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Atos pelo ‘Fora Temer’ e ‘Diretas Já’ reúnem milhares no domingo (4)

05/09/2016

Ato em SP 'Fora Temer' e por 'Diretas Já', no domingo (4): avaliação é de que 100 mil participaram
foto: reprodução internet

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho*

A conhecida impopularidade do governo de Michel Temer (PMDB), recém-efetivado no cargo após o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), começa a se converter em expressivos protestos populares. Milhares foram às ruas em várias cidades do país no domingo (4) para exigir a saída de Temer e "diretas já". Houve atos no Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, entre outras capitais.

Em São Paulo, a manifestação que começou na av. Paulista reuniu, na avaliação das entidades que o convocaram, cerca de 100 mil pessoas. A Polícia Militar não divulgou estimativa. De todo modo, embora o número de participantes possa ter precisão incerta, a multidão que foi às ruas não deixa dúvidas de que a manifestação teve grandes proporções e ‘respondeu’ à provocação do questionado presidente Michel Temer, feita enquanto estava na China, de que os atos contra seu governo não reuniam mais de 40 pessoas.  

Houve repressão policial antes do ato e ao término da manifestação. Vinte e seis pessoas, boa parte jovens, foram presos quando se concentravam para ir à manifestação.  Até o início da tarde desta segunda-feira (5), eles permaneciam detidos e não teriam tido acesso a advogados. Eles foram acusados de portar pedras e outros supostos materiais ‘que seriam usados no protestos’, na versão dos policiais. Todos negam e afirmam que a polícia plantou supostas provas para incriminá-los, numa ação que, aparentemente, teria sido premeditada.

Também houve repressão policial ao final do protesto, aparentemente contra pessoas que tentavam acessar uma estação do metrô, que teria sido fechada pela administração da empresa. O próprio comando da PM evitou dizer que as pessoas que forçaram a entrada, o que teria sido o motivo do lançamento de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, seriam manifestantes.

Jornalistas relataram que foram agredidos pela Polícia Militar paulista apesar de se identificarem como profissionais da imprensa. Há relatos, ainda, de que policiais jogaram bombas contra bares nos quais frequentadores criticavam e vaiavam a atuação policial.

No Rio, o ato que exigiu a saída de Temer reuniu pelo menos cinco mil pessoas na orla de Copacabana. Os protestos, convocados por amplos setores contrários ao governo e ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), se unifica na proposta democrática de realização de novas eleições para presidente, mesmo que a proposta sequer seja hoje defendida pelo partido que sofreu o impeachment.

Apesar de muitas vezes ser confundida com manifestações de caráter apenas petista, aparentemente grande parte das pessoas que participaram não concorda com a volta de Dilma ao cargo.

E muita gente que quer a volta da presidente, entende que ela deveria convocar, neste caso, imediatamente um plebiscito sobre possíveis eleições.
O casal Jorge e Tânia, que mora em Botafogo, por exemplo, está entre os que pensam assim. "É necessário que a Dilma volte e faça um plebiscito pra saber se o povo quer votar, se quer que tenha outra eleição. Ela tem que voltar até por conta da reforma política. Por isso a gente tem que resistir, também por todas as medidas anunciadas que vão atacar principalmente o povo das classes mais baixas. São medidas que vão fazer muito mal, e que quem quer aprovar é a elite ", disse Jorge. Setores

Há outras posições nas manifestações porém.  posição, porém. Para a petroleira Natalia Russo, a exigência das manifestações deve ser diretamente a realização de novas eleições. Apesar de acreditar que houve golpe no país, para esta parcela, Dilma também enganou os trabalhadores com as medidas duras de austeridade implantadas por seu governo, diferente do que havia prometido na campanha em 2014. "Dilma sofreu um golpe também porque perdeu apoio popular devido ao ajuste fiscal, às medidas contrárias aos trabalhadores que ela encaminhou, a privatização. Dilma levou um golpe também por conta dessas alianças espúrias e medidas do ajuste fiscal, cortou uma série de direitos trabalhistas, encaminhou a privatização do pré-sal, da Petrobrás. O povo tem que ter direito a escolher um projeto que não privatize, que esteja ao lado dos trabalhadores", disse a petroleira, que também é da direção do Sindipetro-RJ.

Com a discussão tomando maiores proporções, uma enquete foi aberta sobre o assunto no site do Senado Federal nos últimos dias. De quase 167 mil respostas dadas até a noite de domingo (4), apenas 12 mil são contrários a realização das eleições.
A próxima manifestação que deverá reunir ativistas por ‘Diretas Já’ no país será no dia 7 de setembro, no ato "Grito dos Excluídos", na av. Presidente Vargas, com concentração pela manhã na esquina com a rua Uruguaiana.

O ato deste domingo, terceiro após o impeachment, terminou em Botafogo, em frente ao Canecão, ocupado por artistas do movimento Ocupa MinC.


*Com dados de reportagem da jornalista Niara Aureliano.






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