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Saúde Estadual  

Servidores cercam Alerj e exigem arquivamento do pacote de Pezão

16/11/2016

Foto: Fernando França

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

No maior ato unificado dos últimos tempos, os servidores do estado cercaram nesta quarta-feira (16/11) a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para exigir o arquivamento do pacote de maldades do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Os trabalhadores não se intimidaram com o forte esquema de segurança, com a tropa da PM e as cercas colocadas em torno de toda a Alerj.

Desde cedo, centenas de funcionários da saúde, educação, justiça, polícia militar, civil, dos presídios, bombeiros, do Iterj e de muitos outros setores já se encontravam em frente à Alerj. Num grande caminhão de som, os oradores davam o recado ao governador e aos deputados: “se a Alerj não arquivar o pacote, vamos tomar atitudes mais duras, incluindo aí uma greve geral do funcionalismo estadual e ocupações”.

Aos poucos foram chegando mais e mais servidores. Para dar conta de todo o ato, por volta das 11 horas, foram agregados à manifestação mais outro caminhão e um carro de som. “Não tem arrego. O governo tentou nos dividir pagando o salário às áreas da segurança e da educação, mas não deu certo. Estamos aqui com mais força ainda. O que vai derrotá-los é a nossa unidade”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ, Mariá Casanova, do alto do segundo caminhão de som.

Para que se tenha uma ideia do tamanho da manifestação, ela tomou grande parte da Avenida Primeiro de Março, as ruas da Assembleia e São José e parou o Terminal Menezes Cortes. Até a saída da equipe de reportagem do Sindsprev/RJ, por volta do meio-dia, não houve qualquer incidente grave.

Medidas afetam também a população

As medidas do pacote de maldades afetam os servidores, mas também a população. Além de reduzir salários, acaba com o triênio, aumenta a contribuição previdenciária do funcionalismo, extingue autarquias, mas também aumenta impostos, reduz o valor do bilhete único, põe fim ao aluguel social e ao restaurante popular, entre outras medidas que afetam principalmente a população mais pobre.

Os oradores dos vários setores que se revezavam no caminhão de som ressaltavam que os servidores e o povo do Rio não podem pagar pelos crimes que, segundo afirmaram, foram praticados pelos governador Cabral, Pezão e Dornelles, numa referência aos R$ 138 bilhões de isenções fiscais dados a empresas e que foram apontados como o principal motivo da crise financeira. “O governo Cabral e os deputados da Alerj aprovaram isenções que beneficiavam os ricos, financiadores das suas campanhas, assim como a de Pezão e de todo o PMDB. E agora que esta irresponsabilidade está fazendo naufragar o navio, os ratos querem aprovar medidas para solucionar a crise jogando a solução nas nossas costas. Por que não cortam os seus salários, suas mordomias?”, questionou o diretor do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal, Eduardo Eufrásio.

Pezão cometeu crime de responsabilidade

O servidor da Saúde, Kaiser de Albuquerque, defendeu o impeachment de Pezão. O argumento é de que ele, juntamente com o ex-governador Cabral, de quem foi vice, deu início a um esquema de isenções fiscais que, mantido e ampliado por seu governo, quebrou o estado e tem que pagar por isto. Classificou ainda o decreto de calamidade como inconstitucional, já que a medida está prevista somente em caso de urgência em caso de catástrofes naturais. “O problema de insolvência do estado é de gestão e os responsáveis, como o governador do estado, cometeram crime de responsabilidade e tem de ser afastados por isto. O pacote de maldades é uma cortina de fumaça para esconder o crime de responsabilidade de Pezão”, afirmou.

Uma comissão de dirigentes de alguns sindicatos foi chamada pelo presidente da Alerj, Jorge Picciane (PMDB) para uma negociação, por volta das 11 horas. A pressão dos servidores já havia feito o governador Pezão recuar de um dos pontos do pacote que era o aumento de 11% para 30% da contribuição previdenciária de ativos e aposentados. Mas os sindicatos e o Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe) avaliam que este era o bode colocado na sala e que o restante do pacote, caso passe na Alerj, imporá um brutal arrocho e o desmonte dos serviços necessários à população. Na área da saúde, segundo avaliou o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darzi, no carro de som, provocará um verdadeiro genocídio, aumentando o número de mortes com o total desmantelamento dos hospitais e postos de saúde.  “O pacote é um crime de lesa-humanidade”, sintetizou.

 


Foto: Fernando França






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