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Saúde Estadual  

Servidores do estado derrotam Pezão. Mas pacote volta a ser discutido em 2017

20/12/2016

 

 

 

 

Servidores públicos estaduais no ato unificado desta terça-feira 20, na Alerj: pressão forçou deputados a devolverem projetos ao governo Pezão
Foto: Mayara Alves

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

A histórica luta unificada dos servidores do estado do Rio de Janeiro derrotou o pacote genocida do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Após meses de paralisações, grandes manifestações e ocupações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), os projetos de lei foram devolvidos ao Palácio Guanabara. Entre eles, os que aumentavam a contribuição previdenciária dos ativos, aposentados e pensionistas e o ICMS, acabavam com o triênio, congelavam os salários do funcionalismo por 20 anos e extinguiam secretarias e autarquias, abrindo portas para demissões em massa.

Mas no ato público desta terça-feira (20/12), em frente à Alerj, em todos os discursos os dirigentes dos sindicatos e associações classistas que integram o Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe) enfatizaram que esta foi uma importante vitória, mas parcial. O pacote volta à Alerj em 2017. A diretora do Sindsprev/RJ Mariá Casa Nova alertou que a luta tem que continuar porque o governo estadual não desistiu de enviar para a Alerj os projetos que hoje ele não pôde fazer com que fossem votados. “A corja que se apossou do governo a partir de Cabral, depois Pezão e Dornelles, cometeu todo tipo de fraudes, quebrando o estado. Criou um imenso rombo que vai querer cobrir com o nosso sacifício. Para evitar que isto aconteça, temos que ficar atentos e dar prosseguimento a nossa luta”, afirmou, do alto do caminhão de som.

Marta Moraes, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), lembrou que a vitória se deveu à unificação de todos os segmentos. “Mostramos, inclusive a servidores de outros estados que enfrentam situação semelhante, que a unidade é fundamental. Tanto é assim que, no Rio Grande do Sul, Minhas Gerais e em Pernambuco, o fucionalismo entrou em luta unificada contra os governos daqueles estados, tendo, em alguns deles, a participação e paralisações da polícia militar, o que, infelizmente, não aconteceu aqui”, disse.

Luiz Eduardo, diretor da Associação de Servidores da Faetec, avaliou que a luta do funcionalismo impôs uma dura derrota à política de austeridade de Pezão, Picciani e de todo o PMDB, que é a mesma de Michel Temer na Presidência da República, mas que as mobilizações não podem terminar agora. “Seria inocência nossa acreditar que Pezão e o PMDB vão desistir assim. Vão voltar, tentar unificar a sua base parlamentar e procurar aprovar não só o pacote, como também o Orçamento do Estado, que certamente vai vir para cortar recursos e, desta forma, dar respaldo para arrochar salários, reduzir verbas de setores sensíveis à população e aumentar impostos. A nossa luta tem que continuar em 2017”, advertiu.

Estiveram presentes ao ato servidores da saúde, da educação, policiais civis, militares (em pequeno número), bombeiros, do sistema penal e dirigentes de outras categorias, como servidores federais das universidades, do  Colégio Pedro II e petroleiros. Francisco, do Sindicato dos Servidores da UFRJ, chamou a atenção para a importância da unificação, não só dos servidores do estado, mas desses com os servidores federais e demais categorias do setor privado que hoje enfrentam duros ataques por parte do governo Temer.

Ceia da Miséria, nesta sexta

Todos enfatizaram, ainda, a necessidade de fortalecer a luta pela regularização do pagamento dos salários da ativa, das aposentadorias e pensões. “Há muita gente morrendo de fome, que vai passar o Natal a pão e água porque não tem dinheiro pra comprar comida. Isto é uma covardia com pessoas de idade que se encontram em situação de risco de vida”, lembrou Suely Ramos, servidora da saúde do estado.

Como parte dessa luta está marcada para o dia 23, às 10 horas, no Largo do Machado, a Ceia da Miséria. “Enquanto o governador e os deputados vão comer do bom e do melhor, os servidores da ativa, aposentados e pensionistas vamos passar fome. Por isto vamos fazer esta passeata e, em frente ao Palácio Guanabara, a Ceia da Miséria, para denunciar as irregularidades, a covardia e exigir a renúncia de Pezão por ter, com Cabral e Picciani, quebrado o estado do Rio”, afirmou Mariá.

Compromisso contra o pacote

O Muspe conseguiu a assinatura de 37 deputados contrários ao pacote (são ao todo 70 deputados na Alerj), que se comprometeram a adiar o debate sobre o conjunto de medidas para o próximo ano. Veja a lista dos que assinaram.

- Benedito Alves (PRB);  - Dr. Julianelli (Rede);  Bebeto (PDT);                                      
- Bruno Dauaire (PR)  - Carlos Macedo (PRB); - Carlos Minc (sem partido);
- Carlos Osório (PSDB); - Comte Bittencourt (PPS); - Dr. Deodalto (DEM)                                   
- Dr. Sadinoel (PMB); - Eliomar Coelho (PSOL); - Enfermeira Rejane (PCdoB);
- Flávio Bolsonaro (PSC); - Flávio Serafini (PSOL); - Jânio Mendes (PDT); - João Peixoto (PSDC);
- Jorge Felippe Neto (DEM); - Lucinha (PSDB); - Luiz Paulo (PSDB); - Marcelo Freixo (PSOL);
 - Márcia Jeovani (DEM); - Marcio Pacheco (PSC);

- Nivaldo Mulin (PR);

- Paulo Ramos (PSOL); - Pedro Augusto (PMDB);    
- Renato Cozzolino (PR);

- Samuel Malafaia (DEM); - Thiago Pampolha (PDT); - Tia Ju (PRB); - Wagner Montes (PRB);
- Waldeck Carneiro (PT); - Wanderson Nogueira (PSOL);                                                                                    
- Zito (PP).  - Luiz Martins (PDT); - Zaqueu Teixeira (PDT);

- Zeidan (PT); - Martha Rocha (PDT)






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