Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 03/08/2017 03/08/2017 25/07/2017 20/07/2017 17/07/2017
Saúde Estadual  

Governo federal induziu endividamento do Rio e agora foge de suas responsabilidades

11/04/2017

Da Redação do Sinpdsprev/RJ
Por Olyntho Contente

O governo federal induziu o governo do estado do Rio de Janeiro a se endividar para bancar as obras de grandes eventos, como a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016), caracterizados como de interesse nacional; foi avalista destes empréstimos bilionários e agora cobra esta dívida, exigindo a aprovação de um pacote que só vai aumentar ainda mais o endividamento do estado, que será obrigado a fazer mais cortes orçamentários, gerando uma queda ainda mais vertiginosa na qualidade dos serviços prestados à população, dificultando a normalização dos salários e o funcionamento da máquina pública. A análise foi feita nesta terça-feira (11/4), pelo professor de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Sérgio Barroso, durante palestra em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sobre a crise fluminense.

A audiência foi convocada pela Comissão de Economia e Comissão de Representação para Acompanhar o Cumprimento das Leis da Alerj. Segundo Sobral, a solução apontada pelo governo Temer e por Pezão é aumentar ainda mais o corte de recursos públicos e avançar sobre a remuneração dos servidores, como se ele, governo federal, não tivesse responsabilidade sobre este endividamento altíssimo. Para o economista a saída não é cortar mais gastos. “Já foram feitos cortes abismais, violentíssimos, chegando as despesas do orçamento de 2016 a 1/3 das de 2014. Mas o governo federal com seu pacote insiste na retórica de que é preciso que o estado faça ‘o dever de casa’. A verdade é que o grande nó nas contas foi a exposição temerária a um endividamento induzido pelo governo federal. O estado quebrou não apenas pelos desvios com corrupção e isenções fiscais”, afirmou.

Segundo Sobral, o governo Temer está fazendo o ajuste de suas contas diretamente nas contas do estado do Rio, propondo, para isto, que o estado se endivide ainda mais, eximindo-se de responsabilidade pelos empréstimos contraídos. “Empurrar o estado para um endividamento maior ainda não é a solução”, acrescentou. Explicou que de 2011 a 2016 houve uma disparada no crescimento da dívida consolidada líquida de 232,1%. “De 2012 a 2015 o endividamento foi explosivo, com o governo estadual contraindo R$ 22,4 bilhões de empréstimos neste período”, explicou.

Sobral lembrou que o principal credor do estado é a União. De 2012 a 2015 a concentração da dívida do governo do estado junto à União aumentou de 42% para 68%. Daí a pressão federal para dizer como é que o estado tem que administrar esta situação. Frisou que de 2003 a 2011 as contas do estado eram superavitárias, passando a deficitárias a partir de 2012. Sobral mostrou que outro grande problema é a queda acentuada da receita. E que a solução passa por resolver este problema: aumentar a receita e não cortar mais gastos.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec