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Geral  

Racismo sofrido em 1960 por Ruby Bridges nos EUA é o mesmo do Brasil

25/10/2016


Na foto, a menina Ruby Bridges, em 1960, quando sofreu discriminação racial em escola de Nova Orleans (EUA).

Por Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev/RJ

Ruby foi a primeira criança negra a ir para a escola, com o fim da política de segregação racial nos EUA, em Nova Orleans, em 1960. Seu primeiro dia de aula foi marcado por xingamentos, medo, racismo. A escola estava vazia e também não havia professores, apenas um educador quis dar aula para Ruby. Seus pais foram severamente ameaçados e, durante meses, ela teve que ir e voltar da escola acompanhada por 4 policiais.

No ano seguinte, a partir do exemplo de Ruby e de seus familiares, outras crianças  negras foram matriculadas.

O caso de Ruby ainda é o de milhões de crianças negras brasileiras e da própria juventude negra em nosso país, apesar de, em nossa formação social, o racismo não se manifestar de forma tão ostensiva quanto nos EUA, o que nem por isso torna o racismo brasileiro menos grave ou menos intenso. É apenas mais dissimulado.

Vivemos na atualidade uma verdadeira política de extermínio da população negra. Segundo dados do Mapa da Violência 2015, nos assassinatos de jovens de 15 a 29 anos, pretos e pardos são quase 80% das vítimas. Quanto às mulheres, de 2003 a 2013, enquanto a taxa de homicídios de mulheres brancas no país caiu 11,9% (de 3,6 para 3,2 mortes por cem mil habitantes), a das negras subiu 19,5% (de 4,5 para 5,4). Na educação não é diferente. A proporção dos alunos que concluíram o ciclo básico também é desigual: 87,4% de brancos, contra 76,5% de negros.

A explicação para tanta desigualdade e discriminação tem nome: racismo. Racismo que não deve ser conceituado apenas como algo episódico ou um epifenômeno, como bem caracterizou o professor Carlos Moore, mas uma 'visão coletiva, derivada de uma forma específica de consciência histórica dotada de sua própria autonomia'. “O racismo é uma estrutura sistêmica, um imaginário social global, o que é outra coisa que um “incidente”. É algo enorme, que paira sobre nossas consciências e se estrutura através das consciências individuais e coletivas”, afirmou ele, em entrevista concedida ao Sindsprev/RJ, em 2014, pouco antes de participar, como conferecista, do Seminário Fela Kuti da Uerj.






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