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Saúde Estadual  

Servidores do estado invadem plenário da Alerj para exigir retirada do pacote de maldades

08/11/2016


Ato na Alerj teve, desde a manhã, a participação de milhares de servidores do Estado

Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Após uma grande manifestação, pela manhã e início da tarde desta terça-feira (8/11), os servidores púbicos do estado deram um duro recado ao governador Pezão e deputados estaduais, ao invadirem o plenário da Assembleia Legislativa(Alerj) para exigir a retirada imediata do pacote de maldades enviado àquela casa pelo governador Luiz Fernando Pezão(PMDB). No momento, o clima é tenso no local.

Já pela manhã, os servidores haviam manifestado a intenção de invadir o plenário, caso o governo insistisse na aprovação dos seis decretos e 22 projetos de lei que estão para ser votados na Assembleia Legislativa, trazendo graves prejuízos a todos os servidores e à população. Dois novos atos estão marcados: um, convocado pelo Movimento Unificados dos Servidores do Estado (Muspe) para esta quarta-feira (9/11), às 10 horas, na Alerj; e outro, uma passeata da Candelária à Alerj, com concentração, às 17 horas.

De manhã, a maioria dos participantes, que tomou toda a frente da Alerj, o trecho da Avenida 1º de Março e as ruas adjacentes, era de servidores do sistema prisional, policiais civis, policiais militares e bombeiros. Alguns oradores chegaram a defender a ocupação da Assembleia Legislativa naquele momento. Outros, como o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal, Gutembergue de Oliveira, eram de opinião, que prevaleceu, de continuar negociando, mas tomar a Alerj, caso o seu presidente, Jorge Picciiani (PMDB) e demais parlamentares governistas, mantivessem a disposição de aprovar o pacote.

“Eles estão envolvidos na Lava-Jato, na concessão de insenções fiscais fraudulentas a empresas, transações que afundaram o Rio de Janeiro. E agora, querem descontar em cima de nós, servidores? Nosso recado é o seguinte: acabou o amor. Vamos dialogar, mas se eles forem votar nós vamos invadir. Vamos tomar o Poder”, afirmou Gutenbergue, referindo-se à tomada da Alerj.

Em coro, por diversas vezes, a multidão gritava: “Ê, o gingante acordou, o gigante acordou”. Além do arquivamento do pacote, reivindicaram a libertação do subtenente bombeiro Mesac Eflain, condenado a 30 dias de prisão, incomunicável,  pela corregedoria da corporação, por conceder uma entrevista ao “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, em agosto. Em nome da Associação de Bombeiros Militares do Estado do Rio (ABMERJ), ele revelou a redução do expediente administrativo, os cortes no rancho (alimentação dos militares) e a precariedade no atendimento do hospital da corporação. Segundo ele, só na unidade há um déficit de R$ 20 milhões.

O pacote

Entre as medidas do pacote, está o aumento provisório da alíquota de contribuição previdenciária de todos os servidores da ativa de 11% para 30%. Para aposentados e pensionistas que recebem abaixo do teto do Regime Geral da Previdência seria aplicada uma alíquota de 30% sobre toda a remuneração.

O pacote inclui outras medidas, como a suspensão de reajustes salariais, aumento de impostos (IPVA e ICMS), elevação do valor cobrado do bilhete único de R$ 6,50 para R$ 7,50, redução das secretarias de 20 para 12, e corte em programas sociais como o aluguel social e renda melhor. Na prática, o aumento da taxação previdenciária e a imposição da cobrança para aposentados e pensionistas representa uma redução salarial. Outras medidas geram mais dificuldades à população.


Servidores durante ato unificado contra o pacotão de maldades de Pezão
Foto: Mayara Alves






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