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Saúde Estadual  

‘Governo sem-vergonha’, dizem servidores da saúde estadual ao ocupar a Alameda em Niterói

10/04/2017

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho (texto) e Fernando França (fotos)

“Governo sem-vergonha”. A frase foi cantada em tom de revolta e desabafo, na manhã da segunda-feira (10), na Alameda São Boaventura, em Niterói. No ato da greve da rede estadual de Saúde, os servidores reafirmaram a máxima: “Sem pagamento, não tem trabalho”. A passeata partiu da entrada do Hospital Estadual Azevedo Lima e percorreu cerca de um quilômetro e meio da Alameda, entre ida e volta, ocupando duas das três faixas da pista.

O projeto do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que amplia as controversas isenções fiscais aos empresários ao conceder mais R$ 650 milhões à Ambev, multinacional fabricante de cervejas, foi reiteradamente lembrado pelos manifestantes como exemplo do que chamaram de “governo sem-vergonha”: que não paga salários, corta serviços públicos prestados à população e faz agrados reiterados a grandes empresários – cujas relações são investigadas em ações que tramitam na Justiça.

O protesto recebeu aplausos de transeuntes e até saudações de motoristas que buzinavam em sinal de apoio ao protesto, apesar do enorme engarrafamento que o ato causava, num horário em que normalmente a via já está parada no sentido Rio. Cerca de 60 servidores, de vários hospitais e setores, participaram do ato. Os salários dos profissionais da saúde estão atrasados e não há previsão de pagamento do 13º salário, que deveria ter sido depositado pelo governo do Estado quatro meses atrás.

Durante a manifestação, a diretora do Sindsprev-RJ Ivone Suppo esclareceu as razões do protesto e lembrou que o ato ia além da justa reivindicação dos salários de condições dignas de trabalho: defendia também a saúde pública e recursos que assegurem um atendimento de qualidade à população. “Essa luta é de todos nós”, disse, do carro de som.

Críticas às reformas da Previdência, Trabalhista e à lei que libera a terceirização de qualquer posto de trabalho também fizeram parte do ato. Em vários momentos, os manifestantes defenderam a construção da greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril, quando pretendem parar o país contra as reformas do governo de Michel Temer (PMDB).

Também dirigente do Sindsprev-RJ, a servidora Rosimeri Paiva criticou a transferência de recursos públicos para organizações sociais privadas, que assumiram boa parte das unidades hospitalares. “O resultado da gestão dos hospitais por essas organizações sociais já está aí e mostra que a privatização não serve para a saúde”, disse, ao criticar a política adotada no estado pelo ex-governador Sérgio Cabral Filho, preso desde novembro no Complexo Penitenciário de Bangu acusado de participação em atividades criminosas contra o Estado, e mantida pelo governador Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB.


O ato contou com a participação do presidente da associação dos bombeiros, Mesac Eflaín, que acaba de cumprir dez dias de prisão administrativa por declarações dadas à imprensa nas quais denuncia o que está ocorrendo nos serviços públicos no Rio, e do vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), da Câmara de Niterói. A liderança dos bombeiros disse que a luta em defesa da saúde não é apenas dos servidores do setor, mas de todo o funcionalismo e de toda a população.
 
O vereador e militante das lutas sociais Paulo Eduardo Gomes destacou o quadro absurdo gerado pela política adotada pelo governo do estado de dar generosas isenções fiscais a grandes empresários, inclusive joalherias e fábricas de cerveja, enquanto atrasa salários, corta merendas nas escolas e desativa leitos hospitalares.

 



Ato Hospital Azevedo Lima

Manifestação da greve recebeu aplausos da população e levou às ruas luta contra um governo que atrasa salários e desativa leitos.
- Foto: Fernando de França



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