Home
|
|
|
|
|

| Saúde Federal | Saúde Estadual | Saúde Municipal | INSS | MPS | Funasa | DRT | PSF ACS ACE | Ações Judiciais | Comunitário | Política | Economia | Cultura | Geral | Galeria de Fotos | Links | Erramos 10/04/2019 13/12/2018 05/12/2018 05/12/2018 04/12/2018
PSF ACS ACE  

Passeata cobra solução imediata para desaparecimento do ACE Júlio Baptista Barroso

18/08/2009

Servidores cobraram solução para o caso em passeata na Pres. Vargas
Foto: Niko

Por Olyntho Contente, da Redação do Sindsprev/RJ

Mais de 250 agentes de combate a endemias da Prefeitura do Rio fizeram, nesta terça-feira, uma passeata da Central do Brasil, até a Assembléia Legislativa. O protesto teve como objetivo exigir a apuração imediata do desaparecimento do ACE Júlio Baptista de Almeida Barroso, próximo ao Complexo do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, que hoje completou 40 dias, sem que os responsáveis fossem apontados pela polícia. Familiares de Júlio também participaram da manifestação.O Sindsprev/RJ deu todo o suporte para a realizalção do protesto.

A manifestação deveria acontecer no pátio interno da Central do Brasil, mas a PM não permitiu. Os ACEs foram, então, para a rua em frente ao gradio da Central, mas, o tenente Cruz, acompanhado de soldados armados de fuzis, não permitiu o uso do carro de som, o que inviabilizaria o ato público. Diante disto, os trabalhadores decidiram sair em passeata pela Avenida Presidente Vargas, com o carro de som à frente, denunciando o desinteresse da polícia em investigar o caso e a arbitrariedade da PM. Se o objetivo da polícia militar era impedir que fosse dada visibilidade do caso, o tiro saiu pela culatra.

Justiça!

Cartazes e faixas exigiam justiça. Outras acusavam as autoridades de fazer corpo mole nas investigações. “Cadê o corpo do Júlio”, “Vida, um presente que tem que ser preservado”. “Autoridades, cadê os assassinos”, diziam vários cartazes. Segundo integrantes da comissão organizadora do movimento pela solução do caso, Júlio, muito querido pelos colegas e que amanhã completaria 30 anos, teria sido confundido com um estuprador da região, levado pelos traficantes, e assassinado. Seu corpo, até hoje não foi encontrado.

Segundo a comissão, o risco de vida dos ACEs aumenta por causa de um rodízio que é feito por ordem da Prefeitura e que não permite que haja um laço entre o profissional e a comunidade. “Foi o que aconteceu, certamente, no caso do Júlio que por causa do rodízio, estava há pouco tempo na área e acabou confundido com outra pessoa”, afirmam.

Uma das irmãs de Júlio, Alzira da Lima, responsabilizou a polícia. “Trata-se de um rapaz comum, simples, que não é de família famosa. Aí, as autoridades, a polícia, não têm interesse em investigar. Quarenta dias sem qualquer resultado é muita coisa”. A Delegacia responsável pelas investigações é a 44ª, cujo titular é o delegado Fábio.

Outra irmã de Júlio, Alcione Lima, disse ter achado lamentável a atitude da PM de tentar impedir o protesto na Central do Brasil. “O direito à livre manifestação está garantido na Constituição Federal. Não conseguimos fazer o ato na Central mas estamos agora em passeata pela Presidente Vargas. E vamos realizar outras manifestações até que o caso seja resolvido”, disse.






     Voltar

Ir para o topo | Envie esta página para um amigo | © SINDSPREV 2007  |  Desenvolvido por Spacetec