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Comunitário  

No dia do trabalhador (1º de maio), moradores dos KMs 32 e 34 protestam contra abandono da região

10/05/2012

A deputada Janira Rocha participa do ato de 1º de maio no KM 32
Foto: Fernando França

Por: Sindsprev/RJ

“Sei que aqui não existe uma festa, bandas de música ou fogos, mas aqui existe uma comunidade de pessoas de bem que estão se mobilizando com o objetivo de melhorar a vida dos moradores do KM 32, do KM 34 e região. É a luta por uma vida digna. Hoje é o Dia do Trabalhador, um dia de luta”. Com esta saudação geral, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) marcou sua presença no ato do Dia do Trabalhador (1º de Maio), realizado pelo Sindsprev Comunitário na Praça do KM 32, em Nova Iguaçu.

Após colocar seu mandato à disposição das lutas dos moradores pela melhoria das condições de vida na região, Janira concluiu sua fala com duras críticas ao governo Estadual. “Enquanto os moradores daqui continuam sem acesso a saneamento e a serviços públicos decentes, a máfia do governo Cabral Filho usa dinheiro público, do povo, para passear em Paris e Monte Carlo. É dinheiro que deveria ser aplicado em educação e saúde. Pra gastar esse dinheiro lá em Paris, a máfia do governador Cabral mantém os moradores dos KMs 32, 34 e região sem direitos, sem saneamento, sem saúde e sem educação. Os impostos pagos pelo povo são usados para que o governador Cabral tome champanhe lá em Paris”, afirmou, sob aplausos dos moradores.

Data histórica para os trabalhadores

“Essa é uma data histórica porque nós temos o 1º de maio como um dia de luta, para que um dia possamos ter uma sociedade, para que as crianças tenham um espaço de lazer e as famílias tenham a segurança de um amanhã. Hoje, quando chove, só mesmo uma canoa pra gente conseguir chegar em casa. Mas podemos mudar essa situação e isto vai depender da luta de todos nós”, completou Antônio Oliveira de Andrade, coordenador do Sindsprev Comunitário nos KMs 32, 33,3 4 e 35.

O morador do KM 32 Cosme José de Medeiros expressou sua indignação devido ao abandono do bairro. “As nossas necessidades realmente são muito grandes. Infelizmente, o povo está se conformando com ruas esburacadas e cheias de lama. É isso o que os políticos querem para nós? É isso o que temos de aceitar? Nós precisamos e queremos algo melhor, e é por isso que estamos aqui hoje. Quem está lá em cima, no governo, não quer saber do povão, que está doente, sem saúde e educação”, discursou.

É preciso consciência na hora de votar

A moradora do KM 34 Paula Pereira dos Santos destacou a contribuição do Sindsprev Comunitário para as lutas dos moradores. “Quero saudar a todos pelo dia de hoje, que também marca seis anos do trabalho sério realizado pelo Sindsprev Comunitário na nossa região. Na hora de votar, temos que ter consciência e conhecer o candidato, procurando saber o que ele defende para a comunidade. O que não pode é vender o voto por um quilo de cimento, uma dentadura ou o que seja. O resultado dessas coisas é que continuamos abandonados. A rua São Fidélis, por exemplo, consta há 24 anos como asfaltada, embora nunca foi. Temos que mudar essa situação”, disse.


História do 1º de maio

A História do Dia do Trabalho remonta ao ano de 1886, na cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio daquele ano, milhares de trabalhadores foram às ruas por melhores condições de trabalho e redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes, o que gerou revolta e outros enfrentamentos com policiais. O resultado foi a morte de 12 operários e dezenas de pessoas feridas, mas a repercussão daquela luta abriu caminho para que os trabalhadores conquistassem vários direitos importantes, como redução da jornada e melhorias salariais.
Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, foi então definido o Dia do Trabalhador, no mundo inteiro, na data de 1º de maio. 







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