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Geral  

Fórum dos Servidores reafirma unidade e convoca mais protestos em setembro

14/09/2016

Reunião ampliada do Fórum dos Servidores, que reuniu cerca de mil pessoas soba  tenda montada no canteiro da Esplanada dos Ministérios
Foto: arquivo pessoal

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

No dia seguinte à marcha que levou mais de dez mil trabalhadores e estudantes a Brasília, servidores públicos ratificaram a decisão de prosseguir na construção de uma luta unificada. Duas datas para mobilizações ainda em setembro foram referendadas na reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), realizada na quarta-feira (14): os dias 22 e 29, como parte do movimento nacional que tenta deter as reformas e projetos do governo de Michel Temer (PMDB) que ameaçam direitos trabalhistas e previdenciários e podem se constituir no mais duro ataque aos serviços públicos das últimas décadas.

Próximo de mil servidores participaram do fórum, cuja atuação é movida à base de consenso – não há votações para definição de propostas. As mobilizações nesses dois dias – com atos públicos, paralisações e outras atividades que movimentem as categorias – têm ainda o objetivo de ajudar a preparar o caminho para a construção de uma greve geral no Brasil, que envolva também setores da iniciativa privada e movimentos sociais.


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Unidade e greve

Pela primeira vez, o Fórum dos Servidores apontou um período para a possível convocação da greve geral, que vai da segunda quinzena de outubro à primeira de novembro. "A unificação e a greve geral são necessárias para esse momento de perda de direitos", avaliou a servidora Carmem Cunha, do Colégio Pedro II do Rio, ainda durante a marcha promovida pelo funcionalismo na Esplanada dos Ministérios, com participação de estudantes e movimentos sociais como o MTST.

As datas escolhidas devem-se a construções que já vinham sendo encaminhadas por setores do funcionalismo e da classe trabalhadora. O dia 22 era articulado nos serviços públicos e outros setores nos estados, enquanto o dia 29 é a data apontada por entidades sindicais dos metalúrgicos para uma paralisação nacional contra os projetos e políticas do contestado governo Temer.

A busca da unidade em torno de demandas comuns e da rejeição ao pacote de medidas que o governo tentar impor foi uma constatação presente em toda a jornada nacional de mobilizações promovida pelo funcionalismo de 12 a 14 de setembro. "Precisamos pontuar a unidade dos trabalhadores, temos companheiros aqui da esfera municipal, estadual e federal [dos serviços públicos]. O Temer conseguiu juntar todo mundo, esse é o legado desse governo temerário: a unidade é que vai barrar esses ataques que estão preparados para o próximo período", disse a servidora aposentada Maria Helena, do Judiciário Federal em São Paulo.

A professora Eblin Farage, presidente do Andes-SN, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, disse que a jornada de manifestações e a marcha a Brasília mostraram que essa unidade não só é possível como pode dar bons frutos. "A marcha mostrou a capacidade que as organizações da classe trabalhadora têm de construir lindos atos unitários quando quer, apesar das nossas diferenças", disse, observando que a greve geral é necessária, mas é uma construção, não pode ser convocada por decreto.

Participação do Sindsprev-RJ

Para o servidor da Vigilância em Saúde Julio Cesar, que integrou a delegação do Sindsprev-RJ nas atividades, é preciso unir o conjunto do funcionalismo e outros setores de trabalhadores para enfrentar o governo Temer e impedir que projetos que podem implodir direitos sejam aprovados. “Temos que pressionar nas ruas”, disse o servidor, que integra a direção da Regional São Gonçalo do sindicato.

Na avaliação da servidora do INSS no Rio Janira Rocha, que participou das atividades da caravana do Sindsprev-RJ que levou cerca de 50 pessoas a Brasília, os três dias de mobilização foram importantes para construção da resistência em defesa de tantos direitos ameaçados. Ela destaca a necessidade de articular a unidade na atuação com outros setores não só do funcionalismo nas suas três esferas, como da área privada.

No entanto, ressalta que esse movimento tem que ser construído com democracia e lamenta o fato de as decisões no Fórum dos Servidores não serem tomadas por meio da consulta direta aos trabalhadores, mas apenas por meio de acordos que, invariavelmente, acabam centralizados nas cúpulas das direções sindicais. Ainda em torno dessa unidade, que envolve segmentos do movimento sindical que defendiam o governo Dilma, a servidora observa que a mobilização é por direitos que estão ameaçados e em defesa dos serviços públicos. Essa posição, disse, foi reafirmada pela delegação que foi à capital federal. “Não estamos nas ruas para defender nenhum governo, nenhum deles nos representam. Viemos a Brasília para defender nossas bandeiras de luta”, disse.






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