Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 30/05/2019 15/05/2019 14/05/2019 03/05/2019 10/04/2019
Saúde Estadual  

"Privatização é curral eleitoral e aumenta o caos nos hospitais do estado"

30/09/2016

Servidores fazem caminhada, após o ato público, pelas ruas próximas ao Eduardo Rabello
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

A privatização dos hospitais é nociva aos servidores e à população porque aumenta o caos nas unidades, além de servir como curral eleitoral, em que os empregados das empresas travestidas de organizações sociais (O.S.), para serem contratados, teriam que se comprometer com o candidato apoiado pelo governo e ainda fazer campanha para ele. A denúncia foi feita durante o protesto dos servidores do Hospital Estadual Eduardo Rabello, em greve, nesta quinta-feira (29/9), em Campo Grande.

Em discursos no carro de som, os servidores lembraram que os governos do PMDB de Cabral e Pezão e do PP de Dornelles entregam os hospitais a grupos privados para que lucrem com um serviço que é dever do Estado e deve ser executado pelo poder público, e não por grupos privados. Além dessas empresas, ganhariam com a privatização os próprios governadores e seus partidos, que garantiriam, desta forma, recursos para suas campanhas e os votos dos contratados nas organizações sociais, num autêntico curral eleitoral.

Os servidores denunciaram ainda que o governo do estado propositalmente desvia os recursos da saúde para outros setores, como fez, recentemente, nas Olimpíadas. E que a solução para o abandono das unidades hospitalares só virá caso o funcionalismo e a população se mobilizem para exigir que os recursos destinados à saúde sejam efetivamente investidos no setor, de modo a possibilitar a modernização e manutenção dos hospitais, a compra de equipamentos e insumos e a realização de concurso público para cobrir o déficit de profissionais de forma qualificada, o que não acontece há anos.

Com estádios e sem hospitais

Durante o ato, seguido de passeata, os servidores portavam vários cartazes e faixas denunciando o descaso do governo do estado com a saúde da população. Um deles dizia: “Temos estádios, mas não temos hospitais”. Uma grande faixa chamava a atenção para o estado de calamidade do setor: “A saúde está morrendo”.

Os servidores denunciaram que o abandono do Hospital Eduardo Rabelo, especializado em geriatria, põe em risco a vida de milhares de idosos. Não há climatização no verão, o que faz com que as pessoas passem mal. Os internos tomam banho de água fria, em pleno inverno. Faltam medicamentos, gaze e todo tipo de insumo. Esta realidade ocorre pelo simples fato de que os governos do PMDB não investem na rede estadual os recursos destinados à saúde.

O servidor Kaiser Vasconcelos defendeu a instalação de uma Operação Lava-Jato na saúde. “Há um esquema montado através das O.S que operam um caixa 2 para os políticos. Verbas estariam sendo desviadas e ninguém vai para a cadeia”, afirmou. Kaiser lembrou o caso da O.S. Biotec Humana, cujos proprietários, os irmãos Pelegrine, desviaram R$ 40 milhões em recursos públicos para o seu haras. “A privatização é um verdadeiro ralo por onde escoam os recursos que deveriam ser aplicados para garantir uma saúde pública, gratuita e de qualidade, como manda a Constituição Federal”, disse a servidora Dione Oliveira.

O diretor do Sindsprev/RJ Sebastião de Souza classificou o desmonte da saúde como um autêntico extermínio da população, principalmente a mais pobre. Acrescentou que as O.S. às quais foram entregues diversas unidades do estado e do municíopio do Rio não têm a mínima qualificação e compromisso para exercer a tarefa. “Este é um dos muitos motivos pelos quais defendemos o concurso, porque é uma forma de contratar profissionais qualificados e comprometidos com a saúde pública”, completou.

Greve

Assim como os demais servidores da saúde estadual, os do Eduardo Rabelo estão em greve. Reivindicam reajuste salarial, plano de carrreira, cargos e salários, o fim da privatização e a destinação dos recursos da saúde para os hospitais. Cobram ainda a normalização do pagamento dos salários e a efetivação do auxílio-tansporte, compromisso assumido pelo secretário de saúde. Luiz Antônio Teixeira Júnior, e não cumprido.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec