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Geral  

Protesto contra PEC 241 une centrais sindicais e movimento estudantil em ato no Centro do Rio

17/10/2016

 

 

 

Protesto contra a PEC 241 também exigiu saída de Temer da presidência, ocupando o Centro do Rio em ato unificado que começou na Cinelândia
Foto: Niko

Da Redação do Sindsprev/RJ
Por André Pelliccione

Cerca de cinco mil pessoas protestaram no centro do Rio, nesta segunda-feira 17, contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 241, em ato unificado convocado pelas redes sociais e apoiado pelas centrais sindicais (Conlutas, CUT e CTB) e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular. Concentrados na Cinelândia e nas escadarias da Câmara Municipal, servidores públicos da saúde, educação, universidades, além de petroleiros, bancários e estudantes manifestaram duras críticas à chamada ‘PEC da Morte’, que praticamente congela investimentos públicos por um período de 20 anos, comprometendo áreas fundamentais como saúde e educação, entre outras. Tudo para garantir uma parte cada vez maior do orçamento para pagamento de dívidas públicas junto a grandes bancos e sistema financeiro.
 
“Acredito que será com manifestações como esta que conseguiremos unificar as lutas contra esta PEC que aumenta o sucateamento dos serviços públicos. Lá na Uerj a situação já é tão grave que fizemos 6 meses de greve e a própria reitoria já admitiu que tudo pode parar em novembro. Com a PEC 241, vai ficar ainda pior”, disse a servidora da Uerj Madellon Mello de Assis.

Passeata até a CEF e Petrobras

Empinando cartazes e faixas com palavras de ordem como ‘Vai pra PEC que pariu’ e ‘Fora Temer’ e cantando o refrão 'a nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador', os manifestantes saíram em passeata pela Av. Rio Branco, em direção à Caixa Econômica Federal (CEF), na Av. Almirante Barroso, onde pararam por cerca de 15 minutos. Depois, foram para a frente dos prédios da Petrobras e do BNDES, na mesma Almirante Barroso com Avenida Chile, onde, após cerca de meia hora, um confronto com a tropa de choque da PM provocou a dispersão de alguns manifestantes por bombas de efeito moral lançadas pelos policiais.

Após a dispersão inicial, contudo, os manifestantes conseguiram se recompor e voltaram em passeata que se dividiu pelas ruas 13 de Maio e Senador Dantas, em direção às escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, onde então continuaram o ato. No entanto, cerca de 40 minutos depois, a pretexto de reprimir um grupo de manifestantes que pichava as paredes da Câmara Municipal, a tropa de choque da PM reiniciou as agressões, jogando bombas indiscriminadamente contra manifestantes e transeuntes que passavam pela Cinelândia. Clientes do Bar Amarelinho, ao lado da Câmara Municipal, ficaram sitiados pela PM, que jogou bombas de gás contra o estabelecimento.

PEC 241 foi aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados

Aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 10/10, a PEC 241 ainda será submetida a uma segunda votação naquela casa legislativa e a mais duas, no Senado Federal. Além da PEC 241, os atos têm por objetivo denunciar outros projetos que retiram direitos dos trabalhadores, como o PLP 257 e as reformas previdenciária e trabalhista.

O ato desta segunda também protestou contra o projeto ‘escola sem partido’, tido como retrocesso na educação brasileira. As centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo pretendem organizar novos atos unificados, articulados ao calendário nacional de lutas do funcionalismo. Além das centrais sindicais, o ato dessa segunda-feira foi apoiado por partidos e organizações como PSOL, PSTU, PCB, PT, PCdoB e MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista).

 

 






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