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Saúde Estadual  

Greve na Perícia do Estado começa forte para exigir salário e condições de trabalho

30/01/2017

 

 

 

 

Servidores da Perícia Médica do Estado em greve. Movimento vai continuar até que o governo do Estado regularize o pagamento de salários
Foto: Mayara Alves

 

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Começou nesta segunda-feira 30 a greve por tempo indeterminado dos servidores do Centro de Perícias Médicas e Saúde Ocupacional do Estado do Rio de Janeiro, que lutam pelo pagamento de salários (em atraso desde novembro) e pela melhoria de suas condições de trabalho. Carregando faixas e cartazes e utilizando um carro de som, os servidores postaram-se em frente à entrada do órgão, na Praça Tiradentes, Centro, quando distribuíram carta aos usuários da Perícia, explicando as razões da greve.

Um incidente logo após o início da panfletagem, contudo, mostrou a truculência do Superintendente de Perícias Médicas e Saúde Ocupacional do Estado, Carlos Eduardo Merenlender, que chamou uma viatura da Polícia Militar na tentativa de intimidar os servidores. Não adiantou. Além de repudiarem a atitude do Superintendente, que chegou a bater boca com dirigentes do Sindsprev/RJ, os servidores intensificaram a panfletagem e a convocação para a greve. Na tentativa de 'limpar a própria barra' após o ocorrido, Merenlender distribuiu um pequeno panfleto afirmando que 'respeitava o direito de greve dos servidores', como se a categoria tivesse que pedir licença a Merenlender para se organizar livremente ou fazer greve. Lamentável. O material distribuído pelo Superindentende foi imediatamente ridicularizado pelos servidores.

‘Não adianta nos intimidar’, diz servidora

“Não adianta tentar nos coagir ou intimidar. A nossa greve é legítima porque estamos sem pagamento desde novembro e o pagamento de dezembro só saiu no última sexta-feira, dia 27. Mesmo assim, foi parcelado, sem o décimo-terceiro e sem o pagamento de janeiro, que já venceu. Queremos dizer ao governo que parcelamento não resolve porque o nosso trabalho não foi parcelado e as nossas contas também não serão. Muitos servidores estão sendo despejados de suas casas, numa situação absurda. Não dá mais. Chega desse governo incompetente que não respeita os nossos direitos”, protestou Rosimeri Paiva, da direção do Sindsprev/RJ.

Sem salário e sem RioCard

“Não posso continuar trabalhando sem receber salário porque aqui não temos RioCard. Quero que me respeitem, mas a verdade é que não estou sendo respeitada como servidora. A prova é que o governo nos dá 78 reais por mês, a título de alimentação, mas cada refeição custa R$ 13,00 no refeitório da Perícia. É absurdo”, desabafou a auxiliar de enfermagem Valdenice Galvão Leitão, que trabalhava no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e, como a maioria dos servidores atualmente lotados na Perícia, foi expulsa dos hospitais após a entrega das unidades de saúde às ‘organizações sociais’ (O.S.).

“Algumas pessoas tiraram férias e sequer receberam. Há pouco tempo, propusemos a redução de carga horária como forma de diminuir o sofrimento dos servidores, mas o Superintendente não aceitou. Enquanto isso, muitos servidores receberam falta por não comparecerem ao trabalho. São faltas injustas porque é cada vez mais difícil trabalhar sem pagamento”, completou Ednalva Nice da Costa, também ex-servidora do Getúlio Vargas.

Todo mundo tinha que fazer greve’

Policial aposentado que procurou a Perícia na manhã desta segunda-feira em busca de atendimento, Antônio Costa manifestou apoio à greve. “Me disseram que o sistema está fora do ar e que terei de voltar outro dia. Mas acho que a greve está certa. Todo mundo tinha que fazer greve. É assim que se faz”, disse.

Além dos atrasos de pagamento, os servidores reclamam das péssimas condições de trabalho no prédio do Centro de Perícias Médicas, onde o ar-condicionado não funciona e os três elevadores estão quebrados há mais de 6 meses.

Entre as atividades realizadas pela Perícia Estadual estão a readaptação do servidor após alguma patologia, a concessão de licenças médicas e a realização de exames para fins de aposentadoria, entre outras.

“A greve vai continuar até que nossas reivindicações sejam atendidas. O medo de alguns trabalhadores da perícia fortalece a tirania do superintendente. Mas essa tirania vai acabar. E começa hoje”, concluiu Rosimeri Paiva.

Por meio de revezamento, os servidores decidiram manter 30% do quadro trabalhando. A greve foi aprovada pelos servidores da Perícia Médica em assembleia realizada no último dia 26/1. Cerca de 215 servidores estão atualmente lotados na Perícia do Estado.

 






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