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PSF ACS ACE  

Prefeitura ameaça exonerar ACE que desapareceu no Complexo do Alemão

17/09/2009

Por Olyntho Contente
Da Redação do Sindsprev/RJ

Um fato muito estranho, que comprova o desrespeito da Prefeitura do Rio pela memória de Júlio Barroso, agente de combate a endemias, que desapareceu no dia 9 de julho, próximo ao Complexo do Alemão, aconteceu no dia 10 de setembro. Nesta dada, foi publicado no Diário Oficial do Município, aviso de que estava sendo instaurado inquérito para apurar abandono de emprego do servidor Júlio Barroso, com a finalidade de exonerá-lo por justa causa.

“Ficamos revoltados e perplexos com mais este absurdo. Meu irmão, que, segundo testemunhos informais, foi assassinado, e que sempre foi excelente funcionário, está sendo acusado de abandonar o emprego e, mesmo depois de morto, ter sua memória maculada como se fosse um mau empregado”, protestou a irmã de Júlio, Alcione Almeida. É bom lembrar que o rapaz desapareceu em serviço e que a responsabilidade por investigar o desaparecimento é do empregador, no caso, a Prefeitura, e não instaurar inquérito para demiti-lo.

Caminhada exige apuração

A mobilização pela apuração do desaparecimento do agente de combate a endemias, Júlio Baptista de Almeida Barroso, continua. No último dia 13, uma caminhada pela Orla de Copacabana, chamou a atenção da população para a ineficácia da polícia em solucionar o caso. Segundo testemunhas ouvidas informalmente por colegas de Júlio, ele teria sido morto por traficantes do Complexo do Alemão, depois de ser confundido com um estuprador.

O crime aconteceu no dia 9 de julho, mas, até agora, o titular da 44ª Delegacia Policial, Fábio da Costa Ferreira, responsável pelo caso, não fez sequer uma incursão na comunidade, para levantar informações. Também a Prefeitura do Rio não está dando qualquer tipo de apoio à família, ou pressionando para que a investigação ande.

 Ministério Público

Em entrevista ao Jornal O Dia, o delegado Ferreira, quando cobrado sobre as investigações, disse que, agora, o caso está com o Ministério Público. Com a afirmação, procurou lavar as mãos, já que até agora nada foi feito para apurar o desaparecimento do ACE. Alcione lembrou que é a polícia e não o MP que tem que investigar. “Diante da demora na solução do desaparecimento, fomos até o Ministério Público solicitar que acompanhasse o caso. O que não quer dizer que o MP deva, ou possa, substituir o trabalho da polícia”, lembrou.






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