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Geral  

Luta contra PEC 241 tem seu maior dia de protestos no país e reúne mais de 7 mil no Rio

24/10/2016

Passeata no Rio de Janeiro, da Candelária à Cinelândia
Arquivo pessoal

Da Redação do Sindsprev-RJ
Por Hélcio Duarte Filho

Servidores, trabalhadores do setor privado, estudantes e integrantes de movimentos sociais promoveram, na segunda-feira (24), a maior jornada de mobilizações e protestos no país desde que a campanha contra a PEC 241/2016 ganhou as ruas. Servidores do ramo da seguridade e do seguro social participaram. 

Não há um levantamento preciso sobre o conjunto das manifestações, mas sabe-se que aconteceram atos, ocupações de escolas, de reitorias em universidades e bloqueios de rodovias em dezenas de cidades do país – os protestos não se restringiram a capitais. O governo tentará votar, nesta terça-feira (25), a proposta em segundo turno no Plenário da Câmara dos Deputados.

Ocorreram mobilizações de Norte a Sul do país. Estudantes que já ocupam mais de mil escolas em vários estados participaram dos protestos conjuntos e, em muitos locais, promoveram atividades próprias em referência ao dia de luta contra a proposta de emenda constitucional que pode congelar por 20 anos o orçamento federal de serviços públicos e reduzir os recursos aplicados em áreas como educação e saúde.

Apesar da dimensão dos protestos, os meios de comunicação comerciais de um modo geral boicotaram as atividades, referentes a uma proposta que terá impactos sobre a vida da população por mais de duas décadas. Poucos veículos noticiaram os protestos – num movimento que parece ter sido articulado e não ter partido de iniciativas isoladas.

Ato no Rio

Mais de sete mil foram às ruas do Rio de Janeiro na noite desta segunda, na avaliação de participantes – embora haja quem aponte para a presença de algo entre oito mil e dez mil pessoas na av. Rio Branco, no Centro do Rio. Servidores do Colégio Pedro II, que paralisaram as atividades por 48 horas, e das universidades federais, que iniciaram greve contra a PEC 241, participaram da passeata.

O início da manifestação foi na Candelária, de onde trabalhadores e estudantes saíram em passeata por volta das 18h20min. Movimentos sociais, como o MTST, e partidos políticos da esquerda também participaram do ato contra a proposta de emenda constitucional que congela o orçamento dos serviços públicos por 20 anos e pode provocar rombo bilionário nos recursos da saúde e educação.

Tramitação

A PEC 241 já foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados e terá que passar por nova votação para que seja remetida ao Senado Federal. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que tentará votar a proposta em segundo turno nesta terça-feira (25). Manifestações tão estão previstas para acontecer nesta terça-feira (25) em várias cidades, entre elas São Paulo.

Os impactos em áreas como saúde e educação são apontados como 'catastróficos' pelos manifestantes. O movimento ganhou força nos últimos dias e já há quem avalie que está conseguindo desmontar o discurso do governo de que a proposta busca equilibrar as finanças públicas. "As articulações e mobilizações que os trabalhadores estão fazendo está dando resultado, e a população em geral percebe que a PEC não tem nenhuma relação com o que está sendo divulgado, de que seria um ajuste nas contas necessário, mas um ataque a setores como educação e saúde", avaliou o professor Claudio Ribeiro, da UFRJ, e dirigente do Andes-RJ. "Mas isso tem que crescer ainda mais, porque essa luta vai ser longa", afirmou.

O agente de saúde Uirtz Sérvulo da Silva, aposentado, disse que essa política adotada pelo governo acaba com um processo que estava em curso no qual se reconhecia que era preciso aumentar as verbas da saúde – pondo fim, inclusive, disse, às prometidas verbas do pré-sal que seriam destinadas às áreas sociais. “A PEC acaba com a destinação constitucional de [recursos] para a saúde”, criticou, acrescentando que não passa de discurso a alegação do governo de que haverá remanejamento de outras áreas para o setor.






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