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Política  

Enquanto Dilma faz festa, entidades preparam protestos para ‘receber’ Obama no Rio

16/03/2011

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

 

Enquanto os governos federal, estadual e municipal preparam no Rio uma festa oficial para Barack Obama, dirigentes de entidades sindicais e populares organizam pelo menos duas manifestações para denunciar que os acordos que a presidenta Dilma Rousseff firmará com o presidente dos Estados Unidos são prejudiciais aos interesses do povo brasileiro.

 

Os atos públicos devem acontecer na sexta-feira (18) e no domingo (20). Neles também haverá críticas à ocupação militar estadunidense no Iraque e no Afeganistão, além da presença bélica conjunta dos EUA e Brasil no Haiti. As relações umbilicais do governo dos Estados Unidos com ditaduras do Oriente Médio, que vive uma onda de mobilizações populares, também serão ressaltadas.

 

A reunião que traçou as primeiras linhas conjuntas da organização das atividades levou representantes de pelo menos 24 entidades à sede da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), no Rio. Outro encontro para finalizar os preparativos deve ocorrer nesta quarta-feira (16), às 18 horas, no Sindicato dos Petroleiros (av. Passos, 34).

 

Ao menos dois de 20 acordos previstos para serem assinados por Obama e Dilma preocupam os organizadores do ato e são apontados como nocivos aos interesses da população do país. Um deles é a pré-venda de parte das reservas de petróleo do pré-sal aos EUA. O outro é a assinatura do Teca (Tratado de Cooperação Econômica e Comercial), apontado como uma tentativa de reeditar a política que norteou a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), acordo comercial muito criticado no passado e que acabou arquivado.

 

Na visita do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, a questão racial não ficará de fora dos protestos. A palavra de ordem que resume as manifestações faz justamente referência a isso: “O presidente é negro, mas a casa é branca”, num trocadilho com o nome da sede do governo norte-americano. Os manifestantes vão defender, por exemplo, a libertação de Múmia Abul Jamal, ativista negro condenado à morte nos Estados Unidos, num processo apontado como manipulado e racista por organizações humanitárias e do movimento negro de diversos países do mundo.

 

As entidades prometem jogar peso nas ‘recepções’ a Obama. E apostam na capacidade de mover trabalhadores e estudantes, na sexta-feira, para uma passeata que deve sair pouco depois das 16 horas da Candelária, percorrer quase toda a avenida Rio Branco, uma das principais vias do Centro, e terminar na praça da Cinelândia.

 

Tradicional palco de protestos – como a passeata dos Cem Mil que desafiou a ditadura, em 1968, e os atos que derrubaram Fernando Collor, em 1992 – a escolha da Cinelândia para a festa do presidente da maior economia imperialista do mundo está sendo considerado uma provocação por muitos militantes da esquerda carioca.

 

O esquema de segurança montado pelos governos brasileiro e norte-americano deve interditar dezenas de ruas no Centro, fechar acessos do Metrô e cercar a praça, onde a entrada só será permitida sem mochila e mediante apresentação de documento de identificação.






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