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Saúde Estadual  

Saúde protesta contra privatização no Dia Nacional de Luta

22/09/2016

Servidores dão um abraço simbólico ao HGV no término da manifestação unificada
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente e André Pelliccione

No Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações, servidores públicos da saúde protestaram contra a privatização do setor em dois atos públicos: pela manhã, em frente ao Hospital Getúlio Vargas, Zona Norte; ao final da tarde, em passeata da Candelária até a Alerj, no Centro do Rio de Janeiro. No Getúlio Vargas, o ato foi um sucesso de participação. A unidade foi escolhida por ter sido a primeira entregue a uma empresa travestida de organização social (O.S.), a Pró-Saúde. Outros hospitais da rede estadual também passaram para as mãos de O.S., como o Rocha Faria e o Azevedo Lima, e outros que foram antes municipalizados e também entregues a O.S.

A manifestação também foi em repúdio ao assédio moral que a O.S. do Getúlio Vargas vem impondo aos servidores estatutários e aos seus contratados, incluindo a perseguição política a quem se manifesta por seus direitos, tendo a O.S. demitido, em 16 de setembro, oito assistentes sociais por este motivo. A alegação foi de que estavam 'produzindo menos', mas a verdade é que as dispensas foram uma retaliação pelo comportamento de todo o serviço social, que, juntamente com os parentes de pacientes internados, foram até a direção do hospital, em agosto, exigir a compra de alimentação e de materiais hospitalares, bem como o pagamento dos salários atrasados no HGV.

A diretora do Sindsprev/RJ Lúcia Pádua, no carro de som, criticou a O.S. por tratar os trabalhadores como se fosse no tempo da escravidão, sem direito a reivindicar ou se manifestar, bem como deixar faltar as condições mínimas para a subsistência dos pacientes. Elaine Pelaez, representante do Fórum em Defesa da Saúde do Rio de Janeiro, lembrou que os donos das organizações sociais visam somente ao lucro, contrariando a Constituição Federal, que afirma ser a saúde um direito do cidadão e um dever do Estado, devendo ser pública. “Os capitalistas agem da mesma forma em qualquer lugar, inclusive desrespeitando a vida humana e perseguindo quem luta por seus direitos e os dos pacientes”, disse, referindo-se aos demitidos.

Cintia Teixeira, da CSP-Conlutas, conclamou todas as categorias a se unificarem pela reversão da privatização da saúde já efetivada no estado e no municípío do Rio, bem como contra a tentativa do governo golpista de Michel Temer de fazer o mesmo com as unidades federais. “Estamos hoje, aqui, neste ato, e estaremos na passeata unificada de todas as categorias, à tarde, para dizer não à retirada de inúmeros direitos trabalhistas e previdenciários, ao congelamento de salários no serviço público e à privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Para sermos vitoriosos é preciso unificarmos esta luta”, defendeu.

Aisar Santana, da Associação de Funcionários do Getúlio Vargas, condenou a política do ministro da Saúde e do governo Pezão/Dornelles, de privatização cada vez maior da saúde. “Não queremos O.S., não queremos terceirizados. Queremos concurso público e verbas para que a saúde possa prestar um serviço de qualidade e gratuito à população”, afirmou.

O diretor do Sindsprev/RJ Osvaldo Mendes lembrou que a responsabilidade pelo caos em que se encontra o estado e a saúde em particular é dos governos do PMDB. Listou Cabral, Pezão e agora Dornelles como os responsáveis e sugeriu que não se vote mais nesse partido, o mesmo do presidente golpista Michel Temer. “Temer tem pela população o mesmo respeito que esses ex-governadores e governadores do Rio, ou seja, nenhum”, afirmou.

O diretor do Sindicato dos Servidores da Fiocruz, Paulo Garrido, disse, em sua fala no carro de som, que a defesa do SUS deve ser objeto da luta de todos os trabalhadores. “Neste Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações, estamos indo às ruas contra a retirada de direitos, um dos mais importantes deles é o direito à saúde pública, por mais verbas para o SUS e contra a sua privatização”, disse.

Passeata da Candelária à Alerj, no segundo ato do dia

À noite aconteceu o segundo ato público como parte do Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações. Cerca de dois mil trabalhadores, entre servidores públicos da saúde, educação e universidades, além de petroleiros e bancários, concentraram-se na Candelária, dali seguindo em passeata pela Av. Rio Brando, rumo à Alerj.

Com faixas e cartazes contra a retirada de direitos prevista na PEC 241 e no PL 257, os manifestantes gritaram palavras de ordem pela construção de uma greve geral e pelo Fora Temer.

Organizado pelas centrais CSP Conlutas, CUT e CTB, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o ato foi prestigiado pela presença dos candidatos a prefeito Cyro Garcia(PSTU), Marcelo Freixo (PSOL) e Jandira Feghali (PCdoB), que manifestaram apoio e solidariedade à luta dos trabalhadores contra o chamado ‘ajuste fiscal’ imposto pelo governo Temer (PMDB).


Carta de apoio aos assistentes sociais demitidos no HGV

Durante o ato no Getúlio Vargas, servidores leram um manifesto em defesa dos assistentes sociais demitidos no Hospital, marcando o protesto contra as políticas do governo que têm por objetivo atacar os trabalhadores da rede do Estado. O ataque aos assistentes sociais foi interpretado pelos servidores como um ataque a todo o conjunto do funcionalismo. Veja abaixo a íntegra do manifesto.

Viemos por meio dessa declarar nosso apoio aos assistentes sociais demitidos no HEGV e nosso repúdio às demissões ocorridas em evidente retaliação à mobilização ocorrida por direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho, atendimento de qualidade para a população e em defesa do SUS.

Foram 8 (oito) demissões de colegas comprometidos com a garantia de direitos da população usuária do HEGV e com o trabalho em equipe multidisciplinar em saúde. As demissões foram justificadas pela direção da empresa Prósaúde, que administra o HEGV, como sendo por baixa produtividade.

É imprescindível salientar que desde o fim do ano passado tivemos nossos salários atrasados, vivemos na angústia de quando receberemos e de quanto pagaremos de juros pelo atraso das contas pessoais. Tal situação só piorou com a chegada das Olimpíadas e no mês de agosto o HEGV não tinha insumos básicos, como produtos de limpeza, luva, fralda, soro e medicamentos (de analgésicos a antibióticos). Verdade, o Getúlio não fechou as portas, mas teve a capacidade de atendimento gravemente comprometida. Acreditamos que várias categorias profissionais, não só o Serviço Social, realizaram menos atendimentos.

Enquanto estivemos sem nossos salários pagos devidamente, participamos de reuniões com a coordenação e ouvimos que nosso direito de reivindicar, de se manifestar, de conscientizar nossa população já tão sofrida quanto à realidade da assistência à saúde prestada no HEGV naquele momento, estavam garantidos. Garantiram que possíveis faltas e/ou reflexos na produtividade não seriam punidos. Mas isso não aconteceu!

Como acreditar na justificativa da produtividade quando agora temos oito profissionais sem produzir no HEGV? Em todos os nossos plantões desde a semana passada perguntamos e ouvimos perguntarem sobre um assistente social para um atendimento, mas, infelizmente, elas e eles não estão mais com a gente.

Assinam essa carta integrantes das equipes: Enfermagem, Fonoaudiologia, Fisioterapia,

Psicologia, Nutrição, Serviço Social.






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