Lima.

Servidora do Hospital Estadual Eduardo Rabello, Tânia Cristina Brito também reforçou o chamado ao aumento da mobilização. “Devemos continuar com nosso trabalho de construção da greve, um trabalho de formiguinha, é verdade, mas que precisa aumentar até a próxima assembleia”, disse.

Polêmica sobre calendário

A assembleia foi marcada por polêmica sobre o calendário de mobilizações e atividades de greve realizadas até o momento. A servidora Denise Nascimento criticou o fato de a assembleia ter sido realizada antes da reunião com o secretário de saúde. “A greve é parcial e está com dificuldades devido ao calendário desajustado. Não entendo por que não se discutiu sobre a participação na reunião com o secretário”, criticou ela, que foi rebatida pelo diretor do Sindsprev/RJ Sebastião José de Souza (Tão), para quem foi acertado realizar a assembleia na véspera da reunião com o governo. “Fazer assembleia antes da reunião é bom porque nos dá a chance de definirmos um posicionamento a ser levado para a reunião com o secretário, uma reunião que, infelizmente, será mais uma enrolação”, afirmou.

Durante a assembleia, servidores do Hospital Eduardo Rabello denunciaram estar sendo pressionados por algumas chefias a não aderirem à greve na unidade.

Antes da votação final que aprovou a continuidade da greve, os servidores fizeram questão de lembrar que o não-pagamento do auxílio-transporte de R$ 90,00 não foi o motivo que os levou a retomar a paralisação, mas o fato de a pauta geral de reivindicações não ter sido negociada pelo governo Dornelles. Os servidores frisaram ainda que lutam por vale-transporte que cubra seus custos mensais com deslocamento, e não por um auxílio-transporte de R$ 90,00, classificado por alguns como ‘esmola’.

“A privatização é a causa da nossa miséria e do fato de não termos direitos fundamentais como PCCS. Precisamos lutar com isso”, completou Denise Nascimento.

Além do vale-transporte, os servidores da saúde estadual lutam por normalização dos pagamentos de salários, implementação do PCCS, suspensão das privatizações, realização de concurso público, melhoria das condições de trabalho, retirada das organizações sociais (O.S.) dos hospitais, pagamento de adicional-noturno e vale-refeição.






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