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Saúde Estadual  

Servidores da saúde estadual ocupam secretaria

31/10/2017

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por Olyntho Contente

Após participarem de um protesto, nesta terça-feira (31/10), organizado pelo Sindsprev/RJ, em frente ao prédio da Rua México, 128, servidores da saúde ocuparam o quinto andar, onde fica a Secretaria  Estadual de Saúde (SES). O objetivo foi exigir do titular da pasta, Luiz Antônio Teixeira Júnior, a normalização do pagamento dos salários e o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) criando o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

Teixeira se encontrava em reunião com deputados da Comissão de Saúde da Alerj. Às 13 horas, chegou a informação de que o encontro já havia terminado, mas que ele não confirmara se voltaria para a secretaria a fim de negociar com os servidores. Segundo um representante da Associação de Servidores da Vigilância Sanitária (Asservisa), que estava na mesma reunião, o presidente da Comissão, deputado Paulo Ramos (PSOL-RJ), perguntou a Teixeira se encontraria com os trabalhadores que o aguardavam. Mas ele não respondeu. Até as 13h30, Teixeira não havia chegado à SES.

Passando fome

Os servidores da ativa e aposentados estão passando por uma situação dramática, muitos deles, passando fome. Não receberam até agora o 13º salário de 2016, os de setembro e outubro, e não têm qualquer garantia de que receberão os atrasados, assim como os meses que virão, incluindo aí o 13º deste ano.

“Esta ocupação é para lembrar ao governador Pezão e ao secretário Teixeira, que não vamos parar de lutar pelos nossos salários, pelo PCCS e pelo fim da privatização da saúde”, afirmou a diretora do Sindsprev/RJ, Rosimeri Paiva (Rose), durante a ocupação, no corredor da Secretaria. “Eles têm dinheiro para pagar os empregados das organizações sociais e das fundações, para pagar os desembargadores do Tribunal de Justiça, procuradores e parlamentares, mas não para os nossos salários. Isto mostra que a saúde da população a vida dos servidores não são a prioridade de Pezão. Centenas de colegas nossos não têm dinheiro sequer para chegar ao local de trabalho”, afirmou.

Para o diretor da Associação de Servidores da Vigilância Sanitária, André Ferreira, o pagamento à Justiça e ao Ministério Público mostra que há um conluio entre o Judiciário, o MP e o governo Pezão e, antes dele, com o governo Sérgio Cabral Filho, que afundou o estado, e se encontra preso por crime de corrupção, juntamente com o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes. “Onde está a Justiça que não acata a lei e determina o pagamento dos nossos salários? O governo Pezão já não paga a dívida com a União, desde abril, tendo em seu poder, só por conta disto, cerca de R$ 500 milhões, mais que suficientes para cobrir a folha da saúde. Além deste montante, tem os recursos do Fundo Estadual de Saúde que Pezão só usa para pagar as OS, suas financiadoras de campanha”, acusou.

 Ato unificado, dia 8

Antes de ocupar a antessala da SES, os servidores aprovaram em assembleia, pouco antes, unificar a luta em defesa da saúde pública e contra a privatização, juntamente com profissionais de hospitais federais e das prefeituras. Neste sentido, vão participar do ato unitário do dia 8 deste mês, em frente à Alerj, que cobra a normalização do pagamentos de todos os servidores do estado e a isonomia de pagamentos (todos os setores receberem, e não apenas alguns), além do envio de projeto do PCCS da saúde.

Aprovaram, ainda, participar do ato nacional do dia 10 de novembro contra a implantação da reforma trabalhista, prevista para entrar em vigor a partir do dia 11. Será ainda um dia de repúdio contra a lei das terceirizações e para barrar a reforma da Previdência. No Rio de Janeiro está prevista uma passeata da Candelária à Cinelândia, com concentração marcada para as 17 horas.






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