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Saúde Estadual  

Servidores do Carlos Chagas entram em greve. Decisão fortalece a paralisação da saúde

05/04/2017

Greve é aprovada por unanimidade, em assembleia que lotou o auditório do hospital. Diretor preferiu não comparecer
Foto: Mayara Alves

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Numa assembleia que lotou o auditório do Hospital Carlos Chagas, na manhã desta quarta-feira (5/3), os servidores da unidade aprovaram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira. Com isto, se somam à paralisação dos hospitais Azevedo Lima, Ary Parreiras, Eduardo Rabelo e Perícia Médica.

O movimento reivindica: 1) a normalização do pagamento dos salários que tem colocado os profissionais em uma situação dramática, sendo obrigados a pedir dinheiro emprestado para chegar ao local de trabalho, se alimentar e comprar remédios; 2) o fim do assédio moral; 3) das transferências arbitrárias; 4) a reposição de medicamentos os mais diversos, em falta; e 5) o conserto de inúmeros equipamentos básicos, como eletrocardiograma e ecocardiograma, entre outros, e dos dois elevadores.

A diretora do Sindsprev/RJ, Rosimeri Paiva, que dirigiu a assembleia, frisou que é o governo do estado quem empurra os servidores da saúde para a greve, já que não paga os salários em dia, e, quando paga, o faz de maneira parcial, como aconteceu com o de fevereiro, creditado apenas parcialmente em março. “Só nós sabemos a situação aflitiva que estamos passando. Tem servidor comendo farinha com sal. E a tendência é piorar. Não nos resta outra alternativa senão irmos à luta, nos somando à greve de outras unidades, aumentando a pressão para obrigar o governo a respeitar nosso direitos”, afirmou.

Organizando a luta

A assembleia elegeu uma Comissão de Greve que ficará responsável pela organização da paralisação, da participação dos profissionais do hospital nas manifestações unificadas dos servidores da saúde e do funcionalismo do estado e no acampamento a ser montado na porta da residência do governador Pezão. A Comissão representará, ainda, os servidores do Carlos Chagas nas reuniões do Departamento dos Servidores da Saúde Estadual do Sindsprev/RJ, responsável pela articulação das lutas do setor.

Greve legal

Rose lembrou que a greve é um direito do trabalhador, garantido pela Constituição Federal. Acrescentou que a da saúde está respaldada em decisão do desembargador do Tribunal de Justiça responsável pelo dissídio movido a pedido do governo do estado. O magistrado classificou a greve como legal, já que acontece em função do atraso dos salários. “Não podemos ser punidos de nenhuma forma, nem com o desconto dos dias parados, já que a greve é legal”, explicou.

Transferências contrariam SES

Rose criticou as transferências (um dos motivos da greve), que continuam sendo impostas arbitrariamente no Carlos Chagas, mesmo após a determinação do secretário de Saúde, Antônio Teixeira, que as proibiu de serem efetivadas sem que antes os servidores fossem consultados. O mesmo vale para os casos em que estatutários estão sendo colocados à disposição e afastados do trabalho. “Tratei das transferências com o diretor João Fernandes e ele tentou justificar, alegando que estão sendo feitas porque os servidores não se encaixavam no perfil da unidade. Um absurdo”, protestou.  

Diretor não comparece à assembleia

Apesar de ter se comprometido a comparecer à assembleia, João Fernandes, não deu as caras. Em conversa telefônica com Rose, na segunda-feira (3/4) alegou não ter condições de comparecer pois a data foi marcada “muito em cima da hora”. A verdade, no entanto, é outra. Em negociação com o Sindsprev/RJ e o deputado doutor Julianelli (Rede-RJ), o gestor colocou em xeque as denúncias levadas até ele pela diretora Rose de assédio moral imposto por ele sobre os servidores e de falta de equipamentos e medicamentos, entre outros.

Rose propôs, então, que ele comparecesse à assembleia desta quarta, na qual os servidores fariam as denúncias. Fernandes disse que iria em qualquer dia, local e horário marcado. Mas não foi. Os servidores estavam lá.





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