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Comunitário  

‘Educamos em defesa da saúde, da vida e do meio ambiente’, afirma professora

12/04/2012

Coordenadora pedagógica do Centro Educacional M. Pompeia, no KM 34, em Nova Iguaçu, a professora Ana Cristina Faustino (foto) acredita que a educação pode dar imensas contribuições para a construção de um mundo melhor, com mais consciência social e ambiental. No dia 18 de maio, o M. Pompeia vai promover uma atividade de conscientização com participação de alunos e moradores.

Sindsprev ComunitárioComo será o evento do dia 18 de maio?

Ana Cristina – temos um projeto pedagógico para este ano, que se chama ‘cuidar de si, cuidar dos outros e cuidar do mundo’. Esse projeto visa dar às crianças a consciência de que é necessário cuidar do meio ambiente. Mas isto não é limitado às crianças, pois o que ensinamos serve de alerta para todos, independentemente da idade. Quanto às crianças, queremos que desde pequenas elas já desenvolvam uma consciência ambiental. Um exemplo é quando mostramos a elas a diferença entre materiais recicláveis e nãorecicláveis.

SC – como assim?

Ana Cristina - fazemos a seguinte pergunta às crianças: para onde vai o lixo? Como o lixo é reutilizado? Então ensinamos às crianças a diferença entre lixo orgânico e inorgânico, e entre coleta tradicional e coleta seletiva do lixo. Também mostramos as graves consequências do despejo de lixo e materiais nos rios e riachos. Os trabalhos escolares que passamos às crianças incluem pesquisas e a confecção de miniaturas, com temas que educam para a preservação do meio ambiente. Ano passado promovemos uma caminhada ecológica pelo rio Guandú, mostrando a importância de se usar a água racionalmente e de não jogar lixo ou entulhos naquele rio, que abastece 80% da população carioca.

SC – seu projeto é bem intencionado, mas o que fazer se as pessoas vivem num bairro que não possui saneamento básico e coleta de lixo regular? Os benefícios do seu projeto não são anulados por esses problemas?

Ana Cristina – reconheço que esses problemas têm de ser resolvidos e que a sua permanência nos afeta, de uma forma ou de outra. Mas também acredito que o nosso projeto está mesmo estimulando as pessoas a agirem em prol de uma mudança na sociedade. Por isso é que temos uma parceria com a ONG Jorge Fernando, que visa ensinar as pessoas a tratarem do lixo com consciência, gerando um novo produto e, ao mesmo tempo, apresentando às famílias uma alternativa de renda e subsistência, o que é muito importante num bairro como o nosso, onde o nível de renda é baixo.

SC – mas de que adianta estimular a coleta seletiva se os municípios não implementam essa coleta?

Ana Cristina - sei que é essencial que os municípios adotem a coleta seletiva como política pública. Por isso é que a comunidade deveria pressionar as autoridades e o poder público a adotarem novas políticas. É realmente muito difícil para mim ensinar a um aluno o que é coleta seletiva e, no dia seguinte, esse aluno presenciar um gari juntando todo o lixo, como se fosse uma coisa só, e mandar ao aterro sanitário. Sem dúvida, isto é uma barreira ao meu trabalho.

SC – aqui no bairro vemos caminhões despejando entulho e detritos na comunidade. Como devemos lidar com isso e pressionar as autoridades a tomarem providências?

Ana Cristina – em minha opinião, podemos pressionar as autoridades estendendo as nossas atividades a toda a comunidade, envolvendo os pais e familiares de alunos e seus vizinhos, conscientizando as pessoas sobre a necessidade de lutarem por um melhor tratamento do nosso lixo, em defesa da saúde, da vida e do meio-ambiente, dentro e fora do nosso bairro.

SC –– a Cedae tem atuado contraditoriamente. Faz campanha sobre o uso racional da água, mas desperdiça ao deixar várias tubulações em manutenção. Não é mesmo?

Ana Cristina – com certeza. A Cedae deveria ser a primeira a dar o exemplo, inclusive porque o tratamento da água é muito caro. Quando não há manutenção, além do desperdício, a água pode ser contaminada.






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