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Saúde Estadual  

Cerco da PM à Alerj não impede protesto contra pacote de Pezão

12/12/2016

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

O desproporcional cerco repressivo, com mais de 600 homens da Tropa de Choque, da PM comum e da Força Nacional, não intimidou os servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, que fizeram mais um grande ato público contra as medidas genocidas e covardes do pacote de maldades do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), nesta segunda-feira (12/12), em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Servidores da saúde, segurança, educação, do Judiciário, do sistema prisional, entre outros, furaram o bloqueio que tentou sem sucesso impedir a manifestação, com cordões de policiais armados de escudos, cassetetes, embornais com bombas de gás e revólveres, postados nas ruas São José, da Assembleia e Avenida Primeiro de Março.

Todo o entorno do Paço Imperial, do Palácio Tiradentes e do anexo da Alerj estavam coalhados de policiais, cuja maioria chegou em microonibus e caminhões bem cedo. Às 8 horas, a PM apreendeu um camihão de som do Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe). Pessoas eram revistadas. Militares da Força Nacional (FN) postavam-se estrategicamente sempre atrás das grades que cercam o legislativo há semanas e que fizeram com que o governo do estado virasse chacota internacional. Na lateral da Alerj, estava estacionado um caveirão, cercado de inúmeros veículos da FN. Dentro da Alerj havia cães. Pelo menos três ambulâncias foram colocadas no acesso da Rua Dom Maoel. Era uma força de guerra.

Mas aos poucos os servidores foram chegando, dispostos a tudo para defender os seus direitos. Passavam pelo cordão de policiais, conversando com eles, lembrando que também eram vítimas de um governo suspeito de corrupção, cúmplice de deputados que ajudaram a falir o estado e que deram sustentação ao ex-governador Sérgio Cabral Filho, que, pela farra com o dinheiro público, está preso.

Às 10h10, servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) fizeram uma mini-passeata, um enterro simbólico de Pezão. Às 10h22, nova mini-passeata, com Batman e Mulher Maravilha, voltou a percorrer o protesto, que aumentava de tamanho. Às 10h54 servidores entregraram flores à tropa de Choque, para frisar que a luta contra o pacote de Pezão é de todos e que estavam ali participando de uma manifestação pacífica e tinham que ser respeitados.

Governo corrupto

A diretora do Sindsprev/RJ Mariá Casa Nova recusou-se a ser revistada ao entrar na manifestação. Disse que esse comportamento e todo aquele cerco armado lembrava o que acontecia no tempo da ditadura. “Estamos vivendo, com o PMDB de Pezão e Temer, uma ditadura disfarçada, na qual nossos direitos são atacados diariamente e pela presença ostensiva e armada da PM”, afirmou ela, que defendeu a instalação de comissões parlamentares de inquérito para investigar a farra das isenções e os desvios no RioPrevidência. Para ela, Pezão tem que sofrer processo de impeachment.

Às 11h22, um pequeno carro de som do SindJustiça, amparado por um mandado judicial, conseguiu romper o cerco policial e se colocar em frente ao ato público. Mais gente chegava ao protesto. Pouco depois, um caminhão de som também se colocava em frente à Alerj. Mesac Efrain, do Muspe e da Associação de Cabos e Soldados dos Bombeiros, frisou que o ato era pacífico, mas que os servidores não iriam tolerar violência. Acrescentou que um governo suspeito de corrupção, como o de Pezão, investigado pela Operação Lava-Jato, não tinha condições de fazer aprovar projetos que lesavam os servidores e a população, para tapar o rombo criado pelo próprio governador e seu antecessor. André Ferraz, da Associação de Servidores da Vigilância Sanitária (Asservisa), lembrou que Pezão é culpado junto com Cabral por ter afundado o estado e desmantelado a saúde. “Roubaram o estado e agora querem que nós e a população paguemos esta conta? E ainda colocam a PM com caveirão contra nós? Pois estamos aqui para dizer que não aceitaremos isto de jeito nenhum e iremos até as últimas consequências para impedir a aprovação deste pacote. Exigimos a devolução integral do pacote. Não tem arrego. E avisamos que vamos colocar a cara de todos os que votarem contra nós nos postes de todo o estado. Nunca mais serão eleitos para nada”, avisou.

Passeata contra a PEC 55, nesta terça-feira (13/12)

Servidores federais também participaram do ato, dando apoio aos servidores do estado e lembrando que, como Pezão, Michel Temer está colocando em andamento vários ataques aos servidores e demais trabahadores. Sérgio, do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II, listou, entre elas, a reforma da Previdência e a PEC 55. “Esses projetos afetam a todos nós que temos que unificar nossas lutas”, defendeu. Ele lembrou que estão previstos para esta terça-feira (13/13) atos em todo o país contra a PEC 55, data para a qual está prevista a sua votação em segundo turno, no Senado. No Rio de Janeiro haverá uma passeata da Candelária à Alerj, cuja concentração está prevista para as 17 horas.  Saiba mais , clicando aqui.

Votação é transferida para quarta (14/12)

Não houve votação do pacote na Alerj. A votação foi transferida para quarta-feira (14/12). Porém, os dirigentes do Muspe orientaram os servidores a participarem da vigília que acontecerá durante toda esta terça-feira (13/12), em frente à Alerj. “O presidente da Alerj, Jorge Picciani, é sorrateiro, pode ter marcado para quarta e votar amanhã. Temos que estar vigilantes”, frisavam nos discursos do alto do carro de som.

Na parte da tarde, por volta das 14h30, servidores seguiram em passeata pela rua da Assembleia, entraram na Av. Rio Branco, depois na Av. Nilo Peçanha para retomar a av. Primeiro de Março e retornar à Alerj, onde foram aplaudidos. Aos gritos de 'Fora Pezão', os servidores criticaram duramente o pacote de medidas imposto pelo governador. Outro objeto de críticas foram as milionárias isençoes fiscais concedidas pelo estado do Rio a empresas privadas.

A Avenida Primeiro de Março e as ruas e calçadas em frente à Alerj ficaram lotadas. Novo ato está marcado para quarta-feira. às 10 horas, em frente à Alerj. A este, o comparecimento tem que ser ainda mais maciço, pois neste dia Picciani planeja colocar para votar o pacote de maldades.

O pacote

Entre outras medidas, o pacote aumenta a contribuição previdenciária para ativos e aposentados, de 11% para 14%, proíbe qualquer reajuste, reduz de 20 para 12 o número de secretarias, extingue fundações e outras autarquias, principalmente as voltadas para a população mais carente, acaba com o restaurante popular e o programa renda melhor, extingue o adicional por tempo de serviço, acaba com o aluguel social, atingindo sobretudo as populações despejadas pelo estado, corta recursos de hospitais e da educação e aumenta o ICMS. Os servidores exigem a devolução do pacote que aumenta as dificuldades financeiras e abre a possibilidade para a demissão de milhares de servidores, colocando à beira da morte outros milhares de cidadãos pobres.

O Muspe defende, como alternativa para solucionar a crise, além da devolução do pacote genocida de Pezão, a revisão de todas as isenções fiscais, a maioria concedida fraudulentamente sem a aprovação da Alerj; a cobrança da dívida ativa do estado junto a empresas; punição e cobrança dos responsáveis pela perda dos recursos do RioPrevidência; fim da farra das terceirizações, através de organizações sociais e fundações, e realização de concurso público como forma de fortalecer o RioPrevidência, já que os terceirizados não contribuem para a instituição, mas os estatutários cocursados, sim. Além de instação de CPIs para investigar a fraude no RioPrevidência e isenções fiscais, principais causas da quebra do estado.






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